Pov's Laura.
Meses depois...
Os meses foram um inferno trancafiadas nessa mansão. A sensação de está grávida, contra a minha vontade, é h******l.
Saber que outro bebê está crescendo na minha barriga, e eu não consigo amá-lo, da forma como que amei Noah, é tão difícil.
É como se esse bebezinho não me pertencesse.
E de fato, essa criança não é minha. Usaram apenas a minha barriga emprestada, esses bandidos que me sequestraram, afirmam que criança não terá nenhum traço meu.
O tal Dmitry é um psicopata, ele me ameaça de me m***r o tempo todo, eu vivo um inferno, e eu nunca sei se vou acordar viva.
Hoje estou embarcando para os Estados Unidos, por algum motivo, essa organização criminosa querem que eu tenha o bebê lá.
Eu estou planejando fugir assim que eu pisar no solo americano, porque com certeza serei morta, após dá a luz.
O mordomo que virou meu amigo me contou, que nenhuma mulher que veio para cá sobreviveu depois. O russo sempre se cansa das mulheres, e eu sou apenas mais uma, no qual ele vai descartar.
— Senhorita Laura.
— As malas já estão prontas, Boris.— o informo.— Me deseje sorte.
— Boa sorte.
Me despeço do único que teve alguma empatia por mim nesses últimos 8 meses.
— Foi bom te conhecer.— encaro o gringo, com gratidão. — Gracias por tudo.— o abraço.
Somos interrompidos com os gritos do mau-caráter que se encontra no andar de baixo.
— Honey, chegaremos atrasados no aeroporto! Vamos logo.— Dmitry grita, sem paciência.
Eu odeio esse homem.
Desço a escada de vagar, o barrigão está tão pesado. E o bebê chuta tanto, que deseja sair logo de dentro mim.
Eu não sei se é menino ou menina, e nem sinto curiosidade. Eu sinto um vazio tão grande, de saudade do meu filho.
Noah já deve está com meses.
— Chorou de novo?
O homem interroga, secando com o polegar o canto dos meus olhos borrado pela maquiagem.
— São os homônimos.— minto.
— Coloca um sorriso nesse rosto, está infeliz demais pro meu gosto.— ele põe a força o meu braço, sobre seu.
— Estou cansada.
—Faça o que estou mandando!— me obrigo a cumprir a ordem.— Melhor assim, querida.— beija o canto da minha bochecha, e em seguida limpo o local, com nojo.
Seguimos atá o veículo preto estacionado de frenre a mansão, e o seu motorista abre a porta.
Dmitry me ajuda a entrar, pela primeira vez, sendo um pouco gentil, coisa que esse ogro faz é maltratar os empregados e gritar com outros.
Ele senta no banco do outro lado, enquanto carro tráfega em destino ao aeroporto.
Escuto de repente:
— Quando pisar os pés nos Estados Unidos, fique muda.— lhe encaro de relance, franzindo a testa.— Se abrir a boca pro FBI ou pra DEA, eu corto seu pescoço.
— Você não vai?
— Não, aconteceu um imprevisto e terei que ir a Itália antes resolver uns negócios. Mas a minha assistente vai esperá-la e conduzi-la ao evento.
— Que evento?
— Um evento de moda, irá me representar como minha esposa.
— Eu não sou a sua esposa.— sussurro.
— Agora é.— dita.— Irá assumir a Máfia enquanto eu estiver ausente, saiba bem me representar.
Começo a tossir, encarando-o descrente.
— Por que essa cara?
— Eu não sou bandida.
Dmitry ri.
E daí rebate:
— Tô te entregando poderes nas suas mãos, e você recusa? Nunca vi uma mulher tão burra, em toda a minha vida.
— Eu não sou como você. E nunca serei, seu bandido— afirmo.
— E se eu mandasse esse motorista se m***r agora, o que faria?—
Olho para o homem dirigindo tranquilamente, um simples senhor, que está ali pelo trabalho.
— Eu iria impedi-lo.
— Infelizmente esse tipo de compaixão, não existe no nosso mundo.
Num simples disparo, Dmitry atira contra a cabeça do seu empregado. Arregalo os olhos, aterrorizada.
O carro sai desgovernado da pista, e bate numa árvore, e começa a fumaçar.
— Você é completamente louco!— o digo, assustada.
— Isso é só exemplo do que pode acontecer com você, honey, se tentar me trair.— com tom bem intimidador, me ameaça.— Agora, me dê um beijo.
— Um beijo?– faço uma careta de espanto.
— Você me rejeita há meses.
– Você queria o quê? Que eu caísse de amor pelo meu sequestrador?
— Você está num paraíso, honey.
— Na verdade, num inferno.—o corrijo, e o russo começa a gargalhar.
— Eu não vou te forçar a me beijar, pois é o de menos.— dá ombros, com muita calma no semblante.— Está carregando o meu bebê no ventre.
Encaro o gesto, quando o vejo tocando em cima, e me tremo de raiva.
— Tenho nojo de você!— disparo.
— Eu posso ter qualquer mulher que eu quiser.— Dmitry declara, olhando-me no fundo dos olhos.— Você é apenas mais uma, que será morta.— sorri perversamanete, circulando o dedo em volta do meu rosto.— Na hora que você me quiser, honey, eu vou te rejeitar.
— Eu nunca vou querer você.
— Gosta dos vovôzinhos, né? — me provoca.
E avisto o fogo se alastrando pelo motor do carro.
— Se não sairmos agora, vamos morrer queimados! — aviso.
— E se eu quiser te deixar aqui dentro? — Dmitry ameaça, acariciando minha bochecha com perversidade. — Mas hoje estou generoso.— destrava a porta, e pulo para fora.
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Algumas horas depois.
Aeroporto de Moscou/ Rússia.
Sinto um alívio tão grande quando eu entro no avião, é como se eu finalmente tivesse um pouco de liberdade. Mesmo sabendo que serei monitoriada nos EUA, eu nunca pisarei aqui de novo.
Encosto a minha cabeça na janela e sinto as lágrimas escorrendo, vendo avião seguir voo.
A viagem dura aproximadamente 18 horas.
Até que a aeromoça informa que estamos em Nova York.
Quando ouço aquilo, eu sinto meu coração bater um pouco mais acelerado.
Meu passaporte é checado pela polícia e fico receosa com aquele cão farujador que está com o policial, com medo que tenha alguma coisa ilícita dentro da minha mala.
Suspiro aliviada, quando autorizada a passar e saio pelo portão de desembarque.
O primeiro rosto que revejo em minha frente segurando o cartaz com nome escrito: Dmitry Petrov. É da sobrinha do Arthur, ela perde o brilho no olhar, quando me vê.
Há outros seguranças a acompanhando, com certeza são os urubus contratados pelo russo para seguir cada passo meu.
E resolvo não abaixar a cabeça, para aquela mulher que tanto me causou m*l. E levanto a cabeça, pisando bem firme com meu salto, mostrando que a Laura frágil que foi zombada e humilhada, ela pode sim dar a volta por cima.
Quando chego próximo o suficiente, a encarando de cima abaixo.
— Leve a minha bolsa.— estendo.
A sobrinha do Arthur acha graça, como se meu pedido soasse como uma piada.
— Quem é você pra me mandar?
— Quer mesmo saber?— fico cara a cara com ela.— Eu sou a mulher do seu chefe, e mereço respeito.
— Eu nunca vou dá respeito a uma suburbana.— me ofende.
— Quer mesmo que eu ligue pro russo?— saco o celular.— E eu mande acabar com você?
A cara da loira se impandice, quando percebe que estou falando pra valer. É a primeira vez que eu bato de frente, e a ameaço.
Então ela puxa minha bolsa, para carregar. Só em ver essa Scarllet se sentindo humilhada, é a melhor sensação do mundo poder revindar na mesma moeda. E ter um poder maior que ela.
— Eu exijo ver a foto do meu filho.— completo, fazendo-a levantar o olhar. — O meu bebê que você roubou, sua ladra.— a acuso, enfatizando a última palavra. — Senão, eu mando eles te matar.— a faço encarar os brutamontes que nos cerca, todos armados.
A vigarista da sobrinha do Arthur se sentindo coagida, amostra através do celular, o rostinho do Noah.
E me encho de emoção ao vê-lo através da tela.
— Meu filho.— declaro.— Meu menino.