Pt. 1 Hugin & Munin

1371 Palavras
Eram exatamente 10:37 da manhã, muitos membros da família Palazzi encontravam-se em bares no açude. Tantas notícias fervorosas sobre quão o papel de Don Ruan na política prometia. Ruan Palazzi Montillo, o novo rosto da revolução? O conservadorismo ficava inquieta e sempre em busca de acordos para favorece-los, pois Ruan nunca deu ênfase sobre o que lutava. Palazzi dizia que não trabalha com promessas. Faz quando quer e achar necessário. Simples. Sentado na cadeira, posto em um bar, estava seu irmão, Alfredo (também chamado de Fredo) que ocupava o comando por enquanto. Alguns o chamavam “homem puro”, a família disse algumas vezes “você é bom demais para estar aqui”, e um desses seria Carlo, seu melhor amigo. Carlo era alto e cheio de olheiras, magro e tinha cavanhaque. As suas noites m*l dormidas pelos serviços que se dispôs a fazer deram-lhe aspecto de envelhecimento precoce, embora o mesmo tivesse 47 anos. Alfredo olha ao redor, olha apreensivamente o relógio e toma um gole de cerveja. Olha para seu amigo Carlo e diz “ei, não beba muito! Ruan volta hoje. Pegou o primeiro voo de Brasília e creio que esteja chegando em João Pessoa. Ele está o próprio desastre. Quer fazer acerto de contas” disse Alfredo pouco apreensivo. Carlo desmancha imediatamente o seu sorriso, coloca o copo na mesa e diz “achava que ele iria ficar mais tempo em Brasília”. Bom, de qualquer forma, ele vem de carro. Preparar-me-ei. Carlo chama o garçom e faz um sinal para que fechasse a conta. Ruan ainda apreensivo diz “ele fará besteira... Quero que preste atenção; se ele não beber ou fumar algo antes de sair, é problema. Disse que mandaria um motorista e ele foi grosso...” disse com pesar em palavras. Carlo sorrir, mas não demonstra estar tão surpreso. - O velho Palazzi nunca foi o mesmo de alguns anos atrás..., mas Fredo, está falando do Ruan Palazzi. Disse Carlo enquanto colocava um cigarro. - Carlo... Sei disso... Ele disse queria vir de ônibus. Aposta quanto que será mais um inquérito? Ruan quando é repreendido sempre diz “faço isso porque eu posso, p***a. Porque podemos! Se podemos, fazemos”. É um saco, pois parece que ele sempre está certo. - Fredo, se você não sabe lidar com o seu próprio irmão, não será esse estranho aqui que o ajudará! Ambos caíram na gargalhada. O garçom se aproxima e diz o preço de conta, que seria entorno de R$97. Alfredo toma dianteira e diz: - Coloque na conta dos Palazzi! Tem algum atraso? - Não, Don Alfredo. Colocarei sim. Mande lembranças a seu irmão. - Sim, pode deixar. Só Fredo já basta. Não gosto dessas frescuras, se falasse isso em frente ao Ruan, acho que ele não gostaria. Carlos sorriu e disse com seu jeito brincalhão de sempre que, ora irritava, ora agradava: - É ele é tipo Jesus no reino dos ladrões! Daqui a pouco muda o nome de Alfredo para Cristo! - Dá um tempo, Carlo, hahaha! Não é para tanto. Logo, toco o celular. Quem ligara seria Ruan. Imediatamente Fredo fica sério, pede silêncio e diz para Carlo “vamos logo para o apartamento. Avise para todos ficarem atentos. Vou atender”, e assim fez: - Ruan, está aqui? Desculpe-me a demora... Estava com Carlo. - Fredo, não quero saber. Fez o que pedi? Quero que diga a todos que iremos ao Anucle. Se não avisar, não tem problema. Creio que às 12h estarei em Campina. Estarei no ponto de encontro, em um dos bares do açude. Não fiquem no apartamento, pois não vou subir. Esses Abutres pagarão caro, quebre quaisquer relações com esses desgraçados! Depois digo. Alfredo calou-se por um instante como se não acreditasse “os Anucle? Por quê?”, a pergunta iria irritar Ruan, mas a família ficou à mercê por tanto tempo. Por que agora são um problema? Fredo então arriscou: - Espera... Os Anucle? O que houve? Eles são gentis demais! - Sim, Fredo, são... Até se provar o contrário. Olha, só não quero que ele use as palavras erradas para explicar, certo? Amo as filhas dele como as minhas filhas. Elas nos admiram. Quero ajudar Karina com os seus estudos. Ajudamos com muitas coisas, porém, a política não me desliga dos demais problemas. Vou desligar, assim que chegar, não avisarei. Esteja pronto! - Ah... Certo, Ruan. Se cui... - Antes que dissesse a palavra, Ruan novamente com a sua leveza corta esperança do ser gentil. Fredo rir e diz - não estou impressionado... Claro que ele ia desligar. Passavam-se às horas, todos sentados e proseando coisas como “e aí, como vai à vida?”, “Casou? Não acredito!”, “a sua esposa briga com você para parar de beber também?”, “Comprei uma frigideira linda da Polishop. Não gruda, cara, super recomendo”. Alguns jogavam cartas e falavam do Ruan. O cara que não puxou a gentileza e a ternura do pai e da mãe. Ruan mudou desde que lutou para colocar em todo nordeste e parte do sul assim “Não somos bons, nem maus... Nem queremos ser. Fazemos o que achar necessário, o que merecem e merecemos. Lutamos com vocês, assim como contra. Não quero ser alguém como Bolsonaro ou Lula. Dane-se a máscara política. Fiz mais do meu jeito do que eles com as suas promessas”. Algo como ele é imutável e útil, resumindo. A ida da sua esposa para Lombardia o fez mudar também... E como! Seus métodos têm acordo e discórdia. Todos são livres, segundo ele. Seus ataques afetam mais os políticos faceiros... Ou qualquer um que vista-se algo, se que é o que podemos entender. Alfredo não pôde esperar! Teve que conversar com uma amiga sobre a faculdade e saiu bem rápido, segundo ele. Pediu para Carlo ou Magno avisá-lo quando Ruan chegar. Às 12:17 para um carro próximo na pracinha. Um homem cheio de pompa! Palazzi atraia tanto homem quanto mulher! Cabelo médio preto, olhos castanhos e claros, alto e moreno. Sempre arrumando o seu cabelo para trás, sempre sério e com olhar intimidador. Ruan desce e diz “fica com o troco, tenho pressa”, e caminha para o bar. Ruan vê um dos seus homens dormindo, que seria seu fiel amigo Túlio: Homem barrigudo, com bigode tipo de Freddie Mercury e baixo. Ruan grita o seu nome, assustando o indigente que se bateu na mesa e expôs por completo o seu susto: - Nossa, Ruan, que susto! Isso não se faz... Quer beber algo? Ruan estava mais sério que de costume, talvez oferecer algo quando toda a linguagem corporal dele diz “quero fazer isso e não quero saber de nada” não seria apropriado, mas pobre Túlio é seu leal amigo que beija os seus passos: - Túlio, eu realmente não estou nenhum pouco a fim. Cadê a p***a do Fredo? Estou vendo três dos Palazzi! E ainda diz “calma”, como? - Ele foi ver uma amiga da faculdade, Ruan... Coisa da faculdade, sabe? Todos os Palazzi estão nas ruas. Basta mostrar a direção que nos manifestaremos! Ruan respirou fundo e colocou os dedos na ponte do nariz. Diante de tudo, sabe que a faculdade é importante e sempre o estimulou. Palazzi pôs um maço de cigarro no bolso, arrumou o cabelo para trás e seguir pela passarela do Açude Velho, na direção do posto. Todos olhavam para Palazzi como “ele voltou? Ele está bem? Olha só... Esse cara é o futuro” ou “meu Deus, que Deus nos dê paz! Olha só... Acho que é problema!”. Conforme Ruan descia, todos os Palazzi paravam imediatamente o que estavam fazendo e o acompanhavam. Os policiais que viam, perguntavam “o que será?” E somente Túlio respondia, pois Palazzi não estava bem. Quando estava perto de chegar, Ruan foi parado por dois policiais: uma mulher e um homem. A policial com sobrenome Barbosa, uma moça morena e um rosto sério também. Os seus olhos penetravam em terra esquecida por Deus! Segundo polícias. Perguntou a Palazzi: - Boa tarde, Ruan, o que será hoje?
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