Capítulo-04 Eleonora.

960 Palavras
Passada uma semana Nora achou que seu dia seria como sempre nos dias de folga, parado e sem grandes emoções, somente sua cama e a TV, mas se enganou plenamente e adorou, pois, lá estava ela suspirando entediada na cama quando seu telefone tocou, sem muito entusiasmo correu para a sala e atendeu. — Alô? — Senhorita Eleonora Miller? — Sim, é ela. — Desculpe incomodá-la, sou Adria Trump, secretária do Sr. Swarle, você foi selecionada para uma entrevista com ele, hoje à tarde às quatorze horas. — Nora ficou muda, sem acreditar, quando a mulher repetiu seu nome acordando-a do transe. — Certo, obrigada, entendi tudo. — Assim que desligou não pode deixar de fazer a dancinha da vitória e com um grito comemorou pulando. Dylan apareceu na sala assustado, segurando a toalha na cintura. Claramente havia interrompido o seu banho, diante do grito da irmã. Seu cabelo ainda tinha espuma do shampoo e ao ver Nora comemorando franziu o rosto. — Nora, o que está acontecendo? — Maninho, eu simplesmente CONSEGUI SER UMA DAS SELECIONADAS PARA A ENTREVISTA NA SWARLE. — Vendo Nora comemorar, Dylan começou a sorrir com a irmã que fazia uma dancinha fofa. — Tudo bem Srta. Dançarina, isto é ótimo, parabéns, espero que consiga o emprego. — Obrigada pela força Dy. — Nora abraçou o irmão e se deu conta de que ele estava molhado. — Ai meu Deus, desculpa Dy, eu tirei você do banho, sinto muito. — É verdade, me deixa concluir o que estava fazendo antes de ser interrompido por um grito. — Falou sorrindo e já voltando para o banheiro. Na sala, Nora não parava de sorrir, dizia a si mesma: Sorte para mim, que as coisas estão mudando para melhor. Quando ela havia deixado o currículo na empresa tinha certeza de que não a chamariam, mas mesmo assim arriscou e estava feliz por ter arriscado a sorte. Respirando fundo, voltou para o seu quarto. Ela tinha um objetivo real agora melhor que ficar na cama, sentia-se na obrigação de caprichar na escolha da roupa, precisava transparecer seriedade e ao mesmo tempo uma mulher competente e encantadora. Sorrindo, pensou consigo mesma que não seria uma tarefa fácil demonstrar aquilo tudo. Definitivamente, não tinha um grande senso de moda. Usava somente o básico, ousar não era algo que Eleonora fazia. Era algo complicado combinar estampas, ela sempre errava nas cores, no tamanho, ela tinha que pensar rápido em quem poderia ajudá-la com aquela situação. Do nada Eleonora se lembrou do irmão e em como ele se vestia bem. Bem demais na verdade e sorriu. Dylan tinha aquela coisa de se arrumar muito e estava sempre impecável, impossível não o notar. Pensando no irmão, Nora lembrou-se de que tinha uma breve desconfiança da sexualidade do irmão, mas também não se importava. A vida era dele, por ela, Dylan podia ser o que quisesse. Saindo do quarto, Nora foi ao quarto do seu irmão, batendo na porta. — Dylan...? — Só um minuto — Respondeu Dylan de dentro do quarto, em poucos minutos a porta era aberta, ele cheirava a creme de barbear e estava sem camisa usando uma bermuda jeans. — Então, em que posso ajudá-la, senhorita? — Fazendo floreio curvando-se como se ela fosse uma rainha. — É um caso de vida ou morte Dy. Eu preciso da sua ajuda. — Eleonora, agora estou preocupado, abre o jogo logo. — Olhando para ele com olhar do gato de botas, continuou: — Tá, desculpa, eu exagerei, só preciso da sua ajuda com a escolha de uma roupa para a entrevista de logo mais. — Você quer a minha ajuda? — É... — Nora você precisa mesmo de ajuda, essa roupa foi a mamãe que te deu. — Dylan disse levantando uma blusa de oncinha estilo perua-rica, fazendo a irmã sorrir ante o comentário. Diante de toda a bagunça do closet da irmã, Dylan encontrou um vestido cinza, levemente ajustado no corpo, dando à Nora tudo que ela precisava: feminilidade, com seriedade exigida para uma entrevista de emprego, concluindo perfeitamente o jogo de mostra-esconde. Mostrava que era uma mulher com curvas, porém escondia adequadamente os s***s com o decote quadrado. Mostrava seus joelhos, mas escondia as coxas. Nora vestiu e se olhou no espelho quase não se reconhecendo. — Estou sexy? — Perguntou para si mesma sorrindo. — Nora não viaja, você sempre foi linda, só precisa de dicas de como usar a roupa adequada. E vamos combinar que precisa soltar esse cabelo, você só faz esse coque, que te deixa duzentos anos mais velha. — Nora agradeceu a Dylan e sorriu virando novamente para o espelho. Depois de sair do banho, Nora recolocou o vestido, fez uma maquiagem leve e arrumou o cabelo o deixando solto, pegou sua bolsa e saiu do quarto. Dylan estava vendo TV, quando ela entrou e com um giro esperou o elogio do irmão. — Nora você está quase perfeita, mas nem pense que vai sair com esses sapatos estilos Mari Jane, vá até seu quarto, calce um salto alto. Chateada, Nora voltou ao quarto e pegou outro par de sapatos, calçou um Cristian Loubortin, e voltou à sala onde Dylan a esperava apoiado nas costas do sofá. — Agora sim, está gata. E adequadamente vestida como uma assistente pessoal deve ser! — Obrigada, só espero não cair de cara no chão. Mesmo porque, com a altura que estou usando esses saltos, é traumatismo craniano, na certa. — Isso não vai acontecer, é só dar um passo de cada vez e andar confiante. — Tudo bem. O Sr. Swarle que me aguarde... — Nora abraçou Dylan mais uma vez e saiu de casa. Estava dentro do horário, certamente chegaria a tempo para a entrevista sem maiores complicações.
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