Capítulo 28

1385 Palavras
Marcelo Fico abraçado com Angelina até que ela consiga parar de chorar. Depois, puxo a pelo braço e a levo até o sofá. — Está mais calma agora querida?- pergunto quando sentamos de frente um para o outro. — Um pouco.- ela diz de cabeça baixa, ainda fungando. — Quer um copo d’água?.- pergunto examinando seu rosto, e ela balança a cabeça sem conseguir me encarar. Eu então apoio meu dedo indicador embaixo do seu queixo, o levantando para fazer seus olhos vibrantes virem de encontro aos meus. — Fala para mim, o que está se passando nessa cabecinha* bonita?.- pergunto o mais carinhoso que consigo ser. Preciso que ela se abra comigo, não quero que esse reencontro a faça desistir do que construímos até aqui, mesmo que tenha começado errado, sei que temos chances de fazer isso dá certo. — Estou chateada.- ela murmura e eu respiro fundo. — Pelo quê exatamente?.- tento entender seus sentimentos. — Por todos vocês terem presenciado aquilo. Pelas coisas terem acontecido dessa maneira.- sussurra com os olhos cheios de lágrimas novamente. — O que você está querendo dizer?.- tento fazê-la ir em frente com seus argumentos. — Eu não queria me apaixonar por você Marcelo, não estando em um relacionamento com outra pessoa.- ela deixa as lágrimas caírem, fazendo meu coração rachar ao meio.- eu e o Thomas já não éramos saudável antes, agora se tornou impossível.- diz angustiada. — Você não tem culpa disso.- seguro em sua mão. — Tenho sim, eu disse a ele que não o abandonaria, que não o trairia.- fuga sem conseguir parar de chorar. — Não somos capazes de controlar essas coisas Angelina, como você poderia imaginar uma coisa dessas? Onde alguém ia adivinhar que um sentimento como esse nasceria assim, em tão pouco tempo, ainda mais nessas circunstâncias?.- falo olhando em seus olhos.- sentimentos não são negociável, eles acontecem fora do nosso controle.- digo as palavras que saem de dentro da minha alma. Me incomoda vê-la desse jeito, preciso quebrar a distância entre nós, mesmo tendo-a em meus braços, isso não é o suficiente para mim. Limpo uma lágrima que desliza em seu rosto rosado, suplicando para que esse gesto a faça parar de chorar. — Eu machuquei ele.- ela diz em martilho, se punindo por dentro. Fico incomodado com sua preocupação com aquele inútil*. Ele não merece! — Só pelo jeito que ele falou com você ali, dá pra ver que ele mereceu.- digo entre os dentes, e enrugo minha testa. Não posso nem pensar nos dois juntos outra vez, aquele… imundo*, não sabe valorizar a mulher que ela é. — Thomas tem seus dias maus*, mas isso não o torna uma pessoa r**m*.- ela tenta defendê-lo, me deixando ainda mais irritado. — Isso não justifica te tratar daquela maneira, você merece mais, muito mais.- insisto, tentando fazê-la entender o quão tóxico* isso é.- ele se alimenta do poder que tem sobre você Angelina. Ele veste a máscara de menino abandonado pra se fazer de vítima e causar sentimentos de pena, forçando-a ficar. Isso não é coisa que se faça.- ela precisa enxergar. — Estou muito confusa.- diz escondendo o rosto entre as mãos, e meu peito* se contrai. — Com a gente?.- pergunto orando para que meu medo* não seja transmitido em minha voz. — Não, Marcelo.- diz me aliviando de pensamentos dolorosos.- confusa com o que vou falar para ele agora. Não consigo esconder meus sentimentos, não consigo fingir que não quero estar com você. Tem noção do quanto isso é fodido*? Ele é o meu noivo a 2 anos e meio, e eu quero deixá-lo por um cara que conheci faz 10 dias.- ela funga enquanto conta sua angústia. — Mas eu também quero você, também sinto isso Angel.- digo a ela com fervor. — Mas você também é comprometido, você também é Marcelo.- ela me acusa chorando outra vez. Porra*! Por que tudo tem que ser tão complicado? — Eu já disse, vamos dá um jeito.- digo firme, mesmo com uma pontada de incerteza no peito*. — Que jeito? Você vai largar ela pra ficar comigo?.- Angelina pergunta me olhando com seus olhinhos castanho esverdeado, cheios de lágrimas e esperanças. Não imagino como farei isso, romper meu noivado com Mikaela resultaria em uma guerra colossal, colocaria em risco não só a minha vida, como a dela e a da minha filha, Smith nunca iria me perdoar. Mas eu posso lidar com ele, se eu for mais inteligente. Derick uma vez me fez uma proposta, talvez essa seja a hora de aceitar. Para me livrar de Smith agora, só sendo maior que ele na hierarquia da máfia. — Com certeza.- respondo vendo ela engolir a saliva. — Você realmente faria isso?.- pergunta sem acreditar. Pego em sua mão e a coloco no meu peito*, fazendo-a sentir meu coração acelerado e angustiado. — Eu só sinto algo parecido com isso quando estou com a minha filha.- procurar por seus olhos.- Vou fazer o que for preciso.- declaro com todo meu coração a ela. — Eu preciso ir até ele.- ela diz e minha mão cai solta em minha perna. Não! Nunca! Olho para ela desacreditado, com minha boca aberta e a testa enrugada. — Por que?.- pergunto sem entender o que ela ainda tem para conversar com aquele merdinha*. — Precisamos de um ponto final. Ele veio até aqui para me buscar, preciso conversar com ele.- tenta se explicar. — Não acho isso necessário no momento, vi como ele estava alterado.- tento controlar meu temperamento. Esse cara precisa sair do meu caminho. Agora! — Eu sei, ele não é uma pessoa muito fácil de lidar, mas eu devo uma explicação a ele.- ela fala abaixando o rosto com uma expressão triste, mexendo com seus dedos. Pensando bem, infelizmente ela tem razão, e no fundo, eu fico feliz que queira afastá-lo de uma vez por todas de sua vida. Talvez seja melhor fazer isso logo, colocando esse fodido* pra casa. — Ok, mas eu vou com você.- declaro, e ela balança a cabeça freneticamente. — Não, claro que não Marcelo. Essa conversa já vai ser difícil, imagina se ele desconfiar sobre nós, eu nem quero pensar nisso, tenho que resolver sozinha.- ela diz nervosa, e vejo o quanto tem medo* de deixá-lo irritado. Me pergunto o quanto ele já deve ter a coagido, ou gritado, ou abusado psicologicamente de Angelina esse tempo todo. Não posso imaginar uma coisa dessas. Não agora que estou aponto de ir até lá e da um tiro* na cabeça dele. Escolha suas batalhas! — Não posso deixar você ir até lá sozinha.- digo entre os dentes. Queria controlar minha raiva, mas está bem difícil nesse momento pensando em como ele pode coagi-la, mexer com sua cabeça e fazê-la voltar atrás e ir embora com ele. Esse merda* sabe exatamente como, foram dois anos de experiência. O pensamento me causa náuseas, e um sentimento estranho no peito* que quase me sufoca. — Eu preciso ir lá sozinha Marcelo.- ela diz, e meu corpo chega a formigar.- Vai ficar tudo bem, eu prometo.- ela segura em minha mão a apertando. Foda*-se! Ela não vai sozinha de jeito nenhum. Mas não preciso dessa discussão agora. — E quando você pretende ir?.- pergunto passando a mão pelo cabelo. — Amanhã de manhã.- diz.- vou ligar meu celular e vou mandar uma mensagem pra ele avisando como faremos. — Seria melhor que essa conversa fosse em um lugar público, não dentro do quarto dele.- tento esconder meus ciúmes e minha preocupação nas palavras, mas falho miseravelmente. Ele pode tenta agarra-la, força-la a ter… relações com ele. Meu olhos escurecem com o pensamento. Ela não vai sozinha de jeito nenhum! — Ele não vai fazer nada comigo Marcelo, não precisa se preocupar com isso.- suas palavras não me convence, conheço aquele olhar, é o olhar de quem é capaz de fazer qualquer coisa. — Acho que está confiando demais.- a advirto. Aquele homem estava transtornado e isso o torna perigoso* para ela. Angelina é frágil*, não conseguiria se defender se o i*****l* tentasse algo contra ela. — Eu conheço ele, ele não seria capaz.- ela diz convicta. — Espero muito que isso seja verdade.- para o bem dele.
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