O corredor do prédio estava mergulhado em sombras. O silêncio absoluto era mais assustador do que qualquer grito. Kauan avançava devagar, os olhos atentos, os sentidos em alerta máximo. Ele sabia que estavam cercando o prédio. De repente, um barulho metálico ecoou do andar de baixo. — Eles estão aqui… — murmurou para si mesmo, ajustando a pegada na pistola. Descendo as escadas silenciosamente, Kauan avistou dois homens armados, vestidos de preto, vasculhando o hall de entrada. O sangue dele ferveu. — Procurando alguém? — a voz dele cortou o ar, firme, carregada de ameaça. Os dois se viraram ao mesmo tempo, e o primeiro tiro ecoou. Kauan se jogou para o lado, rolando atrás de uma coluna. O som dos disparos se multiplicava, estourando o silêncio da madrugada. As balas ricocheteavam nas

