14. Término

845 Palavras
Dylan Nosso sedã serpenteia pelo trânsito caótico da Califórnia, parando em frente ao nosso clube luxuoso. Aquele é meu empreendimento favorito e carrega nosso nome estampado em dourado na frente. Cada vez que coloco os olhos nele, sinto um orgulho profundo e feroz em meu peito. É um maldito monumento no horizonte, um tributo gigante ao império que construímos do zero. Lembro-me da primeira vez que o vi imortalizado em algum estande de arte na calçada – me custou dez dólares, mas dei cem de gorjeta ao artista. Ainda tenho emoldurado no meu banheiro privativo. Somos recebidos por um circo da mídia: repórteres e equipes de filmagem isolados atrás de barricadas, celebridades e políticos se vangloriando de seus quinze minutos de fama antes de irem ao open bar. Saio do carro e é um caos. Microfones enfiados na minha cara, repórteres gritando uns com os outros como um bando de hienas. Um i****a tenta escorregar por baixo da corda e quase acaba comendo a calçada. — Senhor Evans, você terminou com a filha do Governador? — um i****a pergunta. — Quem é morena misteriosa do banheiro? Porra. f**a-se. Esses filhos da p**a curiosos vai destruir a minha vida. Ainda tenho uma conversa com Marcely para enfrentar. Ela com certeza já sabe da notícia. — Kyle. Alguma verdade nessas alegações de suborno em seu último empreendimento? — Senhor Evans! O que você pode nos dizer sobre as alegações de má conduta financeira com a comissão de jogos de azar? — Dylan! É verdade que seu quarto está decorado com esculturas do seu próprio pênis incrustadas de diamantes? Agora isso me dá uma pausa. Não posso permitir que tal calúnia permaneça. — Cristais Swarovski, não diamantes — digo, levantando uma sobrancelha. — Esclareça nem os fatos. — Então nos fale da morena misteriosa. Dou de ombros e entramos no lobby, repleto de crème de figuras importantes. Narcisistas bebendo preguiçosamente do champanhe mais caro como se fosse água e se aquecendo em sua própria glória. Alheios, é claro, à equipe diligente que corria ao redor deles, reabastecendo suas taças. Estou furioso, aquela garota realmente destruiu a minha vida. Todos sabem e eu sei assunto hoje. Gostaria de saber por quanto ela vendeu aquelas fotos. Nossos designers deram tudo de si com o brilho pretensioso de sempre. Os garçons driblam com champanhe e petiscos caros que não encheriam um pássaro. Ainda bem que comi um bife mais cedo. Ao lado, um quarteto de cordas compete com o barulho da conversa presunçosa. Paro por um segundo para apreciar isso antes de me endireitar para o que vem. A direita, caminhando graciosamente em minha direção está Michely, a minha noiva. Seu pai ao fundo com cara de poucos amigos. Me aproximo — Governador. — Como vai, Evans? — ele estende a mãos para mim. Está fingindo naturalidade. — Seu pai como está? — Bem. Coloco as mãos nas costas de Michely dado um beijo em suas bochechas. — Podemos conversar? Ela sorri discretamente e andando graciosa até um canto mais reservando do clube, livre dos barulhos e dos olhos curiosos. Quando ela se vira, sua graciosamente se vai, se transformando em uma expressão fria. Michely é uma loira bonita com os s***s perfeitos e b***a gostosa. Ela é boa de cama, mas não suficiente para fazer eu me prender a ela. Decidimos que um relacionamento aberto era melhor e o acordo ficou entre a gente, pelo menos até agora. — Você já sabe das fotos? — O mundo inteiro sabe. Papai, e todos em volta. Fui abordada por um batalhão de fotógrafos perguntando se nós estamos juntos. — Eu sei. Isso foi uma fatalidade. — Uma fatalidade? Isso foi foi um desastre, Evans. Eu sempre disse que você poderia t*****r com quem quisesse, desde que eu não soubesse. — Eu não transei com ela. Ela é louca, ela roubou o meu carro. O meu Porshe personalizado. — O que? Você transou com uma ladra? — Eu não transei com ela — falo já ficando irritado. — Não, importa. A gente acabou. — O quê? — Eu não me importo se você t*****r com meio mundo, mas com a minha reputação sim. Não posso ter pessoas falando de mim na mídia e com pena porque fui traída. — Você sabe que não chega a ser traição. Nós temos um acordo que beneficia ambos. — Beneficia a você, Evans. Eu sei que você só está interessado na influencia de meu pai para que você se candidate futuramente. Agora você terá que lutar pela atenção dele como qualquer outro. Passo as mãos nos cabelos, irritado. — Marcely, vamos pensar sobre isso com calma. — Vamos lá, Evans. Isso é só conveniência. Não vai dizer que se apaixonou por mim? Dois pés na b***a em um intervalo de um dia. Uau. É um recorde. Eu sei que deveria implorar pelo bem do futuro dos Evans na política, mas quer saber? Eu já estou fodido pra c*****o. f**a-se Marcely e aquela ladra safada. Eu vou achar aquela garota e fazer ela pagar por toda essa merda.
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