Achou que era algum disfarce. Uma tentativa de parecer diferente, talvez para comover, suavizar o reencontro, fingir alguma mudança. Mal sabia ele que aquilo não era fingimento. Aquela era Isabele — e o estilo que sempre teve. Natural, leve, com detalhes femininos que revelavam mais do que escondiam. Um contraste sutil com a irmã gêmea, que optava por roupas mais alinhadas, quase sempre sérias, como se carregasse o mundo nos ombros. Naquele momento, ele não fazia ideia de que estava olhando para a irmã errada. E muito menos que o que achava encenação, era exatamente a parte mais autêntica dela. A caminhonete parou diante da casa grande da fazenda, com a poeira ainda pairando no ar. Isabele abriu a porta devagar e desceu com a mochila nos ombros, mas antes de fechar a porta, voltou-se pa

