Capítulo 30

1552 Palavras
Angelina Nossos últimos dias foram bastante tristes, pelo menos para mim. Eu não desgrudei um minuto sequer do Marcelo, e mesmo com a imagem do Thomas perturbando minha mente, eu não deixei de aproveitar o máximo com ele. Olhar para o Marcelo e imaginar que quando formos embora, talvez não vamos nunca mais nos encontrar, chega a doer* meu peito*, dói* de verdade, dor* física, dor* na alma. Eu me apeguei tanto a ele que tenho certeza que vai ser muito difícil ficar sem tê-lo por perto. Também estou chateada de não ter mais o convívio com a Iza. Como tenho passado mais tempo com o Marcelo, consequentemente eu não saio mais do lado dela também. Nós passeamos, nadamos, brincamos e comemos juntas. Eu peguei um amor muito grande por essa menina, e fico triste em pensar que vamos ter que nos afastar. Marcelo fez de tudo para me distrair e me fazer esquecer da visita do Thomas. Eu não desliguei meu celular dessa vez, com medo* dele aparecer aqui do nada de novo, e com isso, eu recebo ligações e mensagens quase 24h por dia. Imagina como está sendo isso? Quase sempre que ele liga eu estou perto do Marcelo. Eu sei que ele fica muito incomodado, da pra ver em seu rosto, mas ele entende a minha situação, e sabe que não tenho escolha. Entretanto, eu deixei bem claro que assim que eu voltar para casa, eu e Thomas estamos acabados! Mesmo se eu e Marcelo não ficarmos juntos, não terá mais relacionamento entre eu e ele. O que eu vivi com Marcelo aqui me fez perceber que nunca amei o Thomas, e nem nunca vou amar. Meus sentimentos pelo Thomas não se comparam nem com um grão do que sinto pelo Marcelo. Não vou ficar com uma pessoa por pena, ele não merece isso. Thomas precisa seguir em frente e encontra uma pessoa que dê a ele o que quer e o que precisa. Eu não posso mais ser essa pessoa, porque meu corpo e minha alma agora pertencem a outro. No nosso último dia juntos, Marcelo me levou para um passeio de lancha. Só eu, ele e o marinheiro. Nós velejamos por horas e almoçamos dentro do barco. Pegamos sol, tomamos banho de mar e curtimos um momento íntimo com o vasto azul do mar. Quando o sol começou a se pôr, a vista ficou magnífica. Marcelo sentou no chão da lancha, encostou suas costas em uma das paredes do barco, e me puxou para encostar as costas em seu peitoral*. Ficamos conversando sobre o céu, o mar, a terra, o espaço e o tempo. Lembramos de momentos da infância e contemplamos a solidão do oceano a sós. Em um momento, Marcelo colocou sua mão em meu rosto e me virou para encará-lo. Nós ficamos um olhando para o outro fixamente, sem dizer uma só palavra. Ele estudou cada parte do meu rosto, e eu fiz o mesmo com o dele, tentando memorizar cada traço. Seus olhos azuis estão iluminados pela luz laranja e avermelhada do por do sol, que se despede de nós. Ficamos assim por segundos, minutos, eu até mesmo horas. Eu realmente perdi a noção do tempo, me perdendo em seu olhar penetrante e apaixonante. — Você sabe o quanto somos sortidos? .- ele diz depois de horas em silêncio.- poucos têm o privilégio de sentir algo tão intenso assim. E tão poucos têm a sorte de ser recíproco.- diz me olhando em meus olhos. — Eu nunca fui muito sortuda.- brinco sorrindo e ele sorri de volta. — É, nem eu.- ele ri.- minha mãe tem umas teorias doidas*.- diz enrugando a testa e sorrindo irônico. — Que tipo de teorias? .- pergunto curiosa. — Ela diz que nossas almas estão ligadas uma à outra. Que estamos destinados a nós procurar em todas as vidas e que estamos tentando ficar juntos desde então.- ele diz balançando a cabeça descrente do que diz. Isso me faz lembrar da cartomante que leu o baralho para mim no dia da viagem. — Você não acredita nela?.- estreito meus olhos para ele. — Não acredito em reencarnação.- responde ele cético*. — Você acredita que no dia da minha vinda para cá, eu estava aguardando o pessoal me buscar na pracinha lá de perto de casa, e uma cartomante leu o meu futuro?.- conto a ele, e ele me olha surpreso. — E você deu o seu dinheiro a ela?.- ele estreita os olhos para mim assim como eu fiz, e eu começo a ri. — Claro que não.- gargalho mais um pouco.- ela fez de graça.- explico a ele. — Não acredito. De graça? Essa já deve está rica pra não aceitar dinheiro para blefar.- ele balança a cabeça desaprovando. — Quer saber o que ela me disse?.- pergunto com uma sobrancelha levantada em tom de mistério. — O que?.- ele pergunta entortando os lábios. — Ela disse "O passado que a muito tempo foi plantado, será agora colhido".- me esforço para lembrar as palavras exatas que ela usou.- disse que eu teria um reencontro, que eu não ia perceber na hora porque meu coração estava cheio de sentimentos irracionais. Que eu precisava me apegar a algo que me foi tirado por muito tempo, e que voltaria para reivindicar o que era seu por direito.- digo a ele, e vejo os olhos dele se tornarem maiores. Eu tinha me esquecido desse dia, mas agora com o que Marcelo me contou, das teorias de sua mãe, eu me lembro perfeitamente da senhorita simpática que eu conheci naquele dia. Ela tinha uma coisa diferente, não sei explicar. — Na época eu não dei muita importância, mas agora que você falou, eu me lembrei disso.- digo a ele pensativa e dando de ombros logo em seguida. — Então você acha que é verdade?.- Marcelo pergunta com a testa enrugada um pouco confuso. — O que? Que somos almas gêmeas?.- pergunto e ele balança a cabeça.- eu não sei.- suspiro.- mas sinto que você faz parte de mim de alguma forma.- falo apaixonadamente para ele. — É, eu também sinto isso.- declara me puxando para um beijo apaixonado. Quando nossas bocas se encontram, uma corrente de eletricidade nos preenche, causando arrepios e respirações ofegantes. Marcelo vira meu corpo totalmente para ele e me puxa para o seu colo, colocando minha perna aberta uma de cada lado de sua cintura, fazendo meu sexo* pressionar bem em cima do dele. Ele me beija, apertando todos os lugares do meu corpo, me fazendo ofegar. Chupa* meu pescoço, descendo para os meus s***s*, quase rasgando minha blusa para poder abocanha-lo melhor. Jogo a cabeça para trás, com a sensação maravilhosa de ter sua língua brincando com meu mamilo*, e me esfrego* em cima dele, fazendo nossos sexos* roçarem* um no outro, nós deixando ainda mais quente. Marcelo segura em meu pescoço, reivindicando minha boca mais uma vez. Ele enfia* os dedos em meus cabelos e morde meu lábio inferior. Nesse momento, eu abro meus olhos para vê-lo e seus olhos já estavam me observando, feito duas bolas azuis brilhantes. — Você é um vício para mim menina.- sussurra rouco e devasso. — Eu quero você.- suspiro em sua boca, com as duas mãos o puxando para mim. Ele se arrasta um pouco mais pra baixo e abaixa o short, fazendo sua ereção* firme como uma madeira subir em minha frente. Eu me levanto um pouco, coloco meu biquíni para o lado e abaixo, sentando em seu p*u* maravilhoso bem devagar. Marcelo fecha os olhos enquanto eu desço e murmura algo incompreensível. Eu gemo, me deliciando com cada polegada dele dentro de mim. Começo a cavalgar*. Marcelo tira minha blusa junto com o biquíni, fazendo meus s***s* saltarem em sua frente. — Gostosa.- rosna mordendo os lábios e eu acelero à medida que meu orgasmo* se aproxima.- você vai gozar* em cima de mim Angel?.- ele me provoca ofegante e com um sorriso malicioso nos lábios. — Sim, eu vou sim.- suspiro com a cabeça jogada pra trás, me apoiando em seu peito*. — Então venha para mim, baby.- ele pede, e eu não aguento mais. Meu orgasmo* se desprende do meu interior como um furacão, e me leva em uma altitude esmagadora, tirando todo o meu fôlego e eu me perco nessa sensação. Quando vou diminuindo meus movimentos, Marcelo se vira e me deita no chão do barco, se posicionando em cima de mim. Prendo minhas pernas em sua cintura. Ele entrelaça nossos dedos um ao outro, me penetrando mais uma vez. — Eu não me canso de sentir você.- diz ofegante no meu ouvido, enterrando o rosto no vão do meu pescoço, me penetrando cada vez mais rápido. Ele parece cavar o mais fundo que pode em mim, rugindo como um animal quando a sua libertação chega como um jato, me enchendo do seu prazer* mais uma vez. — Ah Angel, eu quero você para sempre, seja minha?- suspira com o rosto enterrado no meu pecoço, fazendo todo o meu corpo se arrepia. Tudo que eu mais quero é ser sua, será que não percebe? Decido não dizer nada, apenas sentir o tremor de nossa carnes uma na outra, e o suor de nossos corpos escorrendo junto com nosso prazer*
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