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Tinha que ser VOCÊ

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Sinopse

Alexandre acabou de chegar dos Estados Unidos, após concluir seu doutorado. Retornou e vai começar a dar aulas em sua antiga universidade para a turma de Administração; é quando conhece Alice e a sua vida toda certinha pode mudar drasticamente.

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Capítulo 1 - Alexandre
Finalmente de volta ao Brasil! Me chamo Alexandre, passei dois anos fazendo doutorado nos Estados Unidos e voltei agora pronto para dar aulas; o que sempre foi o que eu quis fazer. Foram mais de oito anos entre universidade, mestrado e doutorado; e de longe, bem mais fácil do que encarar uma sala cheia de jovens universitários. Voltei a minha cidade natal e encontrei com algumas pessoas. Logo consegui um emprego na minha antiga universidade; eu ia ensinar algumas cadeiras no curso de Administração. A princípio somente para as turmas do primeiro e segundo semestres e ir me acostumando com esse novo universo. Antes de ir embora para os Estados Unidos, deixei todos os meus pertences na casa de minha mãe já que tive que entregar o meu antigo apartamento. Voltei para a casa dela, e eu teria que começar tudo de novo; procurar apartamento, adaptar todo o meu guarda roupa pro clima quente de Manaus outra vez. Fui visitar alguns apartamentos e nenhum me chamou atenção, não podia acreditar como a vida no Brasil estava tão cara. -           Era mais barato continuar vivendo nos Estados Unidos – Falei para o corretor a minha frente. As pessoas pensam que a gente volta do exterior ricos ou coisa assim. Quase duas semanas depois do meu retorno e ainda não tinha conseguido apartamento dentro das minhas muitas exigências. Não que eu não gostasse de ficar com a minha mãe, mas sou um homem adulto e preciso de minha privacidade. Dirigindo pelas ruas do centro de Manaus que por sinal o trânsito estava cada vez mais caótico, avistei uma loja bem diferente que eu nunca tinha visto antes enquanto morava aqui, com o letreiro escrito “Imaginarium”. Estacionei o carro quase na porta e entrei; era uma loja muito interessante, com objetos colecionáveis, bem no universo nerd; me apaixonei por alguns itens e fui até o caixa. Haviam umas duas pessoas na minha frente pagando algo e eu fiquei verificando meus e-mails no celular, até que percebi a moça do caixa me chamar. -           Senhor, vai levar estes itens? A fila está crescendo atrás do senhor, é sua vez. – Eu estava distraído de cabeça baixa e me assustei com ela me tirando de meu universo paralelo. A moça do caixa era uma moça linda; pele branca, olhos castanhos, cabelo preto bem liso e longo as unhas curtas pintadas de preto embora o esmalte já estivesse saindo. Tinha também a boca mais linda que eu já tinha visto na vida. Ela era tão linda que fiquei nervoso ao chegar tão perto dela; ela tinha um jeito de morder o lábio que me desconcertou, peguei minha sacola e saí. De longe ouvi os gritos: -           Moço! – Gritou a linda do caixa que eu ainda não sabia o nome. – Seu cartão. – Disse ela ao se aproximar. Está vendo como você mexe com a minha sanidade? -           Obrigado. – Falei pegando o cartão. *** Por volta das seis da tarde, o sol já estava quase se pondo, as lojas do centro já estavam todas fechando. Agora só restava alguns bares de esquina abertos; me dirigi até uma barzinho que gostava de frequentar quando morava aqui. Precisava de um pouco de distração. Há quase duas semanas que cheguei e ainda não tinha conseguido tempo para distrair um pouco. No entanto, precisava aproveitar o meu último final de semana antes das aulas começarem e a nova rotina se estabelecer. Cheguei ao bar e ainda estava completamente vazio por ainda ser muito cedo. Procurei uma mesa discreta e tirei o celular do bolso com o objetivo de ter uma distração qualquer mesmo que fosse nas redes sociais. Pedi uma taça de vinho chileno que é um dos meus favoritos e mergulhei em meu mundo a parte. Aproveitei para continuar a olhar os emails que comecei enquanto estava na loja mais cedo. Mergulhei novamente em meu universo paralelo quando fui despertado por uma doce voz: -           Oi... Com licença. Você tem um isqueiro? Quando levantei a cabeça senti meu coração disparar, não podia ser, mas era. A moça do caixa da loja em que fui mais cedo. Totalmente desconsertado estendi o isqueiro para ela, que imediatamente ascendeu seu cigarro. -           Espera... eu conheço você. – Disse ela apertando os olhos e mordendo o lábio inferior. -           Comprei alguns colecionáveis mais cedo na loja em que você trabalha. – Informei. -           Isso mesmo... lembrei de você. O cara que esqueceu o cartão de crédito. – Disse ela. -           Exatamente! – Exclamei, totalmente sem graça. -           Olha... vê se toma cuidado, viu? – Disse ela sorrindo e caminhando em direção a outra mesa. -           Obrigado! A propósito... -           Sim? -           Qual o seu nome? – Perguntei meio sem jeito. -           Alice. – E seguiu. Certo. Eu já sabia duas coisas sobre aquela mulher maravilhosa: primeiro era o local onde ela trabalha e segundo era o seu nome. Se eu tiver um pouco de sorte posso descobrir mais. *** Já estava me preparando para ir embora, mas decidi ficar um pouco mais; o movimento no bar havia aumentado e também queria observar Alice que estava sozinha em uma mesa. Eu queria saber mais sobre ela e ficando ali, as chances de isso acontecer aumentariam muito. Aliás, quais as chances de encontrar uma mesma pessoa duas vezes no mesmo dia em uma cidade tão grande quanto Manaus? Observei-a de longe e notei que ninguém chegou para fazer companhia a ela; também percebi que ela parecia estar discutindo pelo celular. Quando desligou, levantou-se e imaginei que ela estivesse indo embora, no entanto, se aproximou de mim novamente: -           Desculpa te incomodar de novo... será que você me empresta seu isqueiro de novo? -           Claro. Fique à vontade. – Falei entregando o isqueiro – Algum problema? – Questionei, mas ela fez uma expressão e eu fiquei apreensivo. Tentei me desculpar por me intrometer onde não devia – Mas se não quiser responder, tudo bem. -           Não... está tudo bem. Levei um bolo dos meus amigos. – Disse ela me devolvendo o isqueiro – Saí do trabalho e vim direto pra cá só para levar um bolo. – Falou, visivelmente irritada. -           Quer sentar aqui comigo? -           Estava pensando em ir embora... e eu não quero atrapalhar. -           Não se preocupa. Me deixa retribuir a gentileza de ter devolvido meu cartão. Te pago uma bebida. – Falei sorrindo pra ela. Ela hesitou; falou que não poderia aceitar, que eu poderia estar esperando por amigos e que não queria atrapalhar. Insisti até que ela aceitou. -           Percebi que você está sozinho aqui desde a hora que cheguei. Tem certeza que não está esperando alguém? -           Fica tranquila. Estou só passando o tempo; matando a saudade da cidade. -           Sério? Está aqui a passeio? -           Estou de volta. -           Que legal! Morava onde antes? -           Estados Unidos. – Ela me olhou com olhos arregalados quando falei Estados Unidos. -           Nem me olhe desse jeito. Não foi nada de mais; não estava lá a passeio ou coisa assim. Estava fazendo meu doutorado. -           Mesmo assim é impressionante. Sonho em conhecer o Reino Unido um dia. Deve ser um sonho. -           É sim. Realmente é um país lindo, mas nada melhor do que voltar para casa. Alice ficou um tempo trocando mensagens com alguém no celular com uma expressão bem séria. Pedi mais uma taça de vinho que bebeu de uma vez só. -           O que houve, Alice? Levou bolo do namorado? – Joguei verde, queria saber se ela era comprometida ou não. -           Na verdade, ele não é namorado ainda, e pelo jeito não vai ser de jeito nenhum depois de hoje. – Disse ela largando celular na mesa, irritada. -           Desculpa a pergunta. Só queria saber mesmo. - Falei rindo. -           Sem problemas. – Ela deu sorriso tímido. Ficamos conversando sobre tudo e ela super interessada na minha vida nos Estados Unidos, eu percebia seus olhos brilharem sempre que o assunto era esse. Descobri que a loja onde ela trabalhava era na verdade, era de um dos tios dela. -           Ah, droga! – Resmungou. - Não acredito! – Falou, abaixando a cabeça. -           O que houve? – Perguntei curioso. -           Está vendo aquele rapaz ali, de blusa azul? – Apontou ainda de cabeça baixa. -           O musculoso, tatuado e de barba por fazer? – Zombei. -           Sim. -           O que tem ele? É o seu namorado? -           Deus me livre! Não! – Falou, olhando para o lado oposto onde ele estava. – Prefiro homens inteligentes do que musculosos. Assim que ela terminou de falar, o cara se aproximou de nós; estava com mais dois amigos e, sem cerimônia, foi sentando na cadeira ao lado dela. -           Alice! A quanto tempo! – Falou abraçando-a. -           Oi, Caio. – Ela respondeu visivelmente incomodada. Me olhou como se pedisse ajuda. Pigarreei para que o fulano notasse a minha presença ali e largasse Alice. -           Boa noite. – O cara disse, fazendo o leve aceno na cabeça. – Seu amigo, Alice? -           Sim. Levei um bolo do Miguel e ele fez a gentileza de me fazer companhia. -           Na verdade, ela que está me fazendo companhia. – Completei. -           Mas e aí, Alice, quando vamos sair para tomar uma cerveja? – O cara é completamente s*******o. -           Ela tem namorado. – Interrompi -           O Miguel? Derrubo ele em sopro. – Debochou. -           Alice, meu amor, preciso ir agora. A gente se vê por aí? -           Talvez. – Disse ela totalmente sem graça. Ele deu um beijo na bochecha dela, apertou a minha mão e foi embora. Ela o esperou se afastar uns cinco metros e limpou a bochecha com nojo. -           Você diz que não o quer, mas não ouvi você dizendo NÃO a ele. Você tem que ser bem clara com homens. Somos burros as vezes. – Ela riu e concordou. As horas passaram e estávamos tendo uma conversa ótima. Tomamos vinho e jantamos e a incentivei a ligar para o tal Miguel e colocá-lo na parede. -           Miguel, ou você vem aqui agora, ou não precisa me ligar mais! – Acho que ele disse algo que ela não gostou, porque ela desligou na cara dele, mas não antes de um: – Vá se f***r, seu i*****l! Ela caiu na gargalhada e de repente ficou um pouco séria e triste ao olhar no relógio e dizer que precisa ir embora. -           Eu levo você em casa. – Falei. -           Você nem sabe onde moro. -           Não tem problema. Consigo chegar até lá de carro? – Perguntei. -           Claro que sim. Mas é longe. – Disse ela rindo. -           Nest caso, precisamos ir logo para tentar chegar lá até amanhã de manhã. -           Relaxa! *** Chegamos ao carro e ela me perguntou: -           Você devia dirigir? Não acha que bebeu muito? -           Relaxa! Bebi pouco vinho; estava bebendo água. Você bebeu muito e não percebeu o liquido transparente em minha taça. – Dei uma piscadela. Durante todo o trajeto até sua casa fomos conversando sobre muitas coisas; descobri que ela morava apenas com sua mãe e que seu pai a havia abandonado quando ela tinha apenas cinco anos e desde então não falavam mais nele ou com ele; ela estava com vinte e seis anos e em breve começaria uma nova graduação; era formada em Ciências Contábeis, mas não gostava de atuar na área. Contei que morava apenas com a minha mãe, mas que ela e meu pai se relacionavam muito bem. -           Foi um divórcio tranquilo. A relação não estava dando certo e decidiram terminar numa boa. – Falei. -           Espera... trinta e dois anos e ainda mora com a mãe? – Percebi um sorriso em seus lábios. -           É importante mencionar que já morei quase seis anos nos ESTADOS UNIDOS – Falei enfatizando no nome de propósito e ela riu. – Mas eu morava sozinho antes e já estou procurando apartamento. -           Entendi! Na próxima à esquerda você dobra e chegamos. -           Não vai ser difícil sair daqui. Minha mãe mora no bairro aqui ao lado, no São Jorge. -           Quer dizer que somos quase vizinhos – Ela fez uma pausa. – Pronto. É naquela casa azul ali. Parei em frente à sua casa. Ela virou para mim e me deu beijo na bochecha, senti meu coração acelerar com seu toque. -           Vou te ver de novo? – Perguntou ela – Eu realmente gostei de você. - Me deu outro beijo na bochecha. -           Ah! Talvez seja difícil. Começo a trabalhar na segunda-feira e a vida vai ficar corrida. Mas agora já sei onde você trabalha e adoro colecionáveis. De repente, sem que eu pudesse esperar, ela pôs a mão em minha nuca e me puxou para um beijo. No início hesitei um pouco, mas logo retribuí o beijo lentamente... introduzi a minha língua em sua boca e comecei a intensificar o beijo. Meu coração estava acelerado, quase saltou pela boca quando ela saiu do banco do carona e sentou de pernas abertas em meu colo sem parar de me beijar nem um instante. As minhas mãos que estavam na sua cintura deslizaram até sua b***a e segurei firme; ela soltou um gemido quando percebeu a minha ereção. Da mesma forma que começou, ela finalizou o beijo e saiu do meu colo, me beijando louco de desejo. -           Vou indo nessa – Disse ela abrindo a porta – Obrigada pela noite, você foi incrível – Falou e mordeu o lábio. Ela vai me matar mordendo esse lábio. -           Disponha. -           A propósito, eu não sei seu nome. – Disse ela já fora do carro apoiada na janela. -           É Alexandre. – Falei rindo, ela passa a noite comigo, me beija, me enlouquece e nem sabe meu nome? – Desculpe. Onde está a minha educação em não ter me apresentado antes, não é mesmo? -           Tchau, Alexandre. -           Tchau Alice. *** Mesmo passando o final de semana todo fazendo plano de aulas e me preparando para esta nova etapa da minha vida, eu estava preocupado pensando como seria o meu primeiro dia como professor universitário. Eu teria duas aulas pela manhã e duas à noite. Cheguei à universidade alguns minutos antes de começar a minha primeira aula. Não vou mentir, era muito estranho voltar ali como professor. Na sala dos professores encontrei vários professores que tinham me ensinado e que agora seriam colegas de trabalho. Troquei uma ideia com uma ex-professora minha: Natasha, que ficou impressionada quando me viu. -           Nossa! Alexandre, como você está diferente! - Disse ela depois de um tempo me observando dos pés à cabeça. Trocamos algumas amenidades e peguei a minha lista de chamadas e um café para terminar de acordar. As primeiras aulas correram tranquilamente. A turma era relativamente jovem, recém saídos do ensino médio e pareciam bem perdidos ali. Minhas aulas haviam terminado pela parte da manhã e só teria aula novamente no turno da noite; fiz um pausa para almoçar e aproveitei a tarde para ir visitar alguns apartamentos. Foi quando finalmente encontrei o apartamento ideal para mim; próximo à universidade e à casa de minha mãe, com um valor excelente. Estava novo e ninguém havia morado nele ainda. Foi um verdadeiro achado. Nem deixei o corretor terminar de apresentar o local e já fui logo perguntando o que precisava para fechar o contrato. Naquela tarde mesmo consegui resolver mais esta questão da minha lista enorme de pendências. Fui em casa contei a novidade para minha mãe e contei a ela como tinha sido o meu primeiro dia como professor, a coisa mais gratificante do mundo é ver os olhos da sua mãe brilharem ao te parabenizar. Tomei um banho demorado e deitei na minha cama; tentei dormir um pouco antes de ter que voltar pra universidade. Mas eu estava agitado demais para isso então entrei no w******p e fui falar com a Thiago, a única pessoa da minha época de universidade que eu não tinha perdido o contato. Mesmo quando eu estava fora a gente se falava todos os dias e ainda não tínhamos nos encontrado porque ele estava viajando a trabalho. “Thiago... tá aí, man?” “Estou. Como foi o primeiro dia de aula? Deu saudade da época que era só aluno? “Correu tudo bem, mais tranquilo do que eu imaginava.” “Já conseguiu o apartamento?” “Consegui sim. Lá no Tocantins. Você volta quando? Precisamos comemorar, cara!” “No Tocantins? Que ótimo; próximo à sua mãe e ao seu trabalho... Que bom, cara! Devo estar de volta em uns quinze dias, se tudo der certo.” “Beleza, então... Vou tentar descansar um pouco; tenho aula mais tarde.” “Até mais, cara!” “Até!” *** Thiago é meu melhor amigo desde o primeiro semestre na universidade. Éramos quatro amigos, mas ao poucos o grupo foi se desfazendo e sobramos apenas Thiago e eu. Nunca perdemos o contato mesmo à distância. A noite chegou e tive de retornar à universidade para cumprir o restante dos horários. Fiz o mesmo percurso que tinha feito pela manhã. Depois fui à sala dos professores e encontrei a Natasha lá novamente. -           Duas vezes no mesmo dia? Acho que isso significa sorte, hein?! – Disse ela. Não isso significa que trabalhamos no mesmo lugar e mesmo horário. -           Espero que seja sorte mesmo. Ainda é tudo muito novo para mim e ainda assusta um pouco. -           Daqui a pouco você pega o jeito e vai ser como beijar na boca. – Que analogia nada a ver. – A gente se vê por aí. Peguei a minha lista de chamada e fui pra sala. -           Espero que corra tudo bem como de manhã. – Comentei comigo mesmo. Entrei na sala e já todos já estavam sentados. Percebi que era uma turma mais velha; diferente dos adolescentes da turma da manhã. A noite já tinha uma galera mais responsável que vinha direto do trabalho. É excelente ensinar para quem realmente quer aprender. Correu tudo tranquilamente como foi no período da manhã e só faltava mais uma aula para terminar o meu primeiro dia. Aproveitei o intervalo para ir até a sala dos professores pegar um café e a lista de frequência da próxima turma. Voltei para a próxima aula que desta vez seria no laboratório de informática. Mesmo que não houvesse a menor necessidade do uso de computadores. Entrei na sala, cumprimentei os alunos e percebi que estavam com os computadores ligados e já pedi que os desligassem pois não seria necessário o uso deles naquela aula. Virei de costas para escrever meu nome e email para que eles entrassem em contato comigo caso fosse necessário. Anotei também alguns dos principais tópicos que seriam estudados naquele semestre. Escutei a porta da sala sendo aberta; algum aluno atrasado chegando. Quando me virei e vi aquela pessoa sentando quase não pude acreditar no que via. Era Alice, a mesma Alice da noite de sexta-feira; a mesma que me fez companhia no bar e fui deixa-la em casa e ela me beijou sentada em meu colo. Fiz um esforço enorme para me concentrar na aula e não pensar em Alice, ali, tão perto de mim. Decidi que não olharia para ela em momento algum, mas foi impossível evitar. Minha visão se deparava com ela olhando para mim e vez ou outra mexendo no celular. Ela usava um decote muito chamativo valorizando os seus s***s fartos; vez ou outra me deparava com ela mordendo os lábios e isso me desconcertava muito. A aula terminou e todos saíam enquanto eu arrumava minhas coisas; não queria ter que olha-la de costas. Senti alguém tocar minhas costas suavemente e me virei: -           Você não me disse que iria dar aulas aqui. – Era ela abrindo aquele sorriso perfeito – E a gente conversou tanto, me sinto traída. -           Você também não me disse que iria estudar aqui. -           Verdade, estamos empatados. -           Sim. -           Então, professor Alexandre, nos veremos bastante. – Disse ela me dando um beijo na bochecha e saindo sala. Estou muito ferrado! Não, não pode ser. A menina é minha aluna. Ah, meu Deus! Eu sempre fico afim da mulher errada. *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. Obrigada por lerem minhas histórias!  ***

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