Nariz narrando A favela inteira aplaudindo aquele teatro ridículo, aquele espetáculo nojento montado pelo Johnny em cima do cadáver do próprio patrão, fazia meu estômago embrulhar de um jeito que nem a p***a da dor na minha cintura conseguia disputar. Cada grito de “fé”, cada aceno de cabeça dos vapores que deveriam conhecer a verdade, cada olhar de desespero misturado com esperança fazia minha raiva subir no peito como se alguém estivesse bombeando gasolina dentro de mim. Era revoltante ver aquele filho da p**a roubar a cena, gritar mais alto do que todo mundo, se colocar como se fosse o único capaz de carregar o peso da rua, enquanto eu m*l conseguia ficar de pé, sangrando por dentro e por fora, mas ainda assim mantendo a favela de pé, mesmo baleado, mesmo fodido, mesmo com a certeza

