Seguiu pela calçada de pedras irregulares, tentando reconhecer algum ponto de referência. Precisava achar um ponto de ônibus, ou ao menos alguém que pudesse indicar o caminho de volta para a fazenda. Ritinha e Rayra haviam dito que voltariam no fim do dia, mas Isabele não queria esperar. Estava ansiosa para se afastar dali, para voltar ao silêncio do campo, onde poderia organizar os pensamentos sem tantos olhos sobre ela. Avistou uma banca de jornais na esquina e decidiu perguntar. — Com licença… sabe me dizer onde fica o ponto de ônibus que vai pra zona rural? — perguntou ao senhor atrás da banca, um homem magro, de barba por fazer e olhar curioso. — Pra fazenda Vitorino? Ou pras bandas da serra? — ele devolveu com naturalidade, como quem já conhece todos os rostos da cidade. Isabele

