Marcelo
O dia hoje foi bem tranquilo, fizemos um churrasco na aréa de lazer e é claro que convidamos os nossos vizinhos para almoçar.
Angelina não sai mais de perto de mim, e eu faço questão disso! Os dias em que ela não dorme aqui comigo, é como se tivéssemos ficado dias sem se ver. É louco pensar assim, mas é como se eu precisasse estar perto dela a todo momento, como se meu corpo tivesse fome dela o tempo todo. Basta somente um olhar para eu está pronto e duro* novamente.
Nosso encontro na dispensa foi eletrizante e quente. Angelina provoca em mim sentimentos que eu seria incapaz de descrever. Tenho um t***o* louco* por ela que chega ser quase insuportável resistir. São sentimentos que eu jamais senti antes, que quase sufoca meu peito*, e sinto-me afogando cada vez mais dentro deles. Nós não conseguimos nos segurar por muito tempo, e assim que o pessoal foi embora, nós subimos para o quarto e nos entregamos ao prazer* mais uma vez.
Eu não me canso dela, cada vez eu quero mais, e mais, quero tudo que ela tem a me oferecer, me sinto dominado por sua sensualidade*, e seus carinhos.
— Isso foi bom.- ela diz deitada completamente nua* ao meu lado.
— Eu não me canso de você mulher.- falo ainda ofegante.
Angelina me olha com os olhos brilhantes, mas por algum motivo, seu brilho se apaga, e seu rosto entristece. Eu enrugo minha testa, a observando atentamente.
— O que houve?.- pergunto intrigado com sua mudança repentina de humor.
— As férias estão acabando.- ela diz tristemente, e eu suspiro compreendendo.
Estava evitando pensar sobre isso, mas é uma coisa quase inevitável. Falta poucos dias para voltarmos à nossa vida fora dessa bolha, e não sei se estou preparado para deixá-la ir.
Eu a puxo para os meus braços, enterrando o nariz em seus cabelos cheirosos e macios. O seu cheiro e nossa aproximação faz a avalanche de sentimentos se acalmar dentro de mim.
— Vamos dá um jeito.- sussurro para ela, ou talvez para mim mesmo.
Terei que voltar para os Estados Unidos em breve e enfrentar tudo que Smith tem preparando para mim por lá. Não sei como farei para não perder Angelina, sei que vai ser difícil, mas não tem outro jeito, estou ligado a ela de alguma forma, sinto que não consigo mais mante-lá longe.
Esse tempo que passamos juntos aqui foram mágicos para mim, nunca senti uma coisa tão forte assim por ninguém, talvez nem mesmo por Emily, mas é difícil de distinguir. É louco pensar como tudo foi tão rápido e tão intenso entre nós.
— Você tem medo*?.- ela pergunta também perdida em seus pensamentos.
Seguro seu rosto e levanto o queixo dela com meu indicador, fazendo ela olhar direto para mim. Dou um beijo carinhoso em seus lábios, e ela fica um tempo com os olhos fechados. Tiro uma mexa do cabelo dela de seu rosto bonito, e depois o coloco atrás da orelha.
— Do que exatamente? .- tento entender melhor a pergunta.
— Da gente… do que vivemos… de acabar…- pregunta parecendo angustiada, enquanto continua me encarando.
Medo*...
Eu sinto medo?
Talvez eu só tenha sentido medo* uma única vez, quando Emily morreu! Foi um misto de ódio*, raiva*, desespero*, e medo*. Medo* pela minha filha, medo* de ser incapaz de protegê-la como não fui capaz de proteger sua mãe. Mas o que eu sinto agora não é medo*, é determinação. Eu quero Angelina mais do que ela poça imaginar. Só não sei como fazer isso acontecer ainda.
— Não tenho medo*.- falo com firmeza para ela.- isso só depende de nós dois, se queremos estar juntos, nós podemos! É só fazer acontecer.- respondo a encarando.- lembre-se, nada muda se você não mudar.- eu digo.
Isso é um verdadeiro mantra. Se não corremos atrás do que queremos, jamais iremos conquistar. Angelina é minha, e eu farei com que seja só minha para sempre.
Sinto ela um pouco inserta, sei que seus demônios estão assombrado sua mente, e isso a deixa vunerável. Sei também que ela não quer que isso termine e está antecipando seu sofrimento. Mas eu vou dá um jeito nisso, não sei como ainda, mas vou!
◆◆◆
A tarde vai caindo, e o tempo fica agradável para uma boa conversa no portão. Dona Elizabeth faz um lanche gostoso para nós, e eu compro guaraná para acompanha-lo. As criança brincam na calçada despreocupados, enquanto conversamos e rimos um pouco. Lembramos como foi o passeio para o shopping de ontem, e o parque de anteontem. Foi bom ter conhecido essas pessoas, nossa viagem não teria sido tão agradável assim. Talvez já teríamos até ido embora se não fosse por suas companhias.
Angelina está sentada ao meu lado, e de vez em quando seguro sua mão e beijo os nós de seus dedos. Ela me olha sorridente, e apaixonadamente.
Eu sou a p***a* de um fodido* sortudo!
Ela morde os lábios com a intensidade do meu olhar, e o desvia para algo que chama sua atenção a frente. Vejo seus olhos se arregalarem. Ela coloca uma de suas mãos na barriga, e a outra espalmada em sua coxa. A boca dela cai aberta, e seu corpo inteiro fica tenso, me deixando preocupado. O que foi que aconteceu?
— Meu Deus.- sussurra vidrada, encarando atentamente um homem que vem andando em nossa direção com a cara emburra.- é o Thomas.- suspira para si mesma desesperada.
Vejo um homem de mais ou menos 1,75 de altura, n***o*, cabelo em corte militar, uma blusa de manga verde surrada, uma calça jeans, e um tênis marrom. Ele caminha de cara fechada até está a dois metros de nós. Ele nos encara sério, provavelmente pela minha proximidade com Angelina.
— Boa tarde.- ele diz entre os dentes, sem olhar para mais ninguém além de Angelina e eu.
— Boa tarde.- todos respondem um pouco assustados e com certa relutância. Menos eu e Angelina, que continuamos parados o encarando atentamente.
Todos os meus sentidos estão em alerta. Estou desarmado, se ele tentar qualquer coisa contra a minha garota, eu terei que ser rápido.
— Podemos conversar, Angelina?.- ele pede entre os dentes, a fitando severamente.
Angelina abaixa a cabeça com sua respiração totalmente desregulada, fecha os olhos para tentar se concentrar, puxa o ar do pulmão, se levanta da cadeia lentamente, e caminha para perto dele.
O i*****l* vai para trás do carro do Noah, que está estacionado bem em frente ao portão, e eu os observo como um falcão.
— Eu não suporto esse cara.- Emma sussurra.
— E se ele tentar fazer alguma coisa com ela?.- Linda pergunta preocupada.
— Eu mato* ele.- rosno sem nenhum pudor.
Todos me encaram surpresos com minha ira*, mas eu não ligo. A essa altura do campeonato, não me importo de mostrar quem eu realmente. Protegerei Angelina do jeito que for necessário.
Poderia rasgá-lo ao meio se ele tocá-la!
Fico atento para escutar o que dizem, ainda mais por ele está visivelmente alterado, e falando um pouco alto demais.
— Calma? Você me pede calma? Como que eu vou me acalmar se você fez tudo que disse que não faria? Você me abandonou, você sumiu, simplesmente me tratou como lixo*.- ele berra mexendo os braços.
Eu ameaço me levantar da cadeira, mas minha mãe me impede segurando em meu braço.
— Não Marcelo, deixe eles conversar.- ela diz me segurando no lugar. Eu olho para ela por um estante, sem conseguir esconder minha raiva*.
Minha garota está acuada. Se ele tocar em um fio de cabelo dela, eu o atropelo com as minhas mãos.
— Thomas por favor, sem escândalos.- ela diz baixinho para ele, mas o saco* de merda* está transtornado.
— Eu quero que o mundo exploda, Angelina.- ele grita. Vejo quando ela fecha os olhos com força ao se assustar.
Como que esse filho da p**a* ousa falar assim com ela?
— f**a-se*!.- rosno enlouquecido.
Eu vou matar esse merda*!
— Meu filho, não faça isso.- minha mãe me impede de levantar mais uma vez.
— Se ele gritar com ela…- eu falo entre os dentes.
— Você não vai fazer nada, ela precisa resolver isso sozinha.- ela declara olhando dentro dos meus olhos.
— Eu estou em uma pousada em Cabo frio, vamos para lá agora, e de lá vamos para casa.- o bastardo* ordena para a minha Angel, e eu sinto meu sangue ferver.
Meço o espaço entre os dois. Se eu estivesse com uma arma agora, estourava a cabeça desse i*****l* daqui, sem risco de acertar em Angelina.
— É o que? Claro que não, eu estou de férias e ainda faltam 3 dias para ela acabar, você não conseguiu respeitar nem isso. Você pode voltar para sua pousada, ou até para casa se quiser, mas eu vou continuar aqui.- ela declara, me deixando orgulhoso.
Isso baby, enfrente suas batalhas.
— Como? O que aconteceu com você?.- ele pergunta sem acreditar que ela acabou de gritar com ele.
— Eu simplesmente estou cansada de você dizendo o que eu devo e o que eu não devo fazer. Vai para sua pousada e depois a gente conversa.- ela diz firme e ele fica de boca aberta.
É isso seu bostinha*, você não tem mais poder sobre ela. Ela é minha!
— Como você quiser Angelina. Mas não se iluda, não vou embora daqui sem você.- ele avisa.
O babaca* vira as costa para ela e sai andando, enquanto isso, eu fico imaginando mil maneiras de matá-lo.
Um tiro* na cabeça?
Posso rasgar sua garganta e vê-lo engasgar com o próprio sangue.
Talvez colocá-lo dentro de uma centrífuga e ouvir seus ossos sendo esmagados.
Estrangular* seu pescoço com minhas mãos.
São tantas possibilidades…
Angelina encara ele caminhar por um tempo, mas vejo quando perde as forças em suas pernas, e entra em casa igual foguete, sem nem olhar para os lados. Daqui, tive a impressão de ver seus olhos lacrimejarem, provavelmente ela se segurou para não desmoronar na frente da plateia que assistia ao ecandalo do estrume* do seu ex.
— Ela não merece isso.- a Linda diz balançando a cabeça com a voz fraca.
— Não sei como Angelina permite que esse homem fale assim com ela.- Emma balança a cabeça indignada.
Eu me levanto da cadeira já pegando meu celular do bolso e indo atrás dela. Disco o número de Emerson, que me atende no primeiro toque.
— Senhor?
— Preciso que siga o homem de blusa verde que acabou de sair daqui.- rosno.
— Apenas segui-lo senhor?- a voz dele é em alerta.
— Sim, me avise onde está, com quem está. Quero saber tudo.- ordeno furioso.
— Sim senhor.- desligo a ligação quando cruzo a porta da sala.
Escuto sussurros vindo do banheiro, e vou até a porta. Encosto meu ouvido e escuto Angelina chorar lá dentro. Meu peito* se aperta.
— Angelina?.- a chamo, mas ela não responde.- Angelina por favor, abre a porta.- peço preocupado.
— Eu quero ficar sozinha.- ela diz com voz de choro.
— Só me deixa olhar para você.- peço com o coração em chamas.
Ela não diz mais nada, e eu decido ficar encostado na porta, esperando e clamando para que ela a abra. Só quero toca-lá e fazer com que ela entender que estou aqui, e que não precisa mais passar por esses tipos coisas.
Um tempo depois, Angelina abre a porta com o rosto vermelho e os olhos cheios de lágrimas. Ela funga, e sai entre a porta me encarando. Fico devastado em vê-la desse jeito.
— Vem aqui baby.- a puxo para meus braços, a abraçando com carinho.
Ela chora ainda mais forte no meu peito*, enquanto eu fico tentando acalmá-la. Estou dividido entre a angústia de vê a minha garota nesse estado, e a vontade de demulir aquele filho da p**a*.