Capítulo 33

1345 Palavras

O inverno chegou pesado naquela semana. O céu parecia cinza desde o amanhecer, e o vento uivava entre os prédios, arrastando folhas secas pelas calçadas. Dentro do apartamento, o som do relógio era o único a preencher o silêncio. Heitor estava sentado à mesa, o olhar fixo em algo pequeno e reluzente entre os dedos: o anel. A luz pálida do fim da tarde atravessava a janela, refletindo no metal e criando pequenos feixes dourados que dançavam pela parede. Ele o girava lentamente, o polegar passando sobre a inscrição gravada no interior " Pra sempre seu maior pesadelo.” Essas palavras ecoavam em sua mente como uma lembrança longínqua, dolorosamente familiar. Algo dentro dele se movia — como se a alma reconhecesse o que a memória ainda não era capaz de nomear. Aquela frase o fazia sor

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