Capítulo 36

1125 Palavras
Bianca Santoro, Eu saí do meu quarto, hesitante, mas decidida a seguir o que meu coração estava gritando. Meu corpo parecia agir sozinho, enquanto minha mente lutava contra os medos e as dúvidas. O corredor estava silencioso, e cada passo que eu dava parecia ecoar, aumentando ainda mais a ansiedade. Eu estava indo até o quarto de Aléssio, mas sabia que poderia desistir no último momento. Talvez eu voltasse atrás quando estivesse diante da porta dele, talvez me desse conta de que isso era um erro, que estava me precipitando novamente. Mas todos os pensamentos desapareceram assim que eu o vi. Ele estava ali parado, saindo do quarto, o cabelo ainda úmido e a expressão carregada de algo que eu não conseguia identificar. Era como se ele tivesse tido a mesma ideia que eu, como se estivesse vindo em minha direção. Nossos olhares se encontraram, e a hesitação que existia em ambos se dissipou. Fomos um para o outro com pressa, quase correndo, como se estivéssemos sendo puxados por um ímã irresistível. No momento em que seus braços se fecharam ao meu redor, senti como se tudo ao nosso redor deixasse de existir. A parede de músculos contra o meu corpo era um lembrete de sua força, de sua presença que sempre me desafiou e ao mesmo tempo me protegeu. Me joguei em seus braços, buscando o calor que ele irradiava, e tudo o que eu sentia explodiu de uma só vez. Seus lábios encontraram os meus com uma intensidade que me fez esquecer de tudo, de cada dúvida, de cada razão para parar. Eu precisava dele, como se ele fosse o ar que eu estava buscando para poder respirar. Meus dedos se afundaram em seus cabelos ainda molhados, e o toque de seus fios macios me fez estremecer. Senti o perfume masculino que ele usava me envolver, um cheiro que eu já havia aprendido a reconhecer à distância. Era um cheiro que trazia segurança e, ao mesmo tempo, perigo, e eu estava sendo dominada por ele. As mãos de Aléssio se moveram firmemente para minhas nádegas, e, por um instante, uma onda de choque percorreu meu corpo, me desarmando completamente. A forma como ele me segurava era excitante, completamente excitante. O beijo continuou, intenso e desesperado, como se estivéssemos tentando recuperar todo o tempo que passamos negando o que sentíamos. Eu não sabia como, mas me deixei levar, e, de repente, percebi que não havia mais como voltar atrás. — Aléssio... — sussurrei, minha voz falhando enquanto me afastava levemente para respirar. Ele me encarou por um breve momento, e havia algo em seus olhos que me dizia que ele estava lutando contra as mesmas emoções. Mas, ao mesmo tempo, havia uma determinação, uma decisão que ambos havíamos tomado sem palavras. O toque dele era firme e ao mesmo tempo cuidadoso, e eu não sabia como alguém podia me fazer sentir tão protegida e tão exposta ao mesmo tempo. Era uma mistura perigosa, e parte de mim sabia que estava entrando em algo do qual não conseguiria sair ilesa. Mas, por alguma razão, isso não importava. Fomos para o quarto de Aléssio, e tudo parecia acontecer em câmera lenta. Eu podia sentir cada movimento dele, a forma como ele me segurava, como se quisesse garantir que eu não escapasse, mas também não me forçasse a nada. Era uma sensação de liberdade e de prisão ao mesmo tempo, e eu estava aceitando isso. Quando ele me colocou sobre a cama, senti a suavidade dos lençóis sob minha pele, e o contraste entre o toque frio do tecido e o calor do corpo dele era quase avassalador. Por um momento, ele hesitou, como se estivesse ponderando algo, mas antes que eu pudesse questionar, tomei seus lábios, silenciando qualquer dúvida que ele tivesse. Aléssio se afastou por um breve segundo, e seus olhos procuraram os meus, como se ele estivesse esperando por um sinal, uma confirmação de que isso era o que eu realmente queria. Havia uma dúvida em seu olhar, uma fraqueza que eu nunca tinha visto nele antes. — Tem certeza? — ele perguntou, sua voz rouca e insegura. Eu poderia ter dito não. Poderia ter parado tudo ali e voltado para o meu quarto, me escondido de tudo o que estava sentindo. Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu sabia o que queria, e não havia mais espaço para medos ou hesitações. — Sim — respondi, minha voz firme, mesmo que por dentro eu estivesse tremendo por me entregar pela primeira vez a um homem. Mas eu queria ele, e queria agora. O sorriso que ele me deu foi breve, antes de ir até uma gaveta e retornar com uma camisinha em mãos. Observo Aléssio abrir a pequena embalagem da camisinha e deslizar a mesma em seu mastro generoso. O meio das minhas pernas estava pulsante só de olhar fazer aquela pequena manobra. Mordi os lábios o observando. Então, ele me olhou com um sorriso ladino. — Você quer? Apenas assenti com a cabeça, afirmando que sim. Ele me cobriu com seu corpo musculoso e deslizou para dentro de mim. Apertei seu braço com força, sentindo uma dor aguda no local que me fez derramar lágrimas. — Shhh, boneca, só relaxa e será menos doloroso — sussurrou ele, enfiando sua língua dentro da minha boca, brincando com a minha língua enquanto ele se movimenta dentro de mim com um pouco de rapidez, até que aquela dor foi dando espaço para o desejo incontrolável. — Gostosa e apertadinha — disse entre meus lábios apertando suavemente meu queixo. Os movimentos foram se intensificando. Explorei cada parte do corpo de Aléssio com minhas mãos, enquanto ele se aprofundava cada vez mais dentro de mim. Naquele espaço do quarto, só conseguia escutar nossos gemidos e nossos corpos se chocando um contra o outro. Fechei minhas pernas ao redor dele, tentando controlar a súbita vontade que tinha de gozar. Meu corpo inteiro tremia debaixo dele, minha i********e latejava, e já não tinha mais controle sobre mim mesma. — Isso, goza pra mim, minha deliciosa. Mela todo esse c****e que é todo seu — disse ele com aquela voz rouca próximo ao meu ouvido, fazendo-me derreter por inteira. — Vou gozar…. Ah…. — Gemo alto apertando seu cabelo sedoso em minhas mãos. — Goza pra teu homem, ninfeta deliciosa. Suas palavras foram o estopim para que eu finalmente gozasse, chamando pelo seu nome, até que finalmente não consegui me segurar e acabei gözando, levando Aléssio junto. Tempos depois, nos direcionamos até o banheiro, tomamos banho e retornamos para o quarto. Catei minhas roupas, enquanto ele tirava a colcha da cama, sem me dizer nenhuma palavra. Eu já sabia o que aquilo significa. Ele falaria novamente que cometemos um erro.
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