Melissa. Entro e perco a consciência; o mundo ao meu redor é um borrão nebuloso de dor e confusão. A escuridão é um conforto, um refúgio da agonia. Agarro-me a ela, forçando-me a permanecer submersa, para evitar encarar a dor. Vagamente, percebo mãos gentis cuidando dos meus ferimentos. Dr. Evans, presumo, embora não consiga abrir os olhos e confirmar. A ardência aguda do antisséptico nas minhas costas me faz estremecer, mas permaneço imóvel, com medo de que qualquer movimento possa destruir esse frágil estado de semiconsciência. A presença de Matheo é constante, uma sombra protetora pairando por perto. Consigo sentir sua preocupação, sua raiva fervendo logo abaixo da superfície. Ele murmura algo para o médico, sua voz um ronco baixo que não consigo entender. O tempo perde o sentido. F

