6. Você pode ficar

1687 Palavras
Nate Eu não podia ser tão azarado. Se eu pesquisasse a palavra azarado, com certeza iria aparecer Nathaniel Bennett na pesquisa. Eu passei duas semanas inteiras obcecado por essa garota. Me achando o homem mais pecaminoso do mundo por estar desejando uma noviça. Hoje, quando eu resolvo curtir a noite, a garota aparece vestindo roupas normais na minha casa e ainda por cima é a minha meia-irmã. Isso só pode ser algum tipo de castigo divino. Foi bom enquanto estava na minha cabeça. Ela era bonita, olhos castanhos claros e meigos, uma boca macia e carnuda. Era como um desejo proibido da minha mente doente e estava bom enquanto ela estava lá. Vê-la se materializar com aquele vestido, botas e belos cabelos loiros era como tornar tudo real. E a realidade não era nada legal. — Você foi grosseiro com ela. — Luke murmurou. Aposto que ele estava ensaiando na sua mente como ele ia me dizer aquilo. — E isso é algo com que eu deva me importar? — Ela é só uma garota. Ela veio de longe com uma caminhonete que mais parece uma caçamba de lixo. Ela estava assustada e cansada. Só queria ver o pai dela. — O pai dela não está aqui. — Você poderia ter dito isso com mais gentileza. — O que você quer que eu faça, coloque a garota no meu quarto? — Tem vários quartos de hóspedes na casa. O pai dela é o seu padrasto. Ele deve ter avisado. — Ele não é p***a nenhuma minha. Não passa de um aproveitador de merda. E ninguém me avisou nada. — disquei o número da minha mãe. — p***a, só está chamando. Abri um aplicativo de mensagem e deixei uma mensagem de áudio: — Oi, Violet. Será que você não pensou em me dizer que a filha do seu marido ia chegar aqui em casa hoje? Ou melhor, pensou em ficar aqui para recebê-la? Diga ao inútil do seu marido para ligar para a filha dele. Eu não vou resolver essa bomba. Não é minha responsabilidade. Apertei para enviar a mensagem. — Você vai deixar a garota lá fora? — Luke questionou. — Qual é o seu problema, Luke? Quantas vezes tenho que dizer que esse problema não é meu. Se você acha r**m, leva ela para sua casa. — Eu posso mesmo? Se você não ficar chateado, eu posso dar um jeito nisso. Pelo menos arrumar um lugar para ele dormir essa noite. — Luke parecia animado com a ideia e isso me deixou mais irritado. — Ela é uma freira. — O quê? Não é não! — ele olhou para fora. — É, sim. Eu vi ela no convento naquele dia da luta. Ela estava com roupas de freira. Ou Noviça, sei lá. O fato é que não adianta dar em cima dela, que não vai dar certo. — Meu Deus, Nate. Eu nem pensei nisso. — a forma que seu rosto corou, foi a prova que ele pensou exatamente nisso. O Luke olhou pela janela de vidro, a garota estava dentro do carro a tempo demais. — Nate, querido. — a Bree entrou na casa, arrastando uma mala. — Caramba, eu estava te esperando lá fora. Vamos voltar para festa. — ela soltou a mala e enrolou os braços no meu pescoço. — A não ser que você queira terminar lá em cima. — Ela passou seus lábios nos meus. A Bree era a minha f**a frequente. Ela era boa o suficiente para ter tido várias chances comigo ao longo dos anos. — E essa mala? — Ah, sim. É daquela garota caipira. Os caras derrubaram na piscina e está encharcada. — Mas que p***a! — empurrei a Bree e peguei a mala. Ela deu um gritinho e chamou um palavrão. A ignorei e caminhei até a frente da casa e me sentei no banco de mármore. Ela ainda estava enfiada naquele carro velho. Uma caminhonete dos seus antepassados que já foi vermelha algum dia. Aquela coisa provavelmente não era segura e estava prestes a explodir. O pai dela não era rico, nem a minha mãe era. Na verdade, eu era. Meu pai garantiu que eu tivesse uma boa vida, mesmo separado da Violet. Meu telefone tocou no meu bolso e o nome da minha mãe apareceu na tela. Atendi rapidamente: — Oi, Voilet. — Quando eu vou ganhar um “Oi, mãe”, Nathaniel? — Quando você merecer. Agora você pode me explicar por que a filha do seu marido está no meu terreno com uma caminhonete velha? — Oh, querido. Desculpe. Nós esquecemos de avisar que a… — Ouvi quando ela perguntou o nome da garota para o marido. — Hazel viria hoje. — Vocês esqueceram de avisar? Vocês deveriam estar aqui para recebê-la. Esqueceram também? — Ah, sim. Mas não poderíamos cancelar a lua de mel. Já fizemos isso várias vezes. Na verdade, foi tudo um erro do Daniel. Ele só mandou ela vir, mas esqueceu da viagem. Ele tentou falar com ela, mas não conseguiu. — c*****o, vocês são muito irresponsáveis. O que eu faço com esse problema agora? — Filho, porque você não passa o telefone para a Hazel, o pai dela pode falar com ela. — Não vai dar agora, Violet. Fala comigo. — Está bem. A casa tem muitos quartos, só coloque ela em um dos quartos e seu padrasto falará com ela depois. — Seu marido não é o meu padrasto. E eu não sou babá. Eu não posso ficar com ela, vocês precisam resolver essa merda. Agora. Houve um silêncio na linha, depois eles começaram a conversar entre si. Ouvi minha mãe dizendo que não era uma boa ideia, depois a voz do Daniel ficou mais alta. — Nate. É o Daniel. Olha, eu sei que você me odeia, mas a Hazel não tem culpa, então será que você pode só dar um quarto a ela até voltarmos? Ela é uma boa menina. — Não fala comigo, p***a. E sua filha precisa de um carro novo. — Desliguei o telefone. Isso de família feliz não ia dar certo comigo. Eu tinha motivos para odiar o Daniel e não estava disposto a ignorá-los. Eu já tinha falado com a minha mãe para comprar a sua parte na casa. Gostava da casa e todos os meus amigos estavam em Palm Beach. E eu não iria conseguir viver sob o mesmo teto daquele homem. E agora a filha dele estava ali, no meu terreno. Ela não tinha culpa dos pecados do seu pai, eu sabia disso. Mas eu ainda estava com raiva. Peguei a mala, talvez pudesse convencê-la a ir embora por conta própria. Uma passagem de avião talvez, porque aquele carro estava fora de cogitação. Fui até o carro, de perto dava para ver a lataria velha e desbotada. Aquele carro não servia nem para o lixo. A Hazel estava sentada no carro, cabeça apoiada no banco, olhos fechados. O vestido sem decote ainda mostrava um pouco de pele acima do b***o. s***s redondos e bem definidos. Ela devia ser gostosa pra c*****o por baixo daquele vestido. Seus cabelos loiros estavam presos em um coque. Sem maquiagem ou joias, apenas um escapulário em seu pescoço. Não era um tipo de mulher que me excitava, mas ainda assim eu estava completamente e******o. Abri o carro e a porta rangeu. Ela se acordou e tentou me dar um soco. Segurei seu punho por reflexo. — Caramba, esse foi um ótimo soco. Ela me olhou, horrorizada. — Desculpe, eu me assustei. — Tudo bem. Eu faria o mesmo, mas eu com certeza acertaria o soco. Ela estremeceu, nervosa. Sua respiração ofegante. Eu a soltei, porque estava me sentindo inquieto. — Sua mala está aqui. Seu pai não está. Ele não te disse, mas está em lua de mel. França, eu acho. É longe demais para ele vir te ajudar. Você pode ligar para ele para confirmar. — Eu não posso. Meu celular está descarregado e não tenho onde carregar. — Você pode entrar e carregar. Depois você tem que ir embora. — Isso também não é possível. O meu carro não quer ligar, ou então eu não estaria mais na sua casa, eu juro. Caralho! Eu queria gritar. Eu não ia conseguir me livrar dessa garota. Abri mais a porta do seu carro e me afastei para que ela saísse, ela me olhou, confusa. — Você pode ficar. — Não, eu não quero dar trabalho. Eu posso dormir no carro hoje e amanhã vejo o que faço. — O que você pretende fazer amanhã exatamente, ir andando todo o caminho até Oklahoma? — Eu pensei em talvez conseguir ajeitar o meu carro. — Você é mecânica? — ela apertou os olhos, lutando internamente para não responder. — Eu disse que você pode ficar. E isso não é um carro, é um ferro-velho ambulante. — ela abriu uma carranca. — Ele me trouxe de Oklahoma. — É incrível que ele não explodiu. Olha, seu pai não vai interromper sua viagem agora para vir aqui. A casa é enorme e tem vários quartos. Você pode ficar e esperar até ele voltar. — ela mordeu os lábios e eu senti minha virilha se contorcer. Meu corpo todo estava quente e me senti envergonhado. Vergonha não era um sentimento que as garotas costumavam me fazer sentir. — Quanto tempo isso iria durar? Porque eu realmente não quero incomodar. — Você pode ficar quanto tempo quiser, Hazel. — ela fez uma careta quando eu disse seu nome. Nem eu acreditava que estava dizendo para ela ficar. Ela despertava o melhor e o pior de mim ao mesmo tempo. Me sentia como um homem das cavernas sem saber agir perto dela. Ela era jovem, bonita e exalava o cheiro da inocência. Duvido muito que alguém a tenha tocado antes e eu estava muito, mas muito tentado a fazer isso agora mesmo. E eu não queria assustá-la. — Vamos, eu vou te arrumar um quarto para você ficar. — Estendi a mão para ela. — Você só vai precisar ficar longe de mim e vai dar tudo certo.
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