Nariz narrando Meu estômago virou. O peso da responsabilidade subiu pelas minhas costas como se tivesse alguém sentado em cima de mim, pressionando minha espinha, tirando meu ar. O morro tava tenso, o enterro começando, Johnny se achando dono da p***a toda, Felipe prestes a cavar a própria saída do presídio, e eu ali no meio de tudo isso, com a perna latejando, a cintura queimando e o cérebro rodando rápido demais pra processar tudo ao mesmo tempo. Eu encostei a mão no bolso, senti minha pulseira de identificação, senti o sangue quente correndo pelo peito e pensei no risco absurdo do que eu ia ter que fazer. Não podia ir na boca pegar o dinheiro porque Johnny tava lá em cima contando cada movimento, cada passo meu, cada troca de olhar. Não podia usar nenhum celular da favela porque tod

