Lucca
Cinco anos passaram desde a tragédia que tirou meu chefe e melhor amigo de mim. A dor da perda ainda estava lá, como uma ferida que cicatriza, mas nunca desapareceu completamente. O tempo tinha um jeito de seguir em frente, mesmo quando parecia impossível para mim.
A vida continuou, assim como os negócios da máfia. Eu assumi um papel mais ativo na liderança, tentando honrar o legado do meu amigo e proteger aqueles que ele amava. Mas havia um vazio que nunca poderia ser preenchido. Seus conselhos, as brincadeiras e também ele confiou em mim quando ninguém dava nada pra mim. Saudades de você Marco.
Enquanto estava perdido nos meus pensamentos, ouço alguém bater na porta. Me levanto da cama para ver quem seria a essa hora da noite. Estava apenas usando uma calça de moletom. Vou caminhando até a porta, ergo a mão até a maçaneta da porta e abro em seguida. Dou de cara com uma bela loira de cabelos longos, olhos azuis e estava usando um vestido bem colado no seu corpo que mostrava bem suas curvas. Tenho que dizer, que curvas!
— Olá Lucca. — Ela disse, mas não parava de olhar para aquelas curvas. Meu m****o já acordou e assim como eu, também gostou do que está vendo. Ela olha para meu corpo e também gosta do que vê.
— Não estou achando r**m, mas como uma bela mulher que você é, o que estaria fazendo aqui na minha casa, ainda mais a essa hora da noite? — Indago. Ela se aproxima ficando mais perto indo até o meu ouvido.
— Se me deixar entrar eu te conto. — Ela sussurrou e deu uma leve mordida na minha orelha. Depois se afastou e ficou me encarando com aqueles olhos azuis. Sua voz saiu rouca e bem sexy. Começo a sentir meu p*u latejando dentro do moletom. Respiro fundo. Poderia deixar ela entrar, é bem gostosa, porém pode ser uma cilada. Sei que os Mattarazo estão na minha cola depois que o Romeo ter descoberto sobre o filho deles.
Ela estava ali, persistente, com aquele olhar que parecia conhecer meus segredos mais profundos. A desconfiança ainda me corroía por dentro, mas algo nela, talvez a determinação ou a promessa de escapar da realidade por um momento, me fez ceder. Eu abri a porta um pouco mais, concedendo-lhe a entrada.
Assim que ela passou pelo umbral da porta, seus olhos encontraram os meus em um desafio silencioso. Sem uma palavra, ela colocou sua mão suavemente sobre meu peito, traçando um caminho de carinho que parecia tocar não apenas a minha pele, mas também algo mais profundo. Uma onda de calor se espalhou pelo meu corpo, uma mistura de desejo e incerteza.
Não resisti ao gesto, àquela conexão intensa que parecia transcender as palavras. Deixei que suas carícias percorressem meu peito, a sensação quente e envolvente me afetando de maneiras que eu não esperava. Minhas defesas estavam abaixando, o peso das minhas preocupações estava temporariamente suspenso.
O olhar dela encontrou o meu, uma promessa silenciosa de algo mais profundo que estava por vir. A tensão no ar era palpável, uma dança silenciosa entre dois estranhos que compartilham um momento de vulnerabilidade. Sem quebrar o contato visual, eu fechei a porta atrás dela, isolando-nos do mundo lá fora.
Eu sabia que estava tomando um risco, me deixando levar por essa atração que era mais do que física. Mas algo me impulsionou a seguir em frente, a explorar esse momento que parecia tão intenso e desafiador. A presença dela preenchia o espaço, enchendo-o com uma energia carregada.
Nossos olhares ainda se encontravam, as palavras pareciam desnecessárias naquele momento. A atração estava
ali, crua e evidente, uma força magnética que nos aproximava inevitavelmente. Ela deu um passo em minha direção, seus olhos buscando os meus em busca de aprovação, de consentimento.
E me pegando de surpresa ela me beijou, me deixando sem ação. Poderia até lutar, mas estava envolvido nos seus lábios quentes e sedentos.
Mas, naquele momento, tudo o que meu corpo e minha mente desejavam era se perder nos lábios quentes e sedentos dela.
Minhas mãos exploravam cada curva do seu corpo, enquanto nossos lábios se encontravam em um beijo apaixonado. Cada toque, cada suspiro, tudo parecia perfeito e imerso em uma paixão incontrolável.
Meu coração batia acelerado, em perfeita sincronia com o ritmo crescente de nossos beijos. Eu queria me entregar completamente a ela, deixar-me levar por essa onda de desejo que nos envolvia.
Enquanto nossos corpos se entrelaçaram, a urgência do momento me consumia. Era como se nossos desejos estivessem conectados, criando uma energia poderosa que nos impelia a ir além. Cada toque, cada mordida, cada gemido era uma expressão de pura paixão e entrega desenfreada.
Eu poderia até lutar contra esse desejo avassalador, resistir à tentação, mas a força magnética dos seus lábios era irresistível.
Enquanto estava envolvido no beijo da loira misteriosa, algo dentro de mim despertou um alerta. Abri os olhos por instantes, notei um movimento suspeito nas costas dela. Meus instintos de sobrevivência entraram em ação, sobrepondo qualquer desejo ou sensação.
Em fração de segundo, ela tirou uma faca nas costas, e reagi com rapidez. Minha mão se moveu em reflexo intuitivo, agarrando a faca e jogando-a para longe.
A surpresa estampada no seu rosto foi momentânea, logo foi substituída por raiva e frustração. Antes que ela pudesse reagir, agi em seguida. Minha determinação de defender e me proteger falou mais alto, dei um chute no seu estômago. Ela foi pega de surpresa, perdeu o equilíbrio e caiu no chão.
Ela estava imóvel por um momento, presa numa cadeira com uma corda. Aos poucos, ela vai abrindo os olhos, parecendo atordoada pelo golpe que dei nela. Me aproximei segurando o seu rosto com firmeza para que ela olhasse para mim. Eu a encarei, minha voz carregada com um misto de raiva e curiosidade.
— Quem te mandou? Responda v***a. Quem mandou você aqui para tentar me matar? — Minhas palavras foram bem diretas, meu olhar buscando alguma resposta. A situação era surreal, mas não podia ignorar o perigo que aquela mulher representava.