POVs. Laura. Aeroporto clandestino EUA. 01:00 AM. A coloco em meus braços. Poder sentir o cheirinho da minha filha e abraçá-la tão apertado, é a melhor sensação desse mundo. Numa certa distância, Dmitry está parado, nos observando. — Vem filha.— ele a chama.— Vem pro papai. A pequena n**a, o rejeitando. Ela se encolhe ainda mais nos meus braços. Daí vira a cabecinha, gritando: — Você mentiu para mim, papis! Você disse que a mamis estava morta. A frase que ouço, me faz fita-ló com rancor. Lhe olho enojada. — Como pôde fazer isso?— o questiono, num tom de indignação.— Como pôde jogar tão baixo dessa forma. O crítico, e ele fica em silêncio. Seu olhar penetrante percorre friamente. De relance, percebo um dos meus capangas baleados, tentando pegar a arma. Sou mais rápida, e a

