Correntes de Sangue

1012 Palavras

O cativeiro era frio, úmido, iluminado apenas por uma lâmpada fraca que pendia do teto. O choro da bebê ecoava no ambiente, quebrando o silêncio pesado. Isadora a embalava com desespero, tentando transmitir uma calma que ela própria não tinha. A porta se abriu com um estrondo. Davi entrou. O cheiro de cigarro e couro impregnou o ar junto com sua presença. Ele sorriu ao ver Isadora, um sorriso c***l. — Então… aqui está a rainha do joguinho de Kauan — disse, caminhando lentamente até ela. — E a herdeira… tão pequena, tão indefesa. Isadora instintivamente apertou a filha contra o peito. — Fique longe dela! Davi se inclinou, quase tocando o rosto da bebê, mas recuou no último instante, como se estivesse saboreando o medo. — Relaxa, querida. Eu não vou machucá-la… ainda. Ela é muito mais út

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