A madrugada caía pesada, trazendo um silêncio estranho ao refúgio onde Kauan, Isadora e a filha encontravam-se escondidos. Depois de tantas noites sem descanso, finalmente o cansaço os havia vencido. Isadora embalava a pequena nos braços, cantarolando baixinho, enquanto Kauan, sentado ao lado, observava cada gesto. Havia ternura em seus olhos, mas também uma vigília constante. — Ela dormiu… — sussurrou Isadora, colocando a bebê no berço improvisado. — Finalmente, um momento de paz. Kauan puxou-a para junto de si, colando seus lábios aos dela num beijo lento, carregado de promessa e desejo contido. — Paz é ilusão, Isa… mas enquanto eu respirar, nada vai tocar vocês. O destino, no entanto, parecia rir da promessa. O primeiro estalo de madeira soou quase imperceptível. Depois, passos aba

