CAPÍTULO 05

1117 Palavras
BRANCA MINÁ Então a Telma batizou o champanhe, como eu fui i****a, provavelmente ela é o avô, pensam que posso atrapalhar o noivado do Filipo, não teria outro motivo para eu estar aqui né?! - Olha fala para o senhor Benito que eu e o Filipo já conversamos e eu não vou atrapalhar o casamento dele- Ela me olhou como se eu fosse um extraterrestre - A Liza já chega com suas roupas, como é se hidrate- falou com o sorriso amigável que está me dando nos nervos, fechou a porta e saiu Ouvi o barulho da chave trancando a porta por fora, me sentei e tomei um copo de água e um de suco, a minha boca está muito seca, me alimentei como ela mandou, vou colaborar assim o seu Benito me tira logo daqui, será que minha vó está ciente do meu paradeiro? Entendo o receio deles, nós nos amamos, estamos noivos há um tempo, se eu tivesse influência eu iria sim bater o pé e não aceitaria o fim do meu noivado, no entanto, eu sou só a neta da Governanta. Estava comendo uma torta maravilhosa de pêssegos, quando ouvi a chave outra vez, uma moça bonita entrou com uma mala grande, reconheci ser minha, um alívio percorrer o meu corpo, se ela esteve em minha casa vovó sabe de mim. - Oie, desculpa a demora, você mora longe hein- Ela fala como se fossemos íntimas, seu tom e simpático assim como o da velha pavorosa - Oi, você deve ser a Liza né- solto o garfo sobre a mesa, ela caminha até a outra cadeira disponível e se senta - Isso, Eliza BIANCHI sua futura cunhada- ela fala com felicidade e eu tomo um susto - assim seus olhos vão saltar do rosto Branca, não sabia ainda? - Como assim cunhada? Você pode responder minhas perguntas ou vai só rir para minha cara como a outra? - eu estou gritando e levantei tao rapidamente que a cadeira caiu — Eu posso responder, sim, o que você quer saber? - Ela se serve de um copo de suco, com uma calma que me irrita por eu estar surtando Me abaixo levantando a cadeira e me sento, preciso manter a lucidez no meio dessas doidas, preciso de respostas e ela disse que me dará - Onde estou? Minha vó sabe? Que história essa de cunhada?- pergunto tudo que vem na minha cabeça, ela faz movimentos com a mão me pedindo calma - O que você precisar saber é que está em casa e bem longe de Bolonha, eu fiz questão de ir até a sua casa buscar suas coisas para poder informar a sua vó que está segura, pelo meu irmão você teria roupas novas escolhidas por ele, já que você não teve muitas escolhas nas suas vinte e quatro horas achei justo poder manter o seu estilo de vestir né - vinte e quatro horas, quanto tempo eu dormi? - ela olha o pequeno relógio em seu pulso - Hoje é segunda-feira oito e quinze da manhã, faça as contas Cinderela - Eu sai de casa no sábado dormi um dia inteiro - E pela forma que o Meu irmão te olhava dormir eu acredito que teremos casamento em breve - Eu pensei que estivesse aqui por ordens do senhor Benito, a Telma me vendeu ou algo parecido? - Ela deu de ombros e eu sinto meus olhos ardendo com a chegada das lágrimas que rolam pelo meu rosto — Eu não sei, mas não duvido que ela faria isso fácil, olha não chora- ela se levantou e caminhou até mim passando a mão carinhosamente em meus cabelos, tentando me consolando- O que você fez para o tal Benito para pensar que ele te prendei aqui? - Eu vou estar presa? Quem é o seu irmão? - pergunto secando as lágrimas - Presa em partes, temos ordens para te manter no quarto até meu irmão chegar- ela me olha como se estivesse pensando- Branca o meu irmão e um homem difícil às vezes, não se engane com a cara de bom moço e o sorriso fácil, ele costuma ter o que quer, quando quer e quando as coisas não saem como planejado ele mostra outro lado que você não vai querer conhecer. Sinto todo meu corpo tremer de medo e ela segura em minhas mãos, liza não é pavorosa como a outra mulher, ela parece realmente querer me ajudar. — Branca ele vem se apresentar para você- que merda de mistério e esse com esse homem - Eu não quero conhecer ninguém, eu já tenho um noivo - O Filipo não e mais seu noivo - Eu sei, mas nos amamos e vamos ficar juntos de qualquer jeito.- ela arqueia uma sobrancelha, balança a cabeça em negação — Eu vou indo, para você tomar um banho e descansar Ela sai do quarto e eu fico sozinha outra vez, termino meu café, coloco minha mala em cima da cadeira, abro para ver oque tem, pelo feito que está arrumada sei que foi minha vó quem arrumou, pego um vestido e vou para o banheiro, tem um kit de higiene pessoal com o meu nome sobre a pia, tranco a porta, para ter privacidade, demorei um tempo ajustando a temperatura da água, tomei um banho demorado, me visto e seco meu cabelo com o secador que estava preso na parede, o meu quarto caberia nesse banheiro e sobraria espaço, quando volto para o quarto pavorosa está arrumando meu almoço na mesa. — Só falta uma cozinha para esse quarto ser uma casa né- tentei puxar assunto com ela que já estava sorrindo desde que me viu, mulher estranha - Espero que goste do almoço, fiz especialmente para você. O cheiro estava maravilhoso, O Bucatini all’amatriciana e o meu prato preferido, pelo visto eles sabem tudo sobre mim, me sinto em total desvantagem, eu poderia estar gritando, mas não vou conseguir nada assim, então vou jogar o jogo, boas meninas sempre conseguem o que querem. Não que eu seja uma o tempo inteiro, mas me faço bem. - Nossa o cheiro está ótimo, como a senhora se chama mesmo? - forcei o meu melhor sorriso e minha voz mais simpática - Desculpa não me apresentei direito, eu sou a Gianina, mas aqui me chamam de Bah - pela primeira vez ela não está sendo um robô - Gianina e um nome muito bonito- na minha cabeça te chamarei de Pavorou Ela abriu as cortinas das janelas com um controle, disse que voltaria com a sobremesa e se retirou. Deixou a porta não apenas destrancada, deixou aberta, pensei em sair correndo, mas pensei que pode ser uma armadilha.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR