Capítulo 35:

3129 Palavras
Ashlyn   Foi muito duro passar a noite no apartamento de Oliver e Garrett, dormir pela primeira vez na cama dele, mas sem a presença dele. Os travesseiros estavam impregnados com o cheiro dele, o que só me fez ficar rolando na cama metade da noite. Como ele estaria na cadeia? Será que tinha passado bem a noite? Será que algum preso tinha batido nele? Minha preocupação era tanta que até sonhei que era acordada com a notícia de que ele tinha sido espancado na cadeia e ido para o hospital de novo. Foi a luz da manhã entrando pela janela que me acordou, revirei na cama ainda me sentindo exausta e abri os olhos. Tomei um susto quando vi Garrett parado de pé. Estava encostado no guarda-roupa de frente para cama, as muletas apoiadas ao seu lado. Pisquei para ter certeza de que ele realmente estava ali. - Bom dia, é uma visão e tanto te ver dormindo em segurança na minha cama. Você está linda! - sorriu. Afastei as cobertas me dando conta de que ele realmente estava ali e pulei para fora da cama. Fui até ele e o abracei com força. Garrett envolveu os braços em volta de mim, me apertando contra ele. Fechei os olhos e agarrei sua camisa. Como era bom sentir o calor do corpo dele. Sentir seu perfume e as caricias de seus dedos contra meus cabelos, enquanto distribuía beijos no meu ombro. - Você tá mesmo aqui! - sussurrei ainda de olhos fechados, tinha medo de abri-los e acordar na cama. - Eu falei que não ia ficar muito tempo preso. - respondeu me soltando. Levei um segundo a mais para abrir os olhos e meu coração se derreteu todo quando encontrei seus olhos esverdeados me encarando. - Eles machucaram você?! - acariciei seu peito em busca de hematomas ou pontos dolorosos. - Não! - ele sussurrou. Usou os dedos para erguer meu queixo e me beijou. Garrett gemeu, segurando meu rosto com força e sua língua invadiu minha boca. Agarrei seus ombros cobertos de tatuagens e investi contra ele. Tinha ficado com tanto medo de algo dar errado na cadeia e demorar meses para ficar assim com ele, que não queria perder mais tempo. Uma das mãos dele envolveu meus cabelos e inclinou minha cabeça para trás. Quando ele cravou seus dentes e sua língua em mim, ofeguei, não conseguindo me importar com Oliver e Scar no apartamento. - Eu devo estar fedendo a prisão! - ele gemeu, respirando fundo e se afastou de mim. - Não está não! - neguei com a cabeça. - E quem está se importando com isso? - ofeguei e agarrei seu rosto, beijando-o de novo. Eu precisava ficar com ele, ter certeza de que ele estava ali de verdade, que eu não estava sonhando. Garrett envolveu um braço em torno da minha cintura e com a outra mão tateou até encontrar uma das muletas, ouvi o barulho quando uma caiu no chão e ele segurou a outra. Eu queria ajudá-lo a chegar até a cama, mas ele não parou de me beijar, até meus joelhos baterem nela e eu cair sentada. Largando a muleta ele se inclinou sobre mim e eu me ajeitei na cama, até deitar minha cabeça nos travesseiros. Seus lábios voltaram a cobrir os meus e suspirei. Se alguém pedisse eu não conseguiria explicar em palavras como era sentir a boca dele sobre a minha de novo. Mergulhei uma das mãos por baixo da camisa dele, arranhando suas costas. Parte de mim queria marcá-lo, para que todo mundo visse que ele era meu e que eu não estava disposta a dividi-lo com alguém. Garrett gemeu, lambendo minha boca. A barba por fazer arranhou meu rosto e me arrepiou quando ele desceu os lábios pelo meu queixo. Sua língua subiu da minha clavícula até o lóbulo da orelha, lambendo a pele sensível e me excitando. Sem vergonha nenhuma, desci a mão pra dentro da calça dele e apertei sua b***a, trazendo-o de encontro a mim.     Garrett   Me afastei de Ashlyn, apenas para ter espaço para arrancar minha camisa e jogá-la longe. A expressão dela quando me viu sem camisa, o jeito como mordeu o lábio inferior me desejando, fez eu me sentir o homem mais filho da p**a, f**a e sortudo do mundo. Eu já tinha sido cobiçado por milhares de garotas antes, mas nada se comparava a ser cobiçado por ela e seus olhos azuis tão expressivos. Eu daria qualquer coisa à ela, faria e prometeria o que ela quisesse para que Ash continuasse me olhando assim pelo resto da vida. Mordisquei seu ombro e afastei a alcinha cor de rosa do seu baby-doll, descendo-a pelo ombro dela. Com a outra mão fiz o mesmo que Ash, ergui a blusinha que ela usava e acariciei sua barriga, meus dedos foram subindo até agarrar um dos seus s***s. Eu tinha passado a noite toda na cadeia fantasiando o que iria fazer com ela quando a encontrasse de novo. Jurei para mim que assim que saísse daquele lugar ia aproveitar todos os segundos com ela. - Você acaba comigo Ash! Ainda não acredito que tudo se resolveu entre a gente. Voltei a beijá-la, precisava senti-la de todos os jeitos possíveis e ao mesmo tempo. Quando entrei no quarto e a encontrei dormindo na minha cama, minha ideia era apenas me juntar à ela e ficarmos por ali. Talvez se eu passasse o dia todo com ela do meu lado, eu conseguiria me acostumar de uma vez com a ideia de que estávamos juntos, talvez assim o medo dela me deixar de novo desapareceria. Mas a necessidade de estar dentro dela de novo falou mais alto e agora eu não podia mais recuar, nem mesmo se eu quisesse. Levantei a blusa dela e agarrei um dos s***s com uma mão, o outro eu cobri com a boca. O tronco dela se arqueou na minha direção, seus dedos agarraram meus cabelos e notei a tentativa de manter o silêncio. Suguei a pele macia em torno do seio dela, minha língua passeando pelo bico macio. Naquele momento me dei conta do tamanho da saudade que eu sentia dela. Um gemido primitivo escapou da minha garganta e agarrei o outro seio com força quando meu lado machista me lembrou que eu tinha sido o primeiro e o único a tê-la dessa forma, a vê-la e experimentá-la. E eu ia me esforçar muito para que continuasse assim. Afastei minha boca de um seio e abocanhei o outro, dando a mesma atenção merecida. - Ah... Senti falta disso! - Ash gemeu, contorcendo-se toda embaixo de mim. Eu teria respondido que também tinha sentido uma falta absurda de cada parte dela, mas minha boca estava ocupada demais para perder tempo com palavras, então resolvi continuar demonstrando. Libertei o seio dela e desci minha língua pelo esterno até a barriga. A pele dela se arrepiou sob meu dedos e seus risinhos ofegantes me encheram de uma paz que há muito tempo eu não sentia. Enganchei os polegares naquele shortinho cor de rosa e puxei para baixo. Que bom Oliver ser meu primo, ter namorada e ser de confiança ou teríamos problemas se ele sequer visse Ash de relance naquela roupa. Isso porque era um baby-doll discreto, imagina a dor de cabeça que eu teria se fosse uma lingerie provocativa. Suspirei cheio de deleite e meu p*u latejou de tão duro que ficou quando vi que Ashlyn não estava usando calcinha. - Você sabia que eu vinha né? Achei que ia surpreender você e o surpreendido fui eu. - gemi. - Do que você está falando? - Você vestida assim na minha cama. - suspirei. - Scar me emprestou essa roupa. Era um dos seus modelitos mais discretos, mas se você gostou tanto assim, posso pedir o endereço da loja pra ela. - Ash sorriu me olhando. - Faça isso! - assenti e mergulhei minha boca na coxa dela. Ashlyn gemeu e deixamos a conversa de lado. O short deslizou pelas pernas dela, até ser largado no chão. Minha perna engessada atrapalhou um pouco, mas consegui me posicionar entre as pernas. Mordisquei sua coxa e subi, quanto mais Ash se contorcia e se arrepiava, com mais t***o eu ficava. - Garrett... Abocanhei o c******s dela num gemido abafado e Ash gritou embaixo de mim. De relance vi quando suas mãos agarraram o lençol da cama. Meti minha língua nela, lambendo os lábios, o c******s e enfiando minha língua dentro dela. Eu queria ter feito isso na noite do aniversário dela, mas me contive por ser nossa primeira vez. Desde então eu fiquei sonhando com esse momento, achando que estava perdido quando nos separados. Agora eu conseguia ver que minha imaginação não tinha feito jus àquele momento. O gosto dela era perfeito, a melhor coisa que eu já tinha experimentado, cada parte dela tinha sido feita para mim e agora eu já estava viciado nela. Afastei mais as pernas de Ashlyn, imobilizando seu quadril e meti contra ela sem dó. Prendi seu c******s entre meus lábios e minha língua desenhou todo seu contorno com urgência, eu queria memoriza-la. Ash levantou o tronco da cama e jogou a cabeça para trás. Eu nunca mais ia ser o mesmo depois de hoje e iria me assegurar de que ela também não, que depois de hoje ela nunca mais ia conseguir ser de outra pessoa. Eu estava roubando tudo dela para mim, e só para mim. E estava me entregando inteiro a ela. Meti dois dedos dentro de Ashlyn sem parar de c****r aquele pontinho delicioso. Ela mordeu o punho cerrado, abafando seu grito e estremeceu contra o colchão. Agarrei seu quadril com força quando ela tentou se afastar e continuei sorvendo dela. Quando me afastei, foi para tirar o restante das minhas roupas e dar tempo a ela para se recuperar. A d***a do gesso atrapalhou um pouco o processo. Seu peito subia e descia rapidamente conforme ela respirava, mas o sorriso que deu quando me encarou, me levou as alturas. - Você realmente estava falando sério quando disse que eu não sabia o que era pegar pesado. Sorri, lembrando da noite do aniversário dela. Ash tinha me acusado de estar pegando pesado com ela na nossa primeira vez, porque usei minha boca para beijá-la e meus dedos para estimular seu c******s. - Viu só como foi bom não te mostrar tudo de primeira? - sorri todo convencido. Ashlyn sorriu com malícia concordando comigo. Deslizei a c*******a pelo meu p*u, acariciando toda sua extensão, sem resistir a me exibir um pouco para ela. Um homem deve se orgulhar de seus atributos. - Vem cá! - ela ofegou estendendo as mãos para mim. Segurei as mãos dela, beijando seus dedos, antes de beijar sua boca. A perna engessada voltou a atrapalhar um pouco quando me impulsionei para dentro dela, mas nada que diminuísse o nosso prazer. - Ah Garrett... Eu te amo! - Ash cravou as unhas nas minhas costas. Meu medo de que ela me deixasse de novo sumiu completamente quando nos unimos. A certeza das palavras dela, de que ela era tão incapaz de viver sem mim, como eu de viver sem ela, me acalmou. Meus lábios cobriram os dela, abafando nossos gemidos. Precisei me afastar diante da necessidade urgente de penetrá-la com todas as minhas forças, de me enterrar dentro dela o mais fundo que eu conseguisse. Ashlyn inclinou o quadril na minha direção, suas unhas afundando na minha pele, me dando exatamente o que eu precisava. Bombeei para dentro dela num frenesi constante, até que o o*****o libertador quase me fez gritar e tombar na cama ao lado dela sem forças.     Hilary   Eu tinha acabado de tomar o que as enfermeiras chamaram de café da manhã e eu de comida sem gosto, quando Austin entrou no quarto acompanhado de dois policiais e um outro homem. - Meu amor, estes policiais estão aqui para tomar seu depoimento. - Você está em condições de depor? - o policial perguntou. - Sim, claro que sim! - assenti e com esforço me sentei na cama. - Vou deixar você sozinha com eles. - Austin se aproximou e me beijou. Sorri para ele antes que me desse as costas e me deixasse sozinha. Assim que a porta fechou um dos policiais se aproximou. - Senhorita poderia nos contar exatamente o que aconteceu anteontem quando foi assaltada? - o policial perguntou se aproximando da cama e assenti. Vi quando o homem que acompanhava os policiais, sentou na poltrona e da bolsa que trazia consigo tirou um notebook. Quando ele o abriu, encarou o policial e o policial me olhou. - Eu estava indo para o apartamento do meu namorado quando quatro homens mascarados me abordaram, apesar de estar de dia, não tinha ninguém na rua. Eu pedi que me deixassem ir, mas eles bloquearam meu caminho... Um deles agarrou minha bolsa, achei que era um assalto, mas ai ele jogou a bolsa no chão. Então um braço me envolveu por trás e agarrou minha cintura, comecei a gritar com medo do que eles iam fazer, mas um outro que estava na minha frente me deu um soco na boca, já fiquei zonza nesse momento e sem forças para gritar. - respirei fundo, era desagradável lembrar daquilo. - Enquanto esse cara me batia, o outro me segurava e os outros dois ficavam apenas assistindo e zombando de mim. Ouvi um deles dizer que eu deveria ficar nua para a humilhação ser completa. O outro, o que estava me batendo não concordou, levou segundos para eu desmaiar e aí quando acordei já estava aqui. - Você lembra se algum deles falou algo que possa dar uma pista do por que fizeram isso com você? - Não, só lembro deles rirem, mandarem o cara bater mais, detonar minha cara bonitinha. Não faço ideia de quem fez isso, mas tenho minhas suspeitas. Acredito que Adam tenha sido o mandante. - suspirei. - Pode provar o que está dizendo? - Não, mas como me informaram nada de valor foi levado da minha bolsa, nenhum bandido simplesmente espanca você e vai embora sem levar nada ou sem te violentar. E Adam sempre teve um caráter violento. Ameaçou e coagiu minha amiga, estava furioso com ela no dia do assalto. Ele pode ter muito bem ter me usado para atingir ela, para botar medo e obrigá-la a continuar com ele. - mordi o lábio inferior. - E eu não sei se Adam sabe, mas fui eu quem convenci Garrett a ir atrás da Ash no apartamento dele, eu conversei com ele antes, falei para ele que minha amiga não estava bem e que algo estava errado. Em outras palavras eu instiguei Garrett a ir até o apartamento. Se Adam soube disso, isso pode tê-lo motivado a forjar a situação toda. - Entendo. O senhor Adam não está em condições de depor no momento, mas tudo será investigado. A senhorita tem algo mais a declarar? - Não, mas eu soube que o namorado da minha amiga Garrett está preso e isso é uma tremenda injusta. Adam é quem tem que estar atrás das grades não meu amigo. - respondi. - O senhor Grahan conseguiu um habeas corpus e saiu da prisão esta manhã. A senhorita pode ficar despreocupada, vamos apurar os fatos e fazer justiça. Se as acusações contra o senhor James forem provadas, a lei será cumprida. - Que bom, porque a prisão do Garrett foi um absurdo. - respondi indignada. Os policiais fizeram mais algumas perguntas e em seguida me deixaram sozinha. Saber que Garrett tinha sido solto tinha me deixado mais calma.     Garrett   Acordei com um barulho estranho de canetinha deslizando sobre alguma coisa. Vi as pernas de Ashlyn balando no ar e olhei para baixo, sua b***a deliciosa estava coberta por aquele shortinho rosa, a poucos metros do meu rosto. Ash estava deitada de bruços na cama, seu rosto focado na minha perna engessada, segurava uma canetinha vermelha na mão e havia outras coloridas no colchão perto dela. - O que está fazendo? - me apoiei nos cotovelos. Ash me encarou por cima dos ombros e fez uma careta. Sentou na cama de frente pra mim, dobrando as pernas. - Espero que não se chateie! Com um pouquinho de dificuldade, dobrei meu joelho e levantei minha perna engessada. Um sorriso i****a se apossou do meu rosto quando vi um grande coração vermelho desenhado e dentro dele as inicias G&A. - O pessoal na faculdade vai me zoar eternamente. - Desculpe! - ela fez uma careta. - Posso tentar concertar usando corretivo, pelo menos é branco. - Eu quero que eles se fodam! - sorri. - Mas tem muita canetinha aí pra quem só desenhou um coração. - Eu ia desenhar mais coisas. - deu de ombros, seu ar inocente fez eu me apaixonar ainda mais por ela. - Tipo o que? - Ah não sei... Árvores, uma casinha, um céu azul ensolarado.... - ela divagou e eu comecei a rir. - Ah claro, iam pensar que uma garotinha de 06 anos desenhou na minha perna, se aproveitando que eu dormia. - zombei. - Se quiser um nível mais profissional posso fazer aulas de grafite. - Quero que você venha aqui me dar um beijo. - estendi a mão para ela. Ashlyn sorriu e adorei sentir o peso dela em cima de mim, junto com seus lábios cobrindo os meus. - Sério, se você quiser eu vejo se dá para cobrir o coração com o corretivo. - ela falou muito séria. - Prefiro que você desenhe casinhas, árvores, passarinhos e o que mais quiser. Não quero que você tire. Eu vou adorar acordar e ver um coração com nossas iniciais dentro, vai me ajudar a suportar essa coisa. - De verdade? - sorriu animada. - De verdade! - assenti e a puxei para a outro beijo. Quando nos separamos Ash suspirou e deitou a cabeça no meu peito. - Como você conseguiu sair tão rápido da prisão? - perguntou, deixando as brincadeiras de lado. - O advogado me conseguiu um habeas corpus, vou poder responder à acusação do Adam em liberdade. O fato de eu ter colaborado e não ter ficha criminal ajudou, mas o advogado me alertou que talvez ele possa abrir um processo contra mim. - E isso é grave? - ela me olhou preocupada. - Você pode ir preso de novo? - Só se eu não tomar alguns cuidados, mas não é nada com que precisamos nos preocupar ok? - acariciei seu rosto. - O que importa é que eu tô aqui com você e não vou sair daqui. Eu juro! Ash sorriu mais tranquila e a beijei. Deixei as chateações de lado e tratei de aproveitar a companhia dela.
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