CAPÍTULO 04

1016 Palavras
BRANCA MINÁ Eu já estava lá, e ela tinha razão, eu precisava de uma amiga, tivemos um dia maravilhoso, como se fossemos amigas há anos. — Nossa esse, é esse- Telma apareceu com um vestido todo rendado estilo sereia, parecia que tinha sido costurado no corpo dela de tão perfeito que ficou- Telma esse está perfeito. - Estou digna de uma capa de revista?- bateu palmas para ela mesma em frente ao espelho- E esse! Finalmente, após experimentar exatos trinta e oito vestidos, ela se decidiu. - Será uma noiva lindíssima. — Já estou seu vestido? Será minha madrinha, esteja linda- virou a taça com champanhe - Eu, sua madrinha?- fiz uma careta- você e tão sem amigas a esse ponto Telma? - Nunca precisei de amigas, e também quero te apresentar uma pessoa, e acho que meu casamento será ideal para isso - Não quero- Não sei se é verdade ou se ela está me testando para o irmão, de toda forma não quero mesmo. Telma andava entre as araras de vestidos passando os dedos, aparentemente procurando o meu vestido de madrinha, ainda vestida com o vestido que usará em seu casamento. - Você quem sabe, toma experimenta esse- me passou um vestido verde com uma fend@ enorme- tá na hora de mudar essa aparência de boa moça - Você está feliz com esse casamento Telma? - Muita coisa, não vejo a hora do enterro - Ela ri da minha cara de espanto- Em falar nisso, você como madrinha me deve uma despedida de solteira, então vamos tomar umas em comemorações as nossas derrotas - ela estende a taça dela e faz sinal para a moça da recepção me trazer uma- hoje vamos encher a cara Ela está tentando ser agradável, eu posso fazer o mesmo, afinal ela tem razão quando diz que preciso de alguém para comemorar minha derrota, bato a minha taça na dela e ela sorri, definitivamente eu não gosto de champanhe, as pessoas bebem isso como se fosse algo maravilhoso, tem que ser muito chique para beber isso e não fazer careta, o que não é o meu caso, deixo a bebida na mesinha ao lado da poltrona da sala de espera em que Telma se senta com as pernas cruzadas e vou para a cabine experimentar o vestido. O tecido é o modelo foge do que eu escolheria, o vestido é de seda, as costas bem decotada e a f***a na perna são demais para mim, tive que tirar o sutiã porque esse modelo não fica bom com a peça, me olhei no espelho gostando do que eu vejo, talvez seja mesmo a hora de mudar meu estilo. Telma me olha da cabeça aos pés, bate palmas e me entrega a minha taça - Um brinde ao meu bom gosto — E a minha beleza- pego a taça rindo e brindamos — Não sabia que você era convencida- faz uma cara engraçada - Não sou convencida, sou realista -Sinto uma tontura e Telma percebe — Oque você tem? Está pálida? Vem senta aqui- ela segura em meu pulso me guiando até a poltrona - Precisa de alguma coisa senhora? - a atendente se aproxima - Finaliza a compra por favor vou levar esses dois vestidos- Telma aponta para o vestido de noiva e para o que está no meu corpo- tenta não demorar que minha amiga não está se sentindo bem - Serei breve- fala e sai do meu campo de visão - Telma eu...- parecia que tudo estava girando, eu via que ela estava falando comigo, mas eu parecia não estar ali A vendedora ajudou Telma a me levar até o carro, vejo Telma pegar o celular e fazer uma ligação, depois disso eu apaguei. Acordo em um quarto que não é o meu, tento me levantar da cama mais minha cabeça está pesada, não estou mais usando o vestido verde da loja, estou vestida com uma camiseta masculina branca, dou um pulo da cama tentando saber onde estou e de quem é essa camiseta, minha boca está extremamente seca, preciso de água, caminho até uma das portas abro e closet com vários ternos e roupas masculinas, muito bem organizado, o dono do quarto desse ser um muito vaidoso tem uma parede com um espelho enorme, muitos perfumes e muitos relógios, daria para abrir uma loja, fácil com esse closet. Não encontrei minha bolsa, nem minhas roupas nesse quarto, vou até a outra porta e está trancada, bato chamando por Telma e logo escuto passos, a porta se abre e vejo uma senhora com um sorriso amigável e um carrinho com café da manhã. — Bom dia, Senhora trouxe seu café, esperei a senhora chamar, não queria atrapalhar seu descanso — Bom dia, onde eu estou? Onde está a Telma?- ela mantém o sorriso cordial - Vou deixar seu café aqui- entra empurrando o carrinho para dentro do quarto- A Liza já está subindo com suas roupas, o patrão não vem para o almoço, que horas quer que serva seu almoço? - essa mulher é doida, só pode - Eu não quero ficar para o almoço, quero ir embora, você não respondeu onde estou, onde está a minha amiga? - Ela me olhou sem sorrir - Devia escolher melhor suas amizades, meio-dia eu trago, tem alguma restrição alimentar? - o sorriso voltou ao seu rosto, me senti em um filme de terror- Se tiver alergias ou não goste eu preciso saber né - Senhora, eu definitivamente só quero ir embora, onde está a Telma? - acabei falando mais alto do que esperava ao perceber que ela não tinha intenção de responder minhas perguntas - Eu posso trazer um chá, se quiser- ando até a porta, essa mulher quer me enlouquecer, vou descobrir sozinha como ir embora, mas para com voz dela me chamando- Branca e melhor não sair, o patrão mandou que você descansar, o boa noite Cinderela que sua amiga te deu, pode te dar tontura então precisa se hidratar e se alimentar, eu só cumpro ordens e para o nosso bem e bom que você cumpra também.
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