Capítulo 22

1580 Palavras
Marcelo Preparei um luau para todos nós, e foi bastante relaxante. Depois de um dia divertido no iate, só uma noite bem tranquila a luz do luar. Fiz uma pequena fogueira, forramos lençóis na areia, trouxemos marshmallow, camarão, peixes, e bebemos cerveja. Eu gostei muito de conhecer essas pessoas e não foi só pela Angelina, essa mulher que tira meu fôlego, mas também pelas outras pessoas, nós nos identificamos bastante. Minha família sempre foi só eu, meu pai e minha mãe, depois que chegou Emily e Izabela. Está aqui com essas pessoas, é como se tivéssemos uma grande família, eu gosto da minha casa cheia. Nada disso é como na máfia, onde temos muitas pessoas reunidas o tempo todo, mas não pode-se confiar em nenhuma delas. Fico entretido em uma conversa com Noah, porém, os olhos atentos de Angelina me tiram totalmente a atenção. Ela me olha fixamente, e lambe os lábios, fazendo minha imaginação voar para a noite de ontem, onde eu beijava aquela boca macia, e sentia o sabor delicioso que ela tem. Porra*, lembra as coisas que aquela mulher me fez sentir ontem, mesmo sem precisar está dentro dela foi fascinante. Ela é uma mulher quente, e o seu olhar magnético me fazem ficar duro* imediatamente. Estou louco* pra provar-la por inteiro! Meu telefone toca, fazendo minha mente voltar a sí. Entorto meus lábios percebendo o código de outro país. Só, pode ser o Smith! — Com licença.- peço para o pessoal, e sinto os olhos atentos de Angelina me queimarem, mas dessa vez não consigo encara-la de volta. Ando em poucos paços para longe, e atendo a ligação. — Alô. — Marcelo?.- a voz de Smith é séria, sóbria e urgente. — Pode falar. — Quando você está de volta?.- ele é direto no assunto e posso perceber o seu incomodo com a minha demora para voltar aos trabalhos. — Só se passaram 5 dias de umas férias de 15, Smith.- passo a mão pelos cabelos exasperado por me explicar, sobre algo que não preciso. — As coisas por aqui não funcionam quando você esta fora.- ele começa a dizer, enquanto nossa conversa rola toda em inglês. — Smith, você é o chefe da organização, com certeza consegue dar conta dos seus funcionários sozinho.- digo entre os dentes, olhando com receio para trás, com medo de que alguém possa está me ouvindo, mesmo que provavelmente, nenhum deles consiga entender o inglês além de minha mãe, e talvez Angelina. Percebo que nunca tive essa conversa com ela, nós conversamos sobre muitas coisas, e ainda temos muito o que conversar. Será que ela fala outro idioma? — Sim meu rapaz, mas sabemos que você é quem sempre toma as melhores decisões. E outra, Rocco está de volta.- ele diz, fazendo todo o meu sangue ferver de ódio* e ansiedade*. Olho para trás nervosamente, passando a mão sobre o cabelo. Rocco foi um dos agentes que Smith pagou para “assusta” minha esposa. Eu consegui pegar todos os outros caras, mas Rocco sempre conseguiu escapar dos cercos que armei para ele. Ele é um homem perigoso*, esperto, astuto e vingativo. Se ele voltou a aparecer no radar da organização, eu preciso tomar mais cuidado. — Não se preocupe, assim que eu voltar cuidarei de tudo.- falo firme, deixando claro que não abrirei mão desses ultimos dias de férias.- qualquer coisa me avise.- desligo antes que ele tente me convencer de voltar para Washington. Acho que o único homem na face da terra que tem coragem de se impor perante o poderoso Don Smith sou eu. Sei o quanto ele é perigoso*, mas sei também que ele precisa de mim, mais do que eu preciso dele. É aquela velha história: Mantenha seus amigos por perto, e seus inimigos mais perto ainda. No entanto, jamais serei um dois seus bonequinhos, que faz tudo que mandam e ele está bem ciente disso. Disco o número da minha segurança, e no segundo toque eles atendem. — Senhor? — Tudo certo por aí?- Pergunto em alerta. Essa notícia do Rocco me pegou desprevenido. — Sim senhor, estamos de olho no perímetro. Tem um carro próximo a praia, e um na esquina da residência senhor, estamos em vigilância.- Emerson avisa. — Ótimo. Rocco está no radar, qualquer coisa estranha me avisa. Prioridade é a minha filha, minha mãe, e essas pessoas que estão conosco.-dou a ordem. — Entendido senhor. — Quero que coloque alguém na cola de Rocco, alguém de Washington, quero também alguém para vigiar Smith, sinto que ele quer mecher os pauzinhos para que eu volte antes do tempo.- digo a ele. — Pode deixar senhor, cuidarei de tudo. — Ok, espero retorno. Desligo a chamada. Já estava me esquecendo de como é ser um mafioso. Está aqui, sem nenhum contato com a organização, sem missões e acertos de conta, me fizeram pensar como seria a minha vida fora da máfia. Se Angelina fosse minha esposa, talvez não seria tão difícil assim enfrentar toda a ordem, e sair de uma vez por todas desse inferno*. Por enquanto, isso é apenas um conto de fadas. Nunca será tão fácil, ainda mais com meu relacionamento com Mikaela em andamento. — Tudo bem meu filho?.- minha mãe pergunta ao vê meu rosto preocupado. — Está sim, é apenas trabalho.- digo me sentando ao lado dela. — A essa hora?.- ela protesta. — E as pessoas tem hora para ficar doente mulher?.- Elena diz e todos rimos. — O consultório tem uma equipe muito competente, quando não é algo muito específico da minha área, eles sabem se virar sozinhos. O problema é no escritório, tem coisas que só eu consigo resolver.- ou cabeças que só eu consigo cortar. Penso comigo mesmo. — É? Realmente o dono da empresa precisa trabalha muito.- diz Abgail pensativa. — E como trabalha.- respondo a ela. O restante da noite foi divertido e comunicativo. É impressionante como esse povo tem assunto. Nesses momentos que estamos todos reunidos, eu realmente me esqueço dos meus problemas, e me permito ser apenas um médico, curtindo suas merecidas férias. Vez ou outra, meus olhos iam parar em Angelina, e eu fico impressionado. Como essa mulher pode ter me enfeitiçado tanto assim? É como se ela tivesse pegado minha mente e escrito seu nome. O que eu realmente queria agora, era ficar um momento a sóis com ela. Depois da nossa noite juntos, eu não consigo mais esconder o quanto eu a quero, mas não sei se antes eu conseguia fazer isso. — Pessoal, o papo está bom, mas eu já vou indo.- Sr Benjamin diz se levantando da sua cadeira de praia. — Eu também já vou gente.- Elena se despede caindo de sono, e eu tenho a impressão de que ela já estava até cochilando sentada. — Vamos todos então?.- minha mãe propõe, e todos concordam cansados. — Quer que eu leve ela?.- pergunto para Angelina, quando ela se levanta com Izabela dormindo em seus braços. — Não não, não tem problema, se pegasse as nossas coisa, já ia ajudar muito. Obrigada.- ela diz, e eu não consigo esconder o meu sorriso. Ela cuida tão bem da minha filha, e a aproximação das duas é tão natural, e intensa, que realmente parece um reencontro. Cara, não comece com isso! Minha mente me adverte. Sacudo a cabeça para deixar de pensar besteira, e começo a recolher as coisas da minha filha, da Angelina e também as da minha mãe. Caminhamos lentamente para casa, e consigo identificar o carro que Emerson anunciou, parado bem na esquina da praia. Memorizo sua placa, querendo sempre saber quando ele tiver por perto. Coloco as coisas delas dentro de casa, e as pessoas parecem que estão se arrastando de tão cansadas. Menos Angelina! Ela me encara com expectativa, olhos brilhantes, e um sorriso astuto escondido nos lábios. Eu sei baby, eu também não vejo a hora! — Filho, vou acomodar o pessoal em seus quartos, você vai dormir agora?- minha mãe me encara, sabendo que não estou pronto para dormir ainda. — Acho que vou dar um passeio com Angelina mãe, mas preciso esperar todos dormirem.- digo a ela, e vejo o incrível sorriso que ela me entrega. Minha mãe está gostando dessa história, talvez até mais que nós dois. — Está bem meu filho, tome cuidado.- diz conspiratória. Dona Anahi pega Izabela dos braços de Angelina, e vai para o quarto da pequena, carregando-a ainda adormecida. Minha filha também se divertiu muito hoje, e tanto que está exausta. O povo começa a ir tomar seus banhos por causa da areia da praia, e se acomodarem para dormir. Aproveito a distração de todos, e vou para perto de Angelina, sussurrar em seu ouvido. — Não durma ainda, tenho planos para nós dois.- vejo seu corpo ficar rígido, e seu peito* subir e descer com ansiedade*, espelhando os meus próprios sentimentos. Eu ambém quero você baby. — Me encontra do lado de fora daqui há uma hora.- falo saindo de perto dela logo em seguida. Me sinto um como um adolescente, nervoso enquanto faço algo escondido. O frio na barriga, aquela sensação de ser pego a qualquer momento, é revigorante e excitante*. O que essa mulher está fazendo comigo? Eu nunca fiquei tão empolgado para encontrar alguém assim. Angelina lançou algum feitiço sobre mim, porque eu agora só desejo estar com ela a todo momento.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR