Antoni narrando
O silêncio dela me incomoda mas não tento mudar, ela ainda não está apaixonada por mim então tenho que agir normal por
enquanto, apenas amanhã serei mais doce.
Meu pai deu a ideia de almoçar amanhã na casa dele e levá-la para minha mãe a ver, já que está ansiosa querendo conhecer a Jade,
ele também está me ajudando a afastar a Julia dela, certeza que aquela lá quer minha mulher para ela e não vou deixar, a Jade é
minha, só minha.
Olho discretamente para o lado e vejo ela sonolenta e lutando para manter os olhos abertos, nesse momento queria poder levá-la para
minha casa.
— Está com fome? — pergunto e ela abre os olhos.
— Sim, mas quando eu chegar em casa faço algo rápido — ela diz e penso em uma possível parada
—Podemos parar em um restaurante no caminho, conheço um bom e calmo para jantarmos — digo e ela n**a com um gemido de
sono.
Ignoro as sensações do meu corpo ao olhá-la e apenas sorrio gostando de seu tom.
— Estou cansada senhor Antoni, melhor outro dia.
— Tudo bem, outro dia — já é um avanço não? Acho que a Jade com sono é mais receptiva, talvez eu dê calmamente no café dela
todo dia.
Dirijo em silêncio e fico olhando a Jade de olhos fechados em cada farol, estranho seu seio que parece maior do que de manhã,
talvez o decote tenha apenas decido.
Chego em frente o seu prédio e me viro para acordá-la, queria carregá-la no colo até sua cama, mas eu provavelmente seria preso se
ela acordasse.
— Jade — digo e passo a mão em seu rosto com cuidado e ela nem se mexe — Chegamos meu amor.
Digo baixo e ela continua dormindo, acaricio seus cabelos e ela faz um barulhinho quase que ronronando e a olho com um sorriso de
lábios.
— Chegamos — digo mais uma vez e agora mais alto, ela acorda assustada e retiro minha mão de seus rosto, ela fica espreguiçada
até cair a ficha.
— Me perdoa senhor Antoni, eu não queria ter dormido aqui, ai que vergonha.
— Tudo bem — digo me ajeitando e ela assente pegando a bolsa que cai em seu pé.
Saio dando a volta e abro a porta oferecendo minha mão a ela, timidamente ela aceita e a bloqueio de sair ficando em sua frente.
— Obrigada senhor Antoni, e desculpa por dormir aqui.
— Boa noite Jade — digo e seguro em sua nuca beijando sua bochecha perto de sua boca.
— Boa noite — ela diz constrangida e me afasto.
Ela demora um pouco, mas sai sem olhar para trás, respiro feliz antes de voltar e colocar as mãos no volante novamente, ainda tem o
cheiro dela aqui. Olho em volta vendo o carro do segurança que deixei, abaixo o vidro e ele rapidamente sai vindo até mim.
— Boa noite senhor.
— Compre algum prato de comida em um restaurante bom por aqui e entregue para a Jade, deixe com o porteiro e avise que eu
mandei — falo e ele assente.
— Sim senhor.
— Boa noite, e me avise se qualquer coisa acontecer — digo e saio com o carro já tranquilo sabendo que ela será vigiada.
Mandei algumas empregadas comprarem as melhores coisas femininas para deixar em minha casa, de produto de beleza a roupa, e
agora mandei comprarem o seu perfume, já devem ter chegado em casa.
[...]
Chego e vejo a residência vazia, subo direto para meu quarto e vejo as compras em um canto do closet, amanhã irei analisar e ver o
tamanho do que compraram.
Não que eu irei proibi-la de usar se for curto, apenas vou me preparar com mais seguranças e mandarem quebrar a cara de quem
olhar, eu até tenho gosto de fazer isso com os outros, mas não posso deixar que ela veja e pense que sou doido.
Vejo na parede do quarto o controle da casa e diminuo a intensidade da luz, ligo a banheira na água quente e programo para avisar
quando estiver pronto.
Tiro minha gravata e terno dobrando antes de por no cesto de roupa suja, guardo meus sapatos na sapateira e tiro meu relógio. Me
sento na poltrona do quarto vendo as câmeras que instalei no andar da Jade e nada por fora, queria colocar no apartamento mas seria
muita invasão de privacidade nos primeiros dias.
Vejo a notificação do meu pai e respiro com raiva no instante em que leio, aparentemente a Julia pediu para ele tirar a Jade como
minha secretária porque acha que eu sou maluco.
Ela que é maluca, e m*l educada, me atrapalha em tudo e nunca me respeita como seu superior na empresa, só não a demito porque
meu pai gosta dela, fala que ela é maluca e a secretária que nunca deu problema com os filhos dele ou esposa.
Meus irmãos hoje em dia trabalham de casa ou raramente vão, meu irmão mais velho o Andrew vem quase sempre na empresa e
outros dias trabalha de casa, ele é pai solteiro então dá mais prioridade para minha sobrinha.
Já o Alec meu irmão mais novo, trabalha totalmente de casa e fica responsável em gerenciar a empresa na parte de vendas em outros
países, então fica sempre viajando, é até bom porque na empresa ele só arrumava confusão e corações partidos transando com
algumas funcionárias.
A notificação da câmera me avisa que reconheceu o rosto da Jade, entro no aplicativo correndo e tenho tempo de assistir ela pegar a
comida e trocar três palavras com o porteiro antes de entrar me fazendo perder sua bela visão. Jogo o aparelho na cama indo para
minha banheira.
[...]
Acordo assustado com gritos perto de mim e vejo minha mãe no cômodo.
— O que estão fazendo aqui? — pergunto me sentando e meu pai se senta na ponta da cama fugindo dos tapas dela.
—O senhor Russo gostosão recebeu essa sacola aqui hoje de manhã — ela diz irônica e joga uma embalagem preta em mim.
— E o que tem ? Fala sério vocês brigam por tudo.
— Sua mãe que está brigando dessa vez, ela acha que comprei um perfume para outra mulher, mas falei que era seu para a Jade e a
teimosa não acreditou, então vim aqui para você confirmar e ela me pedir desculpas.
— Ah bom que vou pedir desculpas, eu estou certa — ela diz de braços cruzados e olhando para cima.
Abro o pacote vendo o perfume que pedi ontem, Seguro o frasco espirrando no ar e inalo sorrindo ao sentir seu cheirinho, acho que
nunca vou enjoar desse aroma.
— É da Jade mãe, acho que o motorista se confundiu e entregou para o pai — falo e meu pai ri a olhando.
— Eu aceito suas desculpas querida.
— Hum — ela sai desfilando para fora do meu quarto e ele a segue totalmente apaixonado.
— Amorrrr — ele a chama e fecha a porta antes de ir. Vejo no despertador serem cinco horas da manhã e caio na cama novamente
agora abraçado com o travesseiro que ficou o cheirinho do perfume, da minha doce Jade.