Angelina
Nos beijamos!
Não posso acreditar, mas nos beijamos.
Foi mais forte que eu, como se algo me atraísse para ele esse tempo todo, como se tivéssemos nadando em uma correnteza um para o outro, sem poder controlar. Cada célula do meu corpo o queria. Eu tentei, tentei não me deixar leva, mas não consegui resistir a toda aquela magnetização. Quando senti seus lábios tocando os meus, foi como uma avalanche de sentimentos, como se meu corpo flutuasse e fosse inteiramente dele, para que fizesse o que bem entender.
Marcelo pega uma toalha no varal e me seca. Ele faz isso com tanta sensualidade, que eu fico hipnotizada a cada movimento seu. Depois, ele repete o mesmo processo em seu corpo, parecendo que está gostando de fazer seu show, enquanto eu fico o observando, sem conseguir dizer ou fazer absolutamente nada.
Quando termina, ele enrola a toalha no meu corpo e depois segura no meu pulso, me levando para dentro da casa. Nós andamos até seu quarto e quando chegamos, Marcelo abre a porta, me dando passagem para que eu entre primeiro no lugar. Eu hesito por um instante, olhando ao redor do lugar.
— Não precisa ter medo.- ele diz quando vê minha cara de assustada.
Tudo na minha mente diz que isso é errado, que estou passando de todos os limites.
Preciso me lembra… de respeitar… mas eu não consigo mais ficar longe dele!
Todos os poros do meu corpo clama por esse homem, e depois do beijo que ele me deu, ficou ainda mais difícil lutar contra esse desejo que me consome a todo momento.
Lembro-me das palavras que minha mãe disse antes de eu vir para essa viagem:
"Filha, há momentos na vida em que devemos ser egoístas, pensar um pouco em nós mesmo às vezes faz bem para a nossa alma."
Isso nunca fez tanto sentido como agora. Eu posso ser um pouco egoísta e me permitir viver esse momento?
Eu posso simplesmente nunca mais vê esse homem na minha vida novamente, acabar me casando com Thomas e me arrepender pelo resto da vida por não ter vivido uma experiência tão intensa como essa.
Pensando em tudo que estou sentindo no momento, decido me permitir e então dou um passo para dentro do quarto.
Escuto Marcelo entra e fechar a porta atrás de si, depois me abraçar por trás, beijando meu pescoço e logo depois o meu ombro. Eu fecho meus olhos, inclinando minha cabeça para o lado, dando a ele um ótimo espaço para acariciar.
— Só dormir.- eu o lembro, ainda de olhos fechados.
— Só dormir.- ele repete ainda beijando meu pescoço.- eu só estou com dificuldade de manter minhas mãos longe de você.- diz me virando de uma vez só, e eu acabo deixando a toalha cair no chão, revelando meus s***s* mais uma vez para ele.- eu acho que eles cabem perfeitamente na minha boca.- ele sussurra rouco de desejo, com seus olhos pegando fogo. Eu fico molhada, apenas de imaginar como seria a sensação de sentir sua língua os acariciandos.
— Me dá uma blusa.- falo encarando ele com um sorriso no rosto e cruzando meus braços para tampar os s***s*.
— O que?- Marcelo pergunta sem entender, chocado por me esconder de seus olhos ávidos.
— Uma blusa Marcelo, não vai dá pra dormir só de calcinha com você.- eu aviso, e ele enruga a testa por um momento. Depois ele se afasta, indo até o guarda roupa que tem embutido na parede.
— Tá bem, mas não dá pra você dormi com essa calcinha molhada na minha cama.- ele diz enquanto caminha em direção ao guarda roupa.
Marcelo abre uma das portas, e se vira para me dá um sorriso devasso, que me faz arrepiar dos pés a cabeça. Ele troca de short na minha frente, sem nenhum pudor e eu fico babando naquela b***a* branca e sarada que ele tem.
Ele volta depois com uma blusa branca nas mãos, e me entrega. Eu observo a blusa, me certificado se irá cobrir o suficiente, e quando vejo que sim, começo a colocá-la no corpo. Depois que a blusa cobre tudo que deve, eu removo minha calcinha molhada, a colocando na palma da mão do Marcelo, que parece ficar petrificado com meu gesto.
— Pronto, podemos dormir agora?- falo sorrindo para ele, que parece ter se fincado ao chão.
Quando Marcelo finalmente recupera seus sentidos, ele pigarreia balançando a cabeça, tentando limpar algum pensamento indesejado, e vai em direção a sua cama. Ele coloca uma coberta, e espalha os travesseiros para o lado que estava vazio, pendura minha calcinha em uma das gavetas ao lado no criado mudo e deita na cama, batendo a mão ao seu lado me chamando. Eu vou até a cama hesitante, com passos quase nulos, tentando não pensar no que estou fazendo e acabar me arrependendo disso.
Oh Deus, sei que isso é errado, mas é difícil demais resisti-lo.
Sento na beirada da cama e levanto a coberta, me aconchegando embaixo dela.
— Marcelo, ninguém pode sonhar que estou dormindo aqui.- eu aviso a ele, assim que ficamos cara a cara.
— Eu sei.- ele sussurra me encarando de volta.
Uma onda de adrenalina corre pelo meu corpo, me aquecendo e me arrepiando ao mesmo tempo. Minha respiração é um pouco entre cortada, enquanto ficamos assim, deitados um de frente para o outro, conversando apenas com o olhar.
Não precisávamos dizer nada, nessa hora, palavras não tinham importância alguma, nossas respirações ofegantes falam por si só. Era muito desejo entre nós, e mesmo sabendo que o que estamos sentindo é errado, não temos mais controle dos nossos sentimentos, muito menos quando estamos tão perto assim um do outro. Parecíamos enxergar além das roupas um do outro, como se tivéssemos nos abraçando e nos amando mentalmente. A muito tempo eu não me sentia tão desejada, não sentia luxúria como ele me fez sentir hoje no banho de chuva. Foi algo surreal, não tinha apenas t***o* ali, tinha uma outra coisa, uma coisa diferente que me faz querer muito, muito mais.
— Você é linda.- disse ele em voz rouca, ainda me encarando.
— Quando você diz isso, fico me perguntando se quem você vê é a sua mulher, ou a eu.- digo a ele.
Não sei se seu desejo por mim é real, ou é apenas a saudades e os sentimentos que sentia por sua esposa se refletindo em mim.
— Não podemos negar a semelhança, mas você é muito diferente dela, já te disse isso, vocês são completamente diferentes e isso te torna ainda mais intrigante para mim.- ele diz piscando os olhos, e vejo sinceramente em seus olhar confuso.
— Como assim?.- pergunto tentando entender seus argumentos.
— Eu não tenho o que falar da Emily, ela foi uma boa esposa, uma ótima mãe para a Iza, foi embora muito cedo, e eu…- ele desvia o olhar, mas não antes que eu perceba seus olhos ficarem negros*, como se o ódio* os atravessa-se. Ele balança a cabeça, e olha para baixo por um momento.- você é tão doce, chega parecer ingênua. Você me escuta, me olha nos olhos quando te explico algo, você realmente se interessa. Você ainda é uma menina, mas também parece uma mulher, forte e decidida, você confunde minha mente.- ele diz com a testa franzida, parecendo completamente perdido, e isso me acende.
Sorrio e fecho meus olhos. Talvez ele me cause a mesma impressão. Abro meus olhos e ele ainda está me observando.
— Está com sono?
— Um pouco.- respondo.
— Posso te dá um beijo de boa noite?.- sua voz é cheia de esperança, me deixando nervosa.
Olho em seus olhos por um momento, vendo como ele penetra em minha alma, suplicando por mais proximidade entre nós.
— Pode.- sussurro com o desejo pegando fogo em mim.
Não posso negar tudo que ele causa em mim. Me sinto uma menina perto dele, uma adolecente com os hormônios a flor da pele. Não posso mentir para mim mesmo, eu o quero!
Marcelo então se aproxima ainda mais de mim, fazendo-me prender a respiração. Ele coloca uma mexa do meu cabelo para atrás da orelha, e segura no meu rosto, tocando meus lábios com os seus.
Ele é tão carinhoso, que o beijo se torna delicado, como o toque da asa de uma borboleta.
— Boa noite.- sussurra com sua boca ainda na minha.
— Boa noite.- sussurro de volta com os olhos fechados, sentindo a humildade se revelando no meio das minhas pernas.
Ficamos com a respiração ofegante, bem perto um do outro, sem conter nosso desejo.
Nos beijamos novamente, dessa vez com mais intensidade.
Marcelo me puxa pela cintura, fazendo a blusa subir um pouco, deixando minha b***a* toda para fora. Ele me aperta contra seu corpo, fazendo-me sentir sua ereção latejante, e o desejo nos domina mais uma vez. Nosso beijo profunda-se mais, e consequentemente, minha perna vai parar em sua cintura sem que eu mesmo perceba. Marcelo desce sua mão para minha b***a* nua*, e a aperta, fazendo o ar escapar da minha boca.
— Você é tão gostosa.- ele sussurra quase em um suspiro, e me arrepia inteira.
Sua mão passeia pelo meu corpo, como se tocasse em cada nervo em mim. Ele beija meu pescoço, me fazendo perder totalmente o juízo, o imaginando dentro de mim, me preenchendo de todas as maneiras. Conforme Marcelo aperta meu corpo, ele me puxando cada vez mais pra perto e sua ereção* roça na entrada da minha v****a* molhada, fazendo nos dois suspirar.
— Eu não quero f***r* com você assim, escondido.- revela ele, mesmo sua voz e seu corpo me dizendo totalmente o contrário. O som que emana de suas palavras dizem que ele quer, e quer muito.
— Eu não posso f***r* com você aqui, escondido.- repito suas palavras também ofegante, quase o implorando para que faça isso, e faça logo.
Marcelo esfrega* um dedo na minha v****a*, o fazendo escorregar na umidade que se formou bem ali. Jogo minha cabeça para trás, gemendo e suspirando com a sensação inebriante que transborda pelo meu corpo inteiro.
— Xiiiiu.- adverte me calando.- ah Angel, como eu queria entrar em você agora.- ele sussurra quase delirando.
— Por favor.- choramingo, sem pensar em mais nada, querendo desesperadamente que ele apague o fogo aceso em mim.
— Você não quer isso Angelina.- ele me provoca, mordendo meu queixo.
— Sim, eu quero.- suspiro de olhos fechados, agora sem nenhum pudor.
— O que você quer?.- ele pergunta chupando meu lábio inferior.
— Você, eu quero você.- eu perco totalmente minha dignidade e minha consciência, vendo seus lábios se curvarem em um sorriso cheio de luxúria.
— Dentro de você?- ele pergunta rouco. Eu só consigo balançar a cabeça.
— Eu quero… sentir você... em mim.- digo com dificuldade, completamente perdida em meus desejos.
— Assim?.- ele coloca só a cabecinha do seu m****o* na minha entrada, e eu jogo a cabeça para trás, saboreando a sensação que me leva ao céu.
— Simmm.- suspiro em delírio.
— Não posso dar o que quer agora querida.- ele o retira, me fazendo estremecer e choramingar. O encaro com a respiração desordenada e de sobrancelha enrugada.- mas posso fazer você gozar*.- Marcelo coloca o dedo dentro da minha v****a*, e quase me faz gritar.
— p***a*…- gemo, sentindo meu corpo se inflamar.
Sinto seu dedo entrando e saindo de mim, provocando ondas de prazer por todo o meu corpo. A essa altura, eu só consigo pensar em como isso é gostoso, em como ele me tem, e como eu quero esse homem.
— Tão molhada.- sussurra beijando meu pescoço, enquanto eu jogo minha cabeça para trás, saboreando tudo que ele me faz sentir.
É intoxicante, é como se eu fosse explodir. Me pego agarrando sua ereção* com força, o fazendo ofegar alto, arregalando seus olhos azuis cheio de desejo.
— p**a*-que-pariu.- ele rosna quando começo a movimentar minha mão para cima e para baixo em seu cumprimento*.
E ficamos os dois perdidos em chamas, dando prazer* um ao outro. E assim os nossos corpos não aguentaram mais, explodindo com o prazer mútuo.
Nós gozamos* juntos, nos beijando entre os espasmos do nosso corpo. Quando terminamos, estamos exaustos, ofegantes e quase sem ar. Nunca senti um orgasmo tão avassalador como esse, como se me rasgasse ao meio.
— Meu Deus, mulher.- diz ofegante, ainda tentando controlar a respiração.- o que você fez comigo?.- me encara ainda fôlego.
Marcelo se levanta, pega uma roupa qualquer, limpa minha mão, e logo troca o short, pois ficou sujo de sêmen*, Ele se deita novamente, me puxando para o seu peito*.
— Agora durma, antes que eu não consiga mais me controlar.- ordena, e eu sorrio, me aconchegando em seu peito*, ouvindo o batimento do seu coração.
O que nós fazemos?
Mesmo não havendo penetração* de fato, nós tivemos um tipo de relação s****l* aqui, e foi maravilhoso. Incrivelmente eu não me sinto culpada por isso, me sinto feliz. Fecho meus olhos, orando para que minha consciência não me perturbe amanhã quando eu acordar, e acabo pegando no sono, com os braços do Marcelo em volta do meu corpo, me trazendo uma sensação de conforto.
E como se meu corpo soubesse a sensação de dormir a garrada a ele, é estranho, mas um estranho bom.
— Boa noite querida...