Capítulo 29

1347 Palavras
Marcelo Nome: Thomas Gonçalves Pinheiro. Idade: 26 anos Endereço: Rua Olívia Pérez - Austin Rj - Brasil. Familiar: Mariana Vázquez Pinheiro. Atualmente hospedado na pousada Vida boa praia ( R. da Restinga, 1- Foguete, Cabo frio RJ.) Recebo a mensagem de Emerson me informando o que conseguiu descobrir, e ele logo completa com: A princípio está sozinho. Estamos vigiando, senhor. Estou em meu quarto olhando a rua pela janela. Procuro por Angelina na casa de sua madrinha, mas a única pessoa que consigo ver daqui é o Sr Benjamin, mexendo na bomba d'água. Eles provavelmente estão se preparando para dormir agora, assim como eu. Ok, quero saber de tudo que descobrir, trate isso como uma prioridade. Dígito para ele, antes de colocar o celular no bolso. Eu sei que posso terminar com essa angústia de uma vez por todas. Posso ir até lá agora e atirar na testa daquele babaca*, só por ficar no meu caminho. Mas preciso saber se Angelina vai até o final com o que me prometeu, se ela realmente está disposta a lidar com ele para ficarmos juntos. A parte dela é muito mais simples, ela não precisa lidar com nenhum assassino* mafioso como eu. O meu lado animal está a solta. A sede de sangue não me deixou nenhum minuto desde que aquele bastardo* apareceu na minha frente. Ainda sinto meus músculos duros e tensos. Não sei como consegui me controlar, controlar o meu instinto r**m*. Posso ir lá e mata-lo*, ninguém nunca iria saber. Minha mente vagueia em torno de violência* e eu repito várias, e várias vezes para mim mesmo. Aqui eu não sou um mafioso. Aqui eu não sou um mafioso. Aqui eu não sou um mafioso. Aqui eu não sou… — Papai?.- a voz da minha filha me livra de uma mente perturbada. — Oi meu amor.- abro os braços pra segura-lá em meu colo.- está tudo bem? .- pergunto a sentando na cama, e me sentando ao seu lado. — A gente pode comer bolo de chocolate? .- ela pergunta com os olhinhos em súplica. — Mas agora filha? Está quase na hora de jantar.- aliso seus cabelinho loiro. Minha paz… — Por favor papai, é só um pedacinho.- Izabela faz gestos com os dedinho, mostrando o quão pequeno será seu pedaço de bolo, e eu não consigo deixar de sorrir. Como dizer não a essa pequena criaturinha tão fofa? — Está bem filha, pede a tia Beth.- digo sorrindo, e ela sai gritando de felicidade, correndo para fora do quarto.- sem correr mocinha.- advirto ficando de pé novamente. Volto minha atenção para a rua agora e vejo observo a chuva fina começando a cair do lado de fora. Não sei por quanto tempo fico perdido em pensamentos, até sintir meus cabelos se arrepiarem. Ela está aqui! Viro minha atenção para a porta do quarto e tenho a visão dos deuses. Angelina está encostada no batente da porta, me observando cautelosamente com seus olhos tímidos e apaixonantes. — Oi.- ela testa o terreno. — Oi.- respondo a observando atentamente. — Posso entra?.- pergunta tímida, e eu somente balanço minha cabeça afirmando. A minha garota entra no quarto em paços lentos vindo em minha direção. Eu não tiro meus olhos dos dela, até que fica parada bem na minha frente. Estou contente e bem mais tranquilo agora por te-lá bem aqui comigo. Segura! — Está tudo bem?.- pergunto ainda a observando. — Sim.- ela se limita a dizer. — Como foi a conversa ao telefone?.- minha voz é áspera e dá pra sentir o meu descontentamento sobre o assunto. — Nada fácil, mas ele teve que voltar pra casa. A tia dele passou m*l e ele foi para o hospital encontrar-lá.- ela diz com pesar na voz, dando de ombro. Enrugo minha testa desconfiado. — Então ele foi embora? — Sim.- diz monossilábica, encolhendo os ombros como se tivesse se desculpando. Esse cara é esperto, recuou para poder ganhar tempo. Preciso ligar para Emerson. — Isso é horrível*.- digo sem me comover com a história. — É sim.- ela suspira. Nossos olhos se encontram e eu não consigo manter a distância entre nós. Dou um paço para frente, fechando a brecha que ainda nos separava, inalo seu perfume doce e intoxicante e me sinto no céu. — Que bom que você está aqui agora.- deixo meu corpo relaxar, sentindo seu cheiro invadir minhas narinas. — Pensei que tivesse zangado comigo.- ela diz relaxando seus ombros e eu me preocupo por ela pensar assim. Ao ver meu rosto confuso, ela abaixa a cabeça envergonhada. Eu tenho que levantar seu queixo com meu indicador, para fazê-la olhar para mim outra vez. — E por que eu estaria zangado com você?.- pergunto observando seu rosto atentamente, querendo vê sua reação. — Você sabe, por causa do Thomas.- ela diz me olhando envergonhada. Veja o quanto aquele estrume* fodeu* com o psicológico dessa menina esse tempo todo. Com certeza era isso que acontecia sempre. Quando algo não o agradava, provavelmente ele descontava encima dela. Sei que Angelina tem bloqueios e medos* por conta disso. Oh baby, eu não sou ele. Jamais iria machucá-la dessa maneira. — Fiquei com raiva* sim, mas dele Angelina, não de você. Eu quis matá-lo* pela maneira que falou com você.- ela enruga a testa incrédula.- não quero que ele fale com você assim outra vez.- a aviso. Cuidarei para que isso nunca mais se repita. — Isso já é normal.- ela sorri sem graça e dá de ombro, já acostumada com a situação. — Não deveria ser.- digo determinado a tirá-la desse tormento. Ela não deveria se acostumar com tão pouco assim. Estou aqui pra mostrar o quanto ela realmente merece um homem de verdade, que a trate com carinho e respeito, que seque suas lágrimas, não que seja responsável por elas. Quero encerrar esse assunto por hoje, quero envolvê-la em meus braços e mostrar o quanto quero protegê-la, o quanto quero cuida-lá, o quanto ela é importante para mim. Seguro em seu rosto e deposito um beijo delicado, carregado de carinho e desejo. — Dorme comigo hoje? .- sussurro em seu ouvido. Com certeza me sentirei mais tranquilo vendo ela dormir, sabendo que está segura aqui comigo, sentido o calor de seu corpo no meu. — Por favor.- suplico quase como a minha filha querendo o bolo de chocolate. Ela me olha por um momento e suspira pensativa. Quando eu acho que ela vai negar, ela acaba se rendendo. — Tudo bem.- diz parecendo cansada. — Venha, vamos comer alguma coisa e depois vamos para cama.- seguro em sua mão, e a arrasto para a cozinha. Elizabeth fez uma macarronese maravilhosa, que Angelina comeu com vontade. Izabela não a deu folga, quis brincar, comer e ver vídeo tudo no colo dela. Angelina por sua vez adorou, brincou com minha filha como se fosse outra criança também. Eu fico as observando de longe, sentindo um calor estranho* no peito*, quase me queimar por dentro. Estou apreensivo! Meus sentimentos por essa mulher ultrapassou todas as barreiras que podia. Ela me infeitiçou, e agora eu não consigo mais imaginar meu mundo sem ela. Isso é muito fodido*! — Meu filho?.- minha mãe chama minha atenção.- seu celular está tocando.- ela avisa. — Obrigada mãe.- pego o aparelho do meu bolso e volto para o quarto. É Emerson. — Pode falar.- atendo. — Senhor, ele se foi.- diz curto e grosso. — Emerson, quero que mande alguém alugar um apartamento para mim em Nova Iguaçu. Quero que alugue outro no mesmo prédio para vocês, e quero que mantenham os olhos atento nesse rapaz.- delego. — Pode deixar senhor.- ele diz antes de encerrar a ligação. Passo minha mão pelos cabelos exausto. Hoje foi um dia que eu quero esquecer, tudo que eu quero agora é me enterra na minha garota, e deixar tudo isso para trás.
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