Capítulo 79

1464 Palavras

Nariz narrando Acordei com o celular vibrando como se estivesse tendo um ataque epilético no criado-mudo. Era tão cedo que nem o céu tinha decidido se clareava ou se voltava a escurecer. A casa estava mergulhada naquele silêncio que só existe antes das cinco da manhã, quando até os cachorro da favela parecem estar descansando da noite anterior. A Carolina tava dormindo do meu lado, meio enroscada no meu braço, respiração mansa, aquele cheiro de banho ainda preso nela. Eu não deveria ter mexido, mas a vibração insistente do telefone foi tão forte que tremeu metade da cama. Peguei o celular com cuidado pra não acordar ela, mas bastou ver o nome piscando na tela pra meu coração bater seco dentro do meu peito: era o dono da comunidade vizinha, o único que sabia exatamente pra onde o Brinque

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