Isabele aproveitou o momento de descontração e, com a voz mais leve, perguntou: — Ô Rodolfo… você vai na cidade hoje à tarde? Dona Isadora, que fingia dar milho às galinhas, mantinha os olhos nos grãos, mas as orelhas bem alertas. Conhecia cada tom de voz daquele filho — e também já começava a ler os silêncios da moça. Rodolfo respondeu sem a grosseria habitual, ainda mexendo no chapéu que agora repousava sobre o peito: — Vou daqui a pouco, por quê? — Ah, é que… se fosse mais tarde, eu ia querer uma carona. Preciso trocar minhas sapatilhas — disse, abaixando o olhar. — Estão gastas demais. Ele arqueou uma sobrancelha, surpreso com o pedido tão simples vindo dela. — E por que não vai agora? Isabele deu um pequeno sorriso e respondeu, ainda com aquele jeitinho contido: — Ia ajudar d

