Porque se perdemos a cabeça e levamos muito longe
Eu sei que estaria bem, eu sei que estaria bem
Se você está ao meu lado e nós tropeçamos no escuro
Eu sei que estaria bem, eu sei que estaria bem.
(Escutem: Theres Nothing Hold Me Back - Shawn Mendes)
— Meu Deus, Lany... Me lembra de trazer um antiácido quando te trazer para esses rodízios com você. — Matthew reclamou, enquanto acariciava a inexistente barriga em forma de protesto por ter comido demais com a jovem.
Ela só riu, amarrando o cabelo e suspirando. Não queria nem ver a hora para não ter uma taquicardia e infartar. Precisava de alguma coisa para amansar a fera que a sua mãe se transformaria assim que a visse. Os olhos caíram automaticamente na pequena, porém chamativa, torta de chocolate.
—Matthew...
— Fala, pirralha.
— Começou? — Ficou emburrada por alguns segundos com o apelido i****a. —Preciso que compre essa torta para eu dar a minha mãe. Te contei sobre a paixão dela por chocolate e isso livraria a minha cabeça pelo horário e ainda te faria ganhar alguns pontos e até, quem sabe, um daqueles bolos que ela faz.
A menção dos, tão falados, bolos da dona Catherine fez os olhos do professor cintilarem e, sem pensar duas vezes, solicitar ao garçom aquela sobremesa para viagem. Até porque precisaria dela para falar com a mãe da jovem. Assim que a delícia chegou.
Matthew deixou algumas notas bem altas, — ao ver de Melanie — na mesa.
— Vamos, eu te levo em casa. Preciso falar com a sua mãe.
A menina se engasgou com o resto de refrigerante que tomava, o olhando de forma assustada.
— O que eu fiz? Não estou estudando o suficiente?
— Não é nada disso...— Fugiu do assunto, indo de encontro ao seu carro. Melanie lançou alguns olhares desconfiados e, quando entrou no carro, analisou Matthew descaradamente antes de concluir:
— Você está mentindo.
O mais velho fez um esforço extremo para não se assustar com a facilidade dela de identificar a sua insinceridade. Eles se conheciam a menos de dois meses e era a estranha a tremenda afinidade que criaram. Melanie não era apenas sua aluna, era sua amiga, uma pessoa com quem gostava de conversar e dar risadas.
—Não estou. E sem discussões. — Cortou, dando um ponto final meio inseguro na história que apenas tinha começado. Deu partida no carro sabendo que, assim que Melanie ficasse a par de seus planos, iria querer sua cabeça em uma bandeja de prata.
***
— Porque diabos estou escutando a marcha fúnebre mentalmente? — A garota perguntou afundando a cabeça nas mãos. Melanie estava tendo um verdadeiro ataque de pelanca, não só pelo horário, mas também pela suposta conversa que ele queria ter com sua mãe. Maldita hora que havia os apresentado! Mas a super protetora Catherine precisava ver quem estava dando livros bonitos para a sua filha e conheceu, mesmo assim ainda mantinha um pé atrás. Afinal, a teimosa Mel era sua única menina, só a tinha. — Vou te usar como escudo.
Matthew riu,— de nervoso, não se enganem — estacionando o carro. Não que estivesse totalmente tranquilo, tinha percebido o quão Catherine podia ser dura com a filha. E por consequência, até com ele.
— Deixa disso, Mel. — E saiu do carro indo diretamente para a campainha da porta, a casa em estilo simples e aconchegante fazia-o sorrir. Assim que a mãe da jovem apareceu, esboçou o sorriso mais irresistível que pôde, erguendo a torta de chocolate. — Olá, Dona Catherine, olha o que eu trouxe para senhora! — Ele m*l precisou terminar, a mulher pegou o bolo com os olhos brilhando. Porém, assim que o tomou em mãos, lançou um olhar desconfiado idêntico ao da filha.
— O que é que vocês querem?!... A propósito — coçou a garganta, olhando de soslaio — sei que você está escondida ai atrás dos arbustos, Melanie.— O tom de voz alto e autoritário fez com que a garota fosse para o lado do professor rapidamente, exibindo um sorriso calculado. — Eu tinha feito omelete para você! — reclamou, ofendida pelo fato da filha não ter almoçado em casa.
Tanto a garota quanto Matthew fizeram bico.
Desperdiçar as delícias que ela fazia era quase um insulto.
— Mãe, ele quer falar com a senhora.— Melanie entregou, olhando-o com curiosidade.
Catherine só deu de ombros olhando para filha.
— Vá colocar essa mochila pesada lá dentro. —A jovem entrou, dramatizando enquanto arrastava a mochila no chão e enxugava um suor que não existia. A mãe, por sua vez, só cruzou os braços encarando o professor com um sorrisinho nos lábios. —O que ela fez, Matthew?
— EI! EU NÃO FIZ NADA!! — Melanie exclamou de dentro da casa, enquanto passava, trocando a camiseta do uniforme por uma mais confortável. Estava louca para se jogar no sofá e assistir um pouco de televisão. O último mês tinha sido mais movimentado, havia conhecido bons restaurantes e lido mais livros. Além de ter começado a participar de outras atividades na escola.
Matthew perdeu um pouco a linha de raciocínio quando a jovem passou e exibiu, ao trocar de camiseta, parte do sutiã vermelho sangue. Céus, ele é um homem com apenas vinte e seis anos e com os hormônios da recém adolescência o deixando.
Mesmo assim conseguiu recuperar- se rapidamente.
— Eu consegui fazer a compra daquele apartamento que mencionei para a senhora da última vez que conversamos... — Sorriu para a mais velha, que retribuiu o gesto.
—Parabéns, isso é uma ótima notícia! — Exclamou depositando a torta em uma pequena mesinha ao lado da porta, escorando-se na mesma. — Quer entrar?
Ele sorriu. Melanie revirou os olhos sentada no sofá. Queria um pouco de descanso, umas horinhas longe daqueles olhos azuis faria muito bem aos seus nervos.
— Não, obrigado. Na verdade... — pigarreou enquanto mexia na bolsa tipo carteiro. Estava com medo de levar um não na cara. Ou um sermão. — Quero mostrar ele a Melanie. Trago-a de volta às 20h.
— Matthew...
— Por favor... — implorou — eu aproveito e ajudo com algumas questões da aula de hoje. — O olhar inquisidor de Catherine caiu sob ele, que tremeu internamente. Ele não estava levando a garota com nenhuma segunda intenção, apenas queria mostrá-la uma das conquistas que o seu esforço e trabalho duro trouxeram! Sequer olhava de forma... Diferente.
Diga sim, diga sim...
— Tá bom, só não me responsabilizo por sua geladeira. — Riu. Uma Melanie de cabelo soltos e ondulado até a altura dos s***s, trajando uma simples regata e short saiu de trás da mãe, com um balde de pipoca e uma mochila nas costas. — Vai levar os omeletes dentro desse balde gigantesco? E junto com a pipoca?
Melanie deu de ombros, mastigando.
— É tudo comida. — Beijou a bochecha da mãe rapidamente e entrou no carro de Matthew, pondo os pés sob o painel enquanto comia e balançava a cabeça no ritmo de alguma música.
— Folgada essa minha filha, né? — Catherine falou, sorrindo de modo maternal. Melanie era uma versão mais nova da mãe, os mesmos olhos castanhos levemente puxados e jeito intenso. Sem falar na habilidade absurda de conseguir te distrair com as palavras.
—Já vou, espero que goste da torta — ele a cumprimentou, apertando sua mão.
Já estava virando a porta quando a escutou:
—Matthew!
— Sim?
—Traga minha filha inteira.
Riu nervoso, acenando.
—Pode deixar! — Ao entrar no carro e dar partida, o silêncio tomava conta do ambiente. Lançou um olhar para a mochila de Melanie. Estava estufada de coisas. —O que tanto tem aí dentro?
— Armas. — Respondeu, prendendo o riso. Ela tinha colocado algumas roupas, filmes e ingredientes para uma lasanha. Ah, obviamente, os livros e cadernos da escola. Era péssima em matemática e tentaria convencê-lo à ajudá-la, m*l sabendo que ele já tinha prometido isso para mãe dela. — Só umas coisinhas.
— Está bom... — franziu o cenho —Me responde uma coisa?
—Sim?! — Comeu um punhado da pipoca. Não estava com fome, mas precisava sanar um tipo de ansiedade, era a sua maldita compulsão por comida e ela só aliviava assim que mastigava. Sabia que tinha problemas, só não queria corrigi-los agora.
— Você acha os meus olhos bonitos?
A menina se engasgou com a comida e Matthew sorriu para si. Talvez, ele tivesse um pouco de ideia que essa seria a reação dela. Tinha uma carta que Melanie lhe deu, ao estilo antigo com a caligrafia cursiva, caneta tinteiro e papel pardo. Ele adorava. E, às vezes, em alguns deslizes nas entrelinhas, ela deixava escapar a fixação que tinha pelo azul dos seus olhos.
Sem nem mencionar o desenho que viu hoje.
—T-talvez — ela murmurou baixo.
—Tem certeza?
Ela bufou.
— Sim, Matthew, eu os acho muito bonitos. — Admitiu, sorrindo. Era bom falar isso em voz alta. Dava uma sensação de liberdade. — É aqui? — mudou de assunto, boquiaberta.
O prédio todo em vidro, azul marinho e gigante. Sofisticado e simples ao mesmo tempo.
— Sim. Eu dei a entrada e a minha mãe está me ajudando um pouco. Já mobilei e me mudei faz alguns dias.— Estacionou, calmamente. Ergueu a mão aproveitando o momento de distração da jovem e pegando um dos omeletes, logo em seguida saiu do carro, escutando-a protestar.
— Ei! Isso era meu!.
***
— Caramba! — Melanie perdeu o quê restava de fôlego quando entrou no apartamento. Era masculino e organizado até dizer basta. Ela esperava alguns posters obscenos, bagunça e símbolos da faculdade. Mas, devia saber que até nisso Matthew era diferente.
— Gostou?
A menina aquiesceu, sorrindo largo. A vista da linda cidade estava presente nas largas janelas. O fim de tarde aos poucos dando a honra da sua presença, os raios avermelhados do crepúsculo iluminando a sala por completo. Era perfeito.
Todavia, Matthew estava adorando vê-la tão deslumbrada. Melanie não tinha muitos amigos e ele ficava feliz em ser o bastante para ela. Considerava-a mais que uma simples garotinha. Quando algo acontecia ou alguém o estressava era ela que fazia um singelo sorriso crescer em seus lábios. Ela em conjunto com esse seu jeito extremamente exagerado, as manias irritantes, a curiosidade e inteligência desmedidas... Cada detalhe que a fazia ser tão autêntica.
Por um segundo os olhares se encontraram.
A menina por sua vez, sentiu o coração aquecer por inteiro, já ele, o professor, não conseguiu quebrar aquela conexão. Talvez por achá-la incrivelmente bonita, com o cabelo castanho caindo no rosto, emoldurando sua face. Por causa das bochechas redondas que estavam incrivelmente rosadas fazendo um par irresistível com aqueles lábios avermelhados. Por ter se livrado dos óculos e estar sorrindo de maneira tão... Doce.
Sempre que pensava demais, Matthew achava não merecer o afeto, o carinho tão puro que Melanie transbordava e dava de bandeja à ele. Ficava se perguntando como alguém teria coragem de machucar um ser tão puro, uma menina tão singular...
— É oficial, você adora os meus olhos — Resolveu ser o primeiro a falar e quebrar o clima esquisito que havia tomado o lugar. Estava meio tenso com toda aquela situação.
Melanie só soltou uma gargalhada baixa e quando se virou para ir embora, acabou tropeçando em seus próprio pés, — como sempre extremamente desastrada —caindo dentro do belo quarto de Matthew.
Uma cama nunca havia parecido tão atraente como a dele.
Por mais jovem que fosse, Melanie não era ingênua.
Se jogou na cama, escutando a gargalhada do mais velho, adentrando o ambiente.
— Vamos conversar, pega os cadernos... Parece que vamos passar a tarde trabalhando. — Matthew falou, vendo a garota ficar de bico. No entanto, ele sabia que só focando nos estudos conseguiria esquecer aquela trocas de olhares. — Anda logo, preguiçosa! — jogou-se ao lado de Melanie, que fingiu não escutar e virou para o lado, ficando cara a cara com ele.
Superfícies macias são perigosas quando se tem uma garota tão compatível à ele como companhia.
— Você...— a menina ergueu a mão, sem pensar muito, só acariciou a face do professor. Ele fechou os olhos, aproveitando o carinho ao máximo. Estava como um gatinho, quase ronronando. Tudo tinha acontecido rápido demais, lembrava claramente do dia que havia invadido a sala dele em busca do seu Hamlet — que ainda não fora entregue — era impressionante como os dois tinham construído uma amizade sólida em tão pouco tempo. E mais engraçado era que não fora nada forçado... Foi natural. Ela tinha duas opções, colar os lábios nos dele e pensar depois nas consequências ou apenas ignorar oque sentia, até porquê era apenas uma paixão platônica adolescente. E foi escolhendo a última opção que ela deu um peteleco na orelha de Matthew, que se assustou com o ato... Ela riu nervosa. — Tem um sinalzinho na orelha! — desconversou e ele notou .
Matthew tinha visto nos olhos dela, sentiu o que iria acontecer, só não esperou que ela fosse madura o suficiente para evitar. Até porque ele mesmo estava disposto a pôr tudo em jogo. Só queria sentir os gostos dos lábios da sua melhor pupila, da garota que o fez citar Shakespeare e xingar logo após... Resolveu se levantar e, por um momento, a ideia de trazê-la até aqui pareceu errada.
— Vou pegar os cadernos e tem umas coisas de matemática para você me ensinar...
— Uhum. — Ele apenas acenou com a cabeça, muito afogado em seus pensamentos para prestar atenção.
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—Visto que x e y são...
— Ai, para! — Melanie reclamou, tapando os ouvidos e fechando os olhos com força. — Não consigo entender, minha cabeça está doendo e vai fazer uma hora e meia que estamos nessa! Não me importo se x é amiguinho de y, ou se a raiz quadrada é exata ou não... Eles que se fodam e se resolvam! Cansei. — bufou, irritada.
Matthew encarou toda a confusão calado e sem demonstrar nenhum sentimento, ainda estava pensando no que aconteceu mais cedo e em como isso não tinha a afetado. Será que ela já tinha experiência? Por isso o ignorou? Ele sacudiu a cabeça, afim de espantar esses pensamentos.
A garota levantou do pequeno banco e arrodeou, puxando a mochila, virando em cima da mesa. Macarrão, creme de leite, queijo, carne moída...
— Você assaltou um mercado, Lany? — Perguntou abismado e, pela primeira vez depois da cansativa tentativa de aprender matemática, ela riu e bem alto.
— Não, mas na volta a gente vai ter que passar em um para repor o que peguei lá em casa —comunicou, exibindo um sorriso enquanto abria os armários e se assustando com a quantidade de comida ali existente. Por um momento ela chegou a pensar que Matthew era um asno na cozinha, porém errou. Será que teria algo que aquele homem não fazia? — Dá para largar essa garrafinha d'água e vir me ajudar a pegar a travessa?
O professor riu, dando um longo gole. Só não se deu conta que a garota estava vindo em sua direção, só percebeu quando escutou seu grunhido de completa fúria e alguns respingos gelados em si.
Melanie estava completamente encharcada e muito, mais muito irritada.
— p***a! —Ela guinchou, passando a mão no rosto para tirar o excesso de água e se abaixou para pegar o que sobrou da garrafinha que havia tentado puxar da mão. Encarou o homem por alguns minutos, mas o olhar dele não estava em seu rosto, mas sim, um pouco mais embaixo.
—Matthew?
Ele a ouviu, só não conseguia desgrudar o olhar da sua regata, com a água, o fino tecido mostrava sem limitação alguma, o contorno dos fartos s***s e a renda do soutian vermelho sangue que vislumbrou mais cedo. Era muito para ele. Podia sentir o sangue começar circular para outro canto... Não era visão mais erótica do mundo, mas era ela.
— Olha para cima — O sibilar leve da menina o fez subir o olhar e encontrar as suas bochechas de um tom semelhante ao da lingerie. Ela parecia estar acanhada, mas um sorriso torto extremamente perigoso despontou dos seus lábios. Melanie tinha plena consciência do que não podia fazer e isso incluía não provocá-lo, porém ela não resistiu e se aproximou mais um pouco, quase acabando com a distância entre eles. —Sr. Hayes?
Matthew inspirou o cheiro entorpecente que a jovem trouxe com a proximidade, estava ciente da sua visível excitação. E escutá-la murmurar o seu sobrenome de formar enrouquecida só piorou as coisas. Podia sentir-se pulsando de desejo.
Aquilo era errado.
E foi com esse pensamento que ele deu um passo para trás, afastando-se. O olhar de Melanie caiu justamente onde ele mais temia, ela arregalou levemente os olhos, mas havia um quê brilhante nos mesmos.
— I-Isso é por minha causa?
Foi a vez dele de corar violentamente, pensou que não havia como existir situação mais constragedora do quê a rejeição dela mais cedo. Pareceu estar enganado.
—Desculpe, por favor...— Começou a falar, não queria que ela se assustasse ou lhe entendesse m*l, não queria que a merda dos seus hormônios masculino estragassem algo tão bom para os dois... Mas parou ao ver que algumas lágrimas escorriam do rosto da garota e que a mesma sorria.— Lany? Não chora... Eu não fiz por querer...
— Shhhh — Ela pediu, se empoleirando no balcão enquanto passava a mão no rosto. — Ninguém nunca sentiu isso por mim... Acho que eu não sou muito desejável.
Matthew teve vontade de gritar que ela estava mentindo, mas seus olhos caíram em si mesmo, o volume contido pelo jeans o fez se Amaldiçoar silenciosamente.
Maldita hora para ficar e******o! Aquilo era tão errado que doía!
—Não se preocupe, respira. Isso não vai sair daqui, sei que é apenas um reação hormonal comum — O tom descontraído estava leve, mas só Melanie sabia o quão difícil estava esconder a sua própria excitação e curiosidade. Simplesmente pelo fato que demonstrá-los destruiria uma das coisas mais importantes para ela: sua amizade com Matthew.
Ele coçou a garganta, despertando-a de seus pensamentos.
— Então é... Hrum... Se me der licença..—Coçou a nuca de um jeito meigo e acanhado, Melanie tombou a cabeça para o lado, achando tudo aquilo muito bonitinho — Preciso ir ao banheiro para... Ér... Você sabe...Enfim...
Não conseguindo mais prender o riso, ela gargalhou vendo o professor corar novamente.
Pulou do balcão, meneando a cabeça afirmativamente.
— Sim, sei... Pode ir.
Matthew fuzilou-a com o olhar. Ela estava zombando dele!
— As travessas estão no armário debaixo — Avisou saindo de lá rapidamente, já estava perto das escadas quando escutou o tom divertido da garota soar alto.
— Tem certeza de que não quer dar mais uma olhadinha?