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DOIS CORAÇÕES GELADOS (MORRO)

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intro-logo
Sinopse

Carolina nasceu no meio do crime, filha de um dos chefes mais temidos do complexo do Alemão e irmã de bandidos perigosos – e aprendeu cedo a se blindar. O seu nome carregava respeito e medo, ninguém ousava chegar perto... Até que o gavião apareceu. Cria da Maré, gerente geral do tráfico e homem de sangue gelado, ele nunca abaixou a cabeça pra ninguém. O encontro entre os dois no baile da Disney começa com provocações e brigas de egos, mas logo vira uma perseguição incontrolável – uma ligação intensa entre dois corações fodidos demais pra amar e orgulhosos demais pra ceder.

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cap 01 saindo escondida
Carolina Carol: não vai dar em nada. Vocês tem mais medo que eu cara. Tem que pensar na adrenalina – cruzo meus braços intercalando o olhar do Gabriel pra Bia. Gabriel: teu irmão não tinha dado ordem pra barrar tua saída? Tá arrumando sarna pra se coçar. Carol: se eu for obedecer sempre o Luan, nunca mais saio. Outra, todo mundo vai estar de olho no baile daqui. Inclusive ele que vai estar lá. Beatriz: eu animo, os bailes daqui são sempre os mesmos rostos – concordo, vendo ela mexer no cabelo que cortou recentemente, ficou linda. Hoje era sábado e como uma boa carioca raiz, eu amava os bailes. Hoje, queria ir pra um longe daqui. E bom sair um pouco da bolha, desse ciclo. Sempre as mesmas pessoas, mesmas coisas. Uma hora enjoa. Além disso, com o Luan no meu pé, qualquer tentativa de me divertir virava um sufoco. Parece que ele tem radar. Não posso fazer absolutamente nada, na cabeça dele eu ainda sou a irmã caçula, menor de idade. E por eu ser a única mulher, aí sim que esse homem surta. Lá em casa somos em três. Luan de 27 anos, depois vem o Matheus de 25 e eu com 19. Minha mãe, dona Carmem, criou os três na unha, praticamente sozinha. Meu pai era o chefe do complexo do Alemão, morreu em uma operação. Como filha, eu senti muito a dor, mas eu tenho certeza que doeu dez vezes mais na minha mãe. Porque pra mim, Luan fez mais o papel de pai do que ele. A maior parte da minha vida foi ausente. Mas não era de se esperar menos... ele tinha a mulher dele e a minha mãe era somente a amante que ele engravidou. Mas quando ele faleceu, o Luan se perdeu no mundo do crime. Matheus viu oportunidade de fugir daqui e foi embora. E minha mãe pegou o que restava de dignidade e dinheiro e transformou em loja. Hoje ela tem várias espalhadas pelo Rio, empresária das brabas. Eu me mantenho com meus serviços. Faço provador, presença em evento, recebo uns mimos, dou uma de influencer. O povo adora se sentir próximo de quem tem algum tipo de ligação com o tráfico, e eu sei usar isso a meu favor. Mas mantenho minha imagem blindada. Exponho na rede social somente aquilo que eu quero que as pessoas saibam. Depois da make pronta, fui escolher a minha roupa. Demorei, mas por fim escolhi um vestido justo, salto, cabelão escovado. Depois de um tempo a Bia e Gabriel chegam, esperamos só ficar um pouco mais para sairmos. Pegamos um Uber até a Maré e de lá subimos de moto-táxi. Salto no morro não combina com caminhada. Iria chegar com os pés doendo e suada pra caramba. Quando pisamos na quadra, o baile já tava fervendo. Famoso baile da Disney, o maior e melhor. Mando mensagem pra minha amiga que mora aqui no complexo, não demora muito e ela busca a gente na entrada do baile. Suzi: achei que tu nem vinha, cara – vem andando devagar por causa do salto. Assim que chega, me abraça e eu retribuo trocando beijo no rosto dela. Carol: falei que vinha. Quando eu falo, tu sabe que eu cumpro... Tá sozinha hoje? Suzi: Sozinha, mas sempre vigiada, né? Ela virou discretamente o rosto e vi um segurança da boca encarando ela – minha sombra tá sempre atrás. Suzana é amante de um traficante daqui do complexo. É praticamente esposa mesmo, papo dele andar com ela pra cima e pra baixo como se fosse mulher dele. Acho errado ficar com homem casado sim! Mas eu e ela somos amigas bem antes dela ficar com esse fofão. Suzi: A Bia eu já conheço, agora ele ainda não – ela olhou de cima a baixo pro Gabriel e sorriu – quem é? Carol: Esse é o Gabriel, meu chaveirinho. Ela se aproxima trocando beijo no rosto com ele – vamos entrar? Suzi: vamos, sejam bem vindos ao baile da Disney. Ela foi na frente guiando nós três. O baile estava lotadíssimo, mesmo sendo só 02h da manhã. Fazia meses, quase um ano, que eu não vinha pra esses lados. Confesso que adoro os bailes daqui. Enfim, como beber de graça nas custas desses bandidos amostrados, né? Teve uns que subiram balde pra cá, mesmo a Suzi pegando tudo na conta do macho dela. Carol: Pisca xereca quando vê o parafal, então roça nos amigos da boca, roça, roça nos amigos – canto enquanto danço tendo a certeza que tem um monte de bandido olhando na nossa direção. Parei uns minutos de dançar. Me encostei na grade e fiquei trocando olhares com um cara do outro lado da quadra. Ele me olhava com vontade. Mas bastou eu dar dois passos em direção a ele que uma garota brotou do nada e grudou nele. No mesmo instante eu desvio o olhar: homem comprometido eu não mexo. Sou p*****a, mas tenho noção. Carol: quero ir no banheiro – falei perto do ouvido do Gabriel – vai comigo? – ele n**a – por favor amigo. Gabriel: vamo logo, cara. Parece que tu tá bebendo cerveja – me puxou pela mão, rindo – você deve ter problema nessa bexiga, não é possível. Carol: mas é meu primeiro xixi, que abuso. O calor de andar na pista era horrível, dava até falta de ar de passar em alguns lugares. Mas fomos usar o banheiro daqui de fora, que pra minha sorte não estava podre. Quando estava voltando, eu paro na frente de um menino do movimento que estava segurando uma sacola e carregando a ecobag. Não gosto de usar drogas com frequência, mas vez ou outra não mata ninguém. Peço um bico verde e fico esperando ele me dar, enquanto fica jogando papo. – Toda bonita tu, garota. Meu coração nem aguenta. – disse o menino, brincando. Carol: Cadê meu troco? Junto as sobrancelhas – tá me enrolando aí. – Aqui, princesa. Me entregou. – Próxima eu faço até de graça pra tu. Carol: olha que eu volto só pra te cobrar – ri, entrando na onda. Não tenho interesse nele, mas tirar graça não mata. Viro meu corpo pra sair, e esbarro com alguém. Naquele momento nem consegui ver quem era, segurei o vidro na mão pra não cair no chão, e senti o impacto do músculo do homem bater em mim. – Presta atenção, garota! Tá de s*******m? Quase derrubou minha bebida. Carol: se liga, cara. Quem tem que prestar atenção é você: eu de costas e você vindo na minha direção – respondi sem pensar. – Maior cara de patricinha – fala com a voz baixa e me olhando com desdém – vocês sobem a favela e acham que essa p***a é bagunça. Aqui não é igual na pista não. Presta atenção. Ele soltou essa e me deu as costas, assim sem mais nem menos. Não aguentei e dei uma risada espontânea: não era possível que esse louco achasse que estava certo. Carol: nem pra pedir desculpa, comédia s*******o – no mesmo instante, sinto uma puxada forte no meu cabelo forçando meu corpo pra trás. – Repete, garota. – a mandíbula dele travada, olhos cheios de raiva. E eu friso meu olhar no seu rosto, agora mais de perto. Gabriel: Solta minha amiga! Ela já tá meio alterada, deixa ela – sinto a mão dele no meu braço. Carol: Tu se esbarrou em mim e nem desculpa pediu. E comédia sim – encarei de volta, sem abaixar a marra. A dor no couro cabeludo era forte, mas eu quem cutuquei, então não iria abaixar a cabeça. Minha marra eu sustento pra c*****o até o final. Gabriel: cala a boca, Carolina – se meteu no meio, me puxando – ela está bêbada, ignora por favor moço. A gente vai sair do seu caminho. O cara soltou meu cabelo com raiva, apontando o dedo na minha cara. Me segurei muito pra não meter a mão na cara dele. – Melhor tu sair da minha reta. Se eu te trombar de novo, vai ser sem massagem. Carol: bruto e bravo, costuma ser meu tipo – falo contra sua cara e ele não esboça reação alguma. Apenas me solta e dá as costas. Gabriel: segura a tua língua, a gente vai tomar uma coça. Saio com ele bufando e reclamando horrores no meu ouvido – em parte estava certo. Mas eu tenho uma raiva de homem que se acha, ainda mais porque é bandido. Cresci cercada por bandidos, sei como eles são. Meu m*l é que eu não aguento baixar a cabeça pra ninguém. Gabriel: Tu é maluca, Carolina. Tá procurando cavar tua cova de graça, c****e. Respeito é dado conforme recebido, independente de quem seja. Foi escroto comigo? Vai receber o mesmo. Chegamos no camarote e contei tudo pra Bia e Suzi, que ficaram passadas. Quando o gavião passou por perto de novo, apontei discretamente mostrando pra minha amiga quem era. Ela é daqui, deve conhecer. Carol: é aquele ali – ela olhou, arregalou os olhos e soltou um "vish" baixinho.

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