A guerra estava cada vez mais próxima. Kauan sabia disso. Cada ligação recebida, cada mensagem de seus homens, cada movimentação dos rivais deixava claro que o tempo de paz havia acabado. A tempestade estava prestes a cair sobre eles. Mas, naquela noite, enquanto observava Isadora deitada na cama, o corpo dela coberto apenas pelo lençol, havia um pedaço dele que se recusava a pensar em guerra. Ela respirava profundamente, serena, e o peito subia e descia em um ritmo que o acalmava. Kauan não sabia como uma mulher tão doce havia se tornado a sua maior fraqueza. E, ao mesmo tempo, sua maior força. Ele se aproximou devagar, sentando-se à beira da cama. Passou os dedos pelos cabelos dela, afastando uma mecha rebelde que caía sobre o rosto. Isadora abriu os olhos lentamente, encontrando os

