Capítulo 82

2121 Palavras

Carolina narrando O silêncio da casa dele tava tão pesado que parecia ocupar espaço, como se fosse um móvel invisível no meio da sala, encostado em mim. Depois que o Nariz saiu batendo a porta, daquele jeito apressado, urgente, que nunca era bom sinal, eu até tentei deitar de novo, mas o corpo tava inquieto, a mente funcionando em mil rotações. Fiquei virando de um lado pro outro, puxando o lençol, empurrando travesseiro, tentando achar uma posição que me enganasse, mas não deu. Minha cabeça não desligava. O cheiro dele ainda estava no travesseiro, a camisa dele ainda estava jogada no canto da cama, e isso só piorava tudo. Levantei, fui até a cozinha sem acender luz nenhuma, peguei um copo, bebi água gelada direto da garrafa, senti o gosto descendo queimando minha garganta de ansiedade.

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