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Casamento Falso com um Mafioso

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Sinopse

Raisa presencia um assassinato, ela não consegue esquecer o assassino. Ela é obrigada a vender o negócio da sua família e o comprador é justamente o homem que ela viu matar um homem em sua frente.

Ela fica assustada, mas Killian é um homem persuasivo e sabe mais da família de Raisa do que ela mesma. Ela se vê obrigada a entrar em um casamento falso com Killian, o assassino.

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1. Falidos
Raisa Nós estamos falidos. Não importa quantas vezes eu digite os números no computador, a resposta é a mesma. Aqueles números não fazem sentido. Como isso é possível? Penso nisso comigo mesmo porque tenho medo de que, se expressar minha preocupação, ela se torne realidade. Pior, minha mãe ouvirá a preocupação e a raiva em voz. E não queria chateá-la, mesmo sabendo que ela tem culpa de tudo isso. Mas nós passamos por tanta coisa. Vamos. Vamos! Meus dedos batem com força no teclado enquanto digito os números novamente, e meu coração cai ao ver o mesmo resultado. De novo e de novo. O mesmo resultado. Apertei o botão limpar várias vezes até finalmente escorregar o computador para o lado. A sala fica menor por causa das caixas de papeladas que estou tentando analisar. Nunca toquei em nenhuma delas antes e estou começando a me perguntar se minha mãe já chegou a tocar. — Raisa?— Minha mãe, Kara, me chama nervosamente, estendendo a mão sobre a mesa em direção à minha. Seus dedos são finos – ela não come o suficiente – mas suas unhas estão sempre perfeitas. Ela mesma as faz, o que é bom, porque de acordo com esses papéis... — Estamos falidos — digo sem rodeios. Levantando meus olhos de suas unhas para seu rosto, percebo como ela se encolhe. — Meu Deus, mãe, há quanto tempo você sabe? Ela afasta a mão, encolhendo-se na cadeira. Seu cabelo na altura do queixo, do mesmo tom carvão que o meu, esconde seu rosto. — Não sei o que você quer dizer com isso. — Mãe! Essas contas estão uma loucura! — Não levante a voz para mim, Raisa Pavlova. — Ela muda para o russo e usa o tom que não ouço há anos, numa tentativa de reafirmar sua própria autoridade. Eu luto para evitar de revirar os olhos. Isso costumava funcionar quando eu era criança, quando os hábitos dela do velho país ainda conseguiam me assustar e me obrigar a fazer o que ela queria que eu fizesse. Mas não vou deixá-la tentar me calar. Não sobre isso. Isso é muito importante. — Você está preocupada com a minha voz? — Respondo em inglês e solto uma risada amarga antes de me levantar. — Nosso estúdio de dança está sufocado por essas dívidas! É com isso que você deveria se preocupar! Seus lábios entortam antes de se endireitar em uma linha apertada. Inclinando o queixo para cima, ela me observa com olhos semicerrados. Há fúria ali, mas não é dirigida a mim. — Nós fizemos o que pudemos, Raisa. Nós. Ela se refere a ela e ao papai. Inundada por uma onda de tristeza, giro e olho para as caixas cheias de provas de que nossa galeria de arte está falindo. — Tudo bem. Podemos consertar isso. Eu só preciso pensar. — Não há necessidade. — Levantando-se da cadeira, minha mãe vem até mim. Mesmo tendo quase quarenta anos, seu corpo ágil ainda consegue se mover com graça. Ela pratica balé desde os quatro anos e me ensinou tudo o que sei. Mas perder meu pai a envelheceu de uma forma que só o desespero pode fazer e, pela primeira vez, percebo que minha mãe está envelhecendo. — Encontrei um comprador. — Você o que? — Ele vem amanhã para ver o lugar. Está feito, Raisa. Quando ela se aproxima de mim, eu recuo. — Não podemos simplesmente vender a galeria! Somos donos dela desde que nasci. — As contas... você mesmo as viu. — Sim! Mas ainda assim, simplesmente jogar fora todo o trabalho que o papai fez neste lugar? Como você pode fazer isso? Ela se afasta, seu cabelo escondendo as maçãs do rosto. Ela sempre faz isso quando está sobrecarregada, como uma tartaruga enfiando-se no casco. Meu próprio cabelo cai em ondas longas até os cotovelos, mas eu o mantenho preso em um r**o alto, tornando impossível me esconder atrás dele. Quando eu era pequena, costumava enrolá-lo no queixo, fingindo que era uma barba, fazendo meu pai rir tanto que ficava vermelho como uma beterraba. Minha mãe respira profundamente. Eu a machuquei e odeio isso. — Mãe — começo me desculpando. — Você tem razão. — Ela enxuga os olhos. Mamãe nunca chora, nem na frente de ninguém. — Vender a galeria é vergonhoso. Por favor, entenda que eu faria qualquer outra coisa se pudesse. Mas não há outra escolha, Raisa. Uma sensação miserável e irregular percorre minhas entranhas. Não suporto vê-la tão infeliz. Não concordo com os planos dela, mas me preocupo mais em tirar a dor dela. — Está tudo bem, mãe.— Alcançando-a, eu a puxo para o meu peito. Temos quase a mesma altura, seu queixo roçando minha sobrancelha. Seus braços magros me envolvem instantaneamente, e o cheiro de seu sabonete com aroma de limão enche meu nariz. — Não se preocupe com isso. Vamos deixar isso de lado por enquanto. — Sinto muito, querida. De verdade. — Eu sei, mãe. E te amo, está bem? Seus braços apertam até minha respiração ficar ofegante. — Eu também te amo. — Ela me solta, batendo as mãos nas bochechas como se estivesse com calor. — Vou tomar um pouco de ar fresco. — Não se atreva a fumar um cigarro — eu a repreendo. Sua coluna se endireita antes que ela saia de vista, falando enquanto caminha. — Eu não fumo mais. Mentirosa. Mas está tudo bem. Todo mundo tem que mentir sobre alguma coisa. Meu telefone vibra no bolso de trás da minha calça jeans de cintura alta. Verifico a mensagem da minha amiga Chloe. Chloe: Vamos tomar uma bebida? Hesitando, olho novamente para as caixas que enchem a sala. Não é financeiramente sensato sair e gastar dinheiro em bebidas caras, não neste momento. Esta cidade, em particular, adora cobrar caro por desculpas açucaradas e diluídas para coquetéis. Mas, ao mesmo tempo, sei que não posso reduzir a dívida do estúdio com cinquenta dólares. E se vou gastar dinheiro em alguma coisa, posso muito bem usá-lo para me animar. Eu: Sim. Vejo você no Tiger's daqui a pouco. Sair do escritório me leva a um corredor curto. À minha direita está o banheiro; à minha esquerda está a área principal da galeria. É um espaço amplo com obras de artistas locais e internacionais, devidamente espalhadas. Em outros tempos teríamos uma fila de pessoas as observando, mas parece que as pessoas odeiam arte hoje em dia. O piso de madeira desgastado range quando eu o atravesso. Meus passos ecoam, abafados quando chego ao tapete empoeirado perto da porta da frente. A entrada tem algumas cadeiras antigas e uma exposição com folhas intocadas dos próximos programas. Olhando pelas janelas de vidro, posso ver minha mãe encostada ao lado da porta. Ela está se abraçando, olhando para cima, para o nada. Não vejo um cigarro em seus dedos. Ela deu algumas tragadas e já apagou? Ao abrir a porta, sinto um cheiro distinto do fumo, o que responde às minhas suspeitas. Mas eu não digo nada a ela sobre isso. Já a machuquei bastante hoje. — Vou encontrar Chloe — aviso. Ela franze a sobrancelha. — Espero que não seja no centro. — Está tudo bem, mãe. Você se preocupa muito. Ela abre uma carranca e cruza um pouco mais os braços. Isso faz sua jaqueta preta chiar. — Às vezes sinto que não me preocupo o suficiente. Especialmente sobre você. Ela me lança um olhar aguçado e agora é minha vez de recuar.— Coisas ruins acontecem no centro da cidade, Raisa. Coisas muito ruins acontecem com pessoas estúpidas que colocam o nariz onde não deveriam. Eu dou a ela um sorriso de lado. — Você está chamando sua filha de estúpida?Ela acena com as mãos para mim, desistindo. — Esqueça! Faça o que você quiser. Mas me ligue se precisar de uma carona. Não dirija bêbada. — Eu não vou.— Beijando-a na bochecha, eu me afasto. — Certifique-se de jantar, mamochka. Suas maçãs do rosto ficam vermelhas. Ela gosta quando a chamo de mamãe em Russo. Isso arranca uma risada satisfeita dela. Com um aceno final, corro em direção ao meu Toyota vermelho. Uma vez lá dentro, conecto meu telefone à minha playlist favorita atual. Algo muito alto e vibrante, o tipo de música pop doce que pode causar cáries só de ouvir. É um contraste gritante com as ruas arenosas pelas quais estou dirigindo. O Tiger's fica perto das docas, tão perto que você não consegue deixar de sentir o cheiro do oceano. Minha mãe está certa. É uma área perigosa, mas nunca tive problemas. Às vezes os caras dão em cima de mim, mas que garota não lida com isso? Nunca foi longe demais. Agora, Chloe, uma vez quebrou um copo na cabeça de um cara porque ele agarrou a b***a dela quando o anel de noivado dela estava à mostra. Ninguém apresentou queixa de nenhum dos lados. Em parte porque seu agora marido, Josh, é advogado especializado em casos de proteção a testemunhas, mas principalmente porque seria um desperdício de energia. Os policiais por aqui não prestam atenção, a menos que sejam subornados para isso. E naquela noite, ninguém queria desembolsar o dinheiro extra para eles fazerem. Estaciono meu carro na calçada. A última letra cantada sobre dançar a noite toda é interrompida abruptamente quando abro a porta e vejo o Tiger's. Luzes azuis piscam pelas janelas curvas, delineando os corpos das pessoas que pairam do lado de fora. Há uma nuvem de fumaça ao redor do grupo. Um deles assobia para mim quando passo e eu o ignoro, sem me preocupar em revirar os olhos. Não estou nem vestida com nada revelador, apenas jeans, salto baixo vermelho e uma regata branca. — Ei, boneca! — grita um cara careca com brincos. — Você quer companhia? Eu me encolho violentamente. Não teria importância se ele fosse gostoso ou feio; Eu odeio ser paquerada. Flertar leva a sentimentos, sentimentos levam a namoro, e namoro... Bem, esse é apenas o caminho para o desastre. E a última coisa que preciso na minha vida é de mais problemas.

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