CAPÍTULO 06

1076 Palavras
MARTIN BIANCHI Eu não queria esta passando mais um dia no Galpão, mas o infeliz que alega ter perdido meia tonelada de cocaína, só morre após me passar a localização da minha coca, não posso ficar com esse prejuízo enorme. - Conseguiu lembrar onde você perdeu a minha mercadoria? Pego uma cadeira e coloco em sua frente, O olho dele se arregalou quando viu Santiago entrar com a esposa dele - Sabe quantos homens temos aqui hoje Edgar?- ele se esforçar para me olhar- a cada pergunta que eu te fizer e você não responder um deles vai fuder* a sua linda esposa e se não for o suficiente para eles ainda tem suas filhas né, vamos recomeçar? - Terei sua palavra que não tocaram elas- abro um grande sorriso vitorioso - Sou um homem de palavras- A mulher chorava compulsivamente- Diga, onde está minha coca? - Em um navio no porto, em dois dias levaríamos para entregar a quem fez a encomenda- fala com dificuldade pelas porrad@s que já levou - Quem encomendou? - Eu juro que não sei, eu só fui convidado a participar porque era eu quem faria o transporte para o senhor, então não era necessário interceptar a carga. - Achou mesmo que não daria falta de meia tonelada? - Alguns homens já foram para o porto, para conferir as informações que o infeliz deu- não foi a primeira vez não é mesmo?! - Uma quantidade grande sim - Gostei da sua coragem, sabe pedir para morrer Após a confirmação libero a família do homem, deixo ele para a diversão de quem queira e vou para casa. Chuto o sapato assim que passo pela porta, ligo para um dos meus restaurantes na cidade, tenho alguns negócios lícitos para lavar dinheiro, alguns geram um bom lucro, outros só serve para lavagem mesmo, o tempo de espera para a entrega e o suficiente para um banho. Finalizando meu banho ouço as vibrações incessantes do meu celular, pela insistência deve ser algo sério, pego o aparelho e vejo oito ligações perdidas de Telma, me visto com calma, ignorando as ligações. A campainha toca, imagino ser um dos seguranças com o meu pedido, ninguém sobe até o meu apartamento nem eles me avisarem antes, abro a porto e encontro Marco meu segurança pessoal, ele é minha sombra. - Senhor a neta do Benito esteve aqui, deixou, disse que te trouxe um presente, deixo subir ou mando embora? - pelo sorriso dele já sei que ela tá aprontando - Esteve ou está lá embaixo? - Ela já foi- deixou uma caixa grande e um endereço para devolução Acompanho Marco até a tal encomenda e era realmente uma caixinha grande com um laço verde enorme em cima - Já sabe oque tem dentro? - Imagino que seja um animal senhor, a caixa deu uma balançada- Ele me olha segurando um riso - O que essa maluca tem na cabeça para me trazer um animal de presente?- ele entendeu que eu não queria uma resposta faço sinal para ele me ajudar, ele segura de um lado da tampa da caixa e eu do outro levantamos a tampa olho dentro da caixa e sou surpreendido com a visão mais perfeita do mundo. Ela estava desacordada, o vestido parecia ter subido um pouco deixando boa parte de suas coxas expostas, seu corpo estava quase em posição fetal para caber na caixa, eu estava surpreso, mas o ponto de interrogação, os olhos de Marco eram enormes. - Uma menina? - Nunca vi ele tão surpreso, Pego ela em meus braços e subo sem dizer nada, ligo para Santiago vim imediatamente, deito ela no sofá, Marco está atrás de mim com umas embalagens nas mãos, vejo que é da comida que pedi ele deixa o balcão e se retira. Ligo para a Telma que me atende no segundo toque Ligação on - Gostou do presente? - O que significa isso? - pergunto seco - Um presente? - pergunta irônica - Isso é trágico, humano, não é um presente - Eu vi que você gostou da sonsa aí, a ponto de arrumar um casamento para o meu irmão, é estou te dando como forma de agradecimento pelo meu noivo- a fala dela e natural - O que deu a ela? Está drogada? - Um boa noite, Cinderela, acho que dei demais- começa a rir como se fosse uma piada- faça bom proveito, deixei o endereço da vó dela, quando enjoar devolve para ela Ligação off Encerro a ligação sem falar, mas nada, estou pensando em tantas coisas que não sei oque é certo, olho para ela deitada, os s***s marcando no vestido, as pernas expostas, sinto uma vontade absurda de acariciar ela, não posso agir como um tarado, fico admirando ela por um tempo, me perco no tempo até ouvir a voz do meu amigo. - Já está com saudades?- pergunta com ironia meu sofá tem um formado de um L de onde ele estava, não tinha visão do corpo pequeno da menina. - Prefiro de um concelho - Não podia pedir por telefone?- fala se aproximando é visualizando a menina, deu a volta e conferiu se ela tinha pulso- o aconteceu? - Tá viva, tomou uma dose cavalar de boa noite Cinderela, acho que ela demora a acordar? - Quer que acorde? Parece estar gostando de olhar ela dormir- estou mesmo, porém quero ouvir o som da sua voz — Eu a quero, ela é a noiva do Filipo- Sinto uma raiva em saber que ela pode ter sido dele- era né - Drogou ela por quê? Ela não te quis? - Essa falta de expressão do Santiago às vezes me irrita - Espero que você esteja brincando, recebi ela assim, como presente da ex cunhada. - É porque estou aqui? - Não sei oque fazer com ela- Ele tomba a cabeça para os dois lados — Cara, você disse que queria ela, ganhou ela de bandeja, qual a sua dúvida? E desde quando eu sou seu conselheiro? - Eu me sinto um hipócrita- Um meio sorriso aparece nos lábios dele - Não ia falar nada sobre a sua hipocrisia, mas já que tocou no assunto, ela não é nova demais para o seu gosto?- ele vai até o armário de bebidas e se serve de um whisky — Muito, por isso me sinto perdido - Devolve ela até acabar com seus conflitos A ideia de não a ter como minha está descartada
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