Eu entrei na boca com o sangue fervendo tanto que parecia que eu ia entrar em combustão. O volante do Jeep ainda estava marcado pela força que eu fiz para não esmagar a cara daquele playboy no asfalto. A imagem dele segurando a mão da Maya, olhando para ela com aquela pena de quem se acha o salvador da pátria, me deu uma vontade assassina de varrer o asfalto. Joguei o fuzil em cima da mesa do escritório e virei uma dose de uísque sem nem respirar. Eu precisava de ordem. Precisava que o mundo parasse de girar ao redor daquela garota de olhos verdes, mas quanto mais eu tentava controlar a Maya, mais eu sentia que o controle da minha própria vida estava escapando pelos meus dedos. — Coringa! A gente precisa conversar agora! A voz da Carolaine veio como um rádio desajustado, irritante e per

