nayla Miller ⭐
O vilarejo estava um verdadeiro caus. Plebeias, camponesas, nobres, todas correndo para pegar seus vestidos e se arrumarem.
Só se ouvia fala de duas coisas " quero ser a escolhida da princesa" e " espero que o príncipe me convide para dançar".
Termino de comprar um pão com o padeiro, pego layla no colo e vou para fora. Preciso tomar cuidado para não trombar com as mulheres que corriam de lá para cá, todas desesperadas com o baile que estava por vir.
Chego em casa em poucos minutos, entro e escuto minhas irmãs brigando entre si para ver quem daria o primeiro passo com o príncipe. Coloco o pão na mesa e subo para meu quarto.
Coloco layla na cama, a mesma se acomoda e deita ali mesmo. Vou ao banheiro e tomo um banho, não tinha perfume ou algo que me desse um jeito forte, apenas meu sabonete que eu mesma fazia.
Usava a essência de rosas para fazê-lo.
Saio do banheiro enrolada na toalha e olho para layla na cama.
- será mesmo que devo ir?- pergunto passando a mão nos meus cabelos que estavam presos.
Ela solta um miado.
- posso entender isso como um não?- pergunto.
Na mesma hora, layla solta um leve rosnado.
- eu imaginei!- falo suspirando.
- que bom que essa gata manda em você!- fala tailane entrando no quarto.
Me sento na cama e olho para tailane.
- eu não sirvo para essas coisas!- falo.
- papai iria querer que participasse!- fala ela.
Ergo a sobrancelha como se falasse " vai mesmo coloca ele no meio?".
- falando no papai, tenho uma coisa que ele iria querer que usasse!- fala ela.
Tailane vem até mim, se senta na cama do meu lado, fazendo layla de levantar e achar um canto para dormir em outro lugar.
Ela pega uma pequena caixa do seu bolso, coloca nas minhas mãos e sorri.
Olho para a pequena caixa, ela era uma caixa bem simples, não tinha nada de especial. Abro a tamba da caixinha, vejo um colar ali.
Ele era toso prateado, no centro avia como se fosse uma pedra preciosa, era um rosa bem claro, parecia mais um diamante.
- nossa, é lindo. Como encontrou isso?- pergunto tocando levemente na pedra com medo de quebrar.
- estava mexendo as coisas do papai, achei isto e está carta!- fala.
Olho para ela e vejo estendendo uma carta em suas mãos. Coloco o colar na caixinha, pego a carta de suas mãos e observo.
A carta estava um poucoa desgastada, como se já estivesse velha e escrita a alguns anos atrás.
- nós vemos no baile, irmã!- fala ela tocando rapidamente no meu ombro e saindo do meu quarto.
Coloco a caixa com o colar dentro no móvel do lado da minha cama, tiro meus sapatos e me acomodo melhor na mesma. Layla vem até mim e se deita me olhando.
Dou um suspiro, tomando coragem para abrir a carta.
Minha doce e amada filha nayra.
Estou escrendo isso no momento em que você completa seus dez anos.
E se você tiver lendo isso... provavelmente me transformei em uma estrela cadente.
Minha filha, sei que safira não cuida bem de você e o único apoio que você terá de tailane, sei que muitas das vezes vai passar nessa sua inocente cabeça que quer desistir e larga mão de tudo, mas eu digo " não desista filha".
Você tem uma missão muito grande e esse peso nas suas costas é um efeito colateral dessa missão. Existe coisas que você não sabe e coisas que me assombram por ter escondido de você, e eu queria muito te explicar pessoalmente isso, mas essa carta é só um porto de segurança, causo eu não esteja ai para isso.
Vá ao castelo de jade, procure pelo segurança dantas, ele saberá te explicar, só leve junto com você quem você confie de olhos fechados, confie em mim.
Nayra, eu te amo minha filha, seja corajosa!
Meus olhos estavam cheios de lágrimas, mais os questionamentos que estava na minha cabeça era maior do que o aperto que meu coração ficou.
Que coisas ele escondia de mim?
Que missão eu tenho?
Que é esse tal dantas?
O que o castelo tem a ver com isso?
Que coisas assombram ele?
Layla coloca a patinha na minha mão, olho para ela, dou carinho. Passo a mão nos meus cabelos, me levanto da cama, vejo pela janela, estava anoitecendo e logo a hora do baile iria chegar.
Pego a escova de cabelo e começo a pentear delicadamente meus cabelos ruivos andulados. Até que eu me achava bonita. Meus cabelos ruivos iam até o meio das minhas costas, meus olhos eram verdes bem claros, herança de meu pai, tinha algumas sardas pelo meu rosto e elas nunca me incomodaram, apenas minhas irmãs que me chamam de sarnenta. Minha pele era clara e meus lábios nem tão grandes, nem tão pequenos, eram em uma tonalidade rosa claro.
Faço um coque alto nos meus cabelos, deixando meus pescoço e orelhas espostos. Algumas mecham do meu cabelo se soltaram, dando um charme a mais para o penteado.
Escuto layla miar, olho para o chão e vejo ela me entregando o colar do meu pai, pego e olho para ela.
- acha que devo usar?- pergunto.
Ela mia. Dou um sorriso, coloco o colar, toco na pequena pedra enquanto olhava meu reflexo pelo espelho. O rosa da pedra parecia estar ficando mais forte a cada minuto, mais em um piscar de olhos volta ao normal.
Devo estar plefando.
Vou até minha cama e pego a caixa com o vestido em baixo da cama. Antes de abrir, escuto um barulho de carruagem, ando até a janela e vejo minha mãe e minhas irmãs entrando na carruagem e logo partindo para a direção do castelo.
Volto e abro rapidamente a caixa, sinto meus olhos brilharem ao ver na frente do vestido, um salto alto branco, combinando com a cor do vestido.
Rapidamente coloco o salto, pego o vestido, esticando ele e vendo como era lindo.
Coloco ele, com um pouco se dificuldade, pois era muito grande.
Ando na direção do espelho para olha-lo melhor.
Ele era branco, mais não tão branco, um branco mais escurinho. Tinha detalhes de renda por todo vestido, bem apertado da cintura até meus s***s. Da cintura, ele vai se abrindo e se tornando um belíssimo vestido rodado.
Dou um sorriso.
- o que acha?- pergunto e me viro para layla.
Ela solta um miado mais animado, dou risada e pego ela no colo.
Desço as escadas, saio de casa e vejo a carruagem chegando.
- senhorita!- fala um homem super elegante.
Aceno com a cabeça, ele abre a porta da carruagem, entro e coloco layla do meu lado.
- estou um pouco nervosa!- falo passando a mão em seus pelos.
A carruagem começa a andar. Olho pela janela, está na hora do baile.