Capítulo 2 - Alexandre

3357 Palavras
  Naquela mesma noite ao chegar em casa, tomei um banho demorado e deitei na minha cama; revisei todos os acontecimentos do dia e cheguei à conclusão que não tinha sido um dia r**m, apesar do susto de descobrir que Alice é minha aluna na turma da noite. Não posso negar que ela mexe demais comigo e vê-la ali abalou meu sistema nervoso de um jeito que há muito tempo não acontecia. Ela era linda de várias formas; tem um corpo maravilhoso, um sorriso encantador, uma voz suave, a pele é delicada, e o beijo... ah, o beijo dela... é delicioso! Preciso arrumar uma forma de me concentrar nas aulas e me acostumar com sua presença ali já que vamos nos ver com uma frequência maior que esperávamos. O mais curioso é que parece que não causo o mesmo efeito nela; ela estava tranquila e pelo jeito também não lembra do episódio no carro quando fui deixa-la em casa. Não sei se acho bom ou não. Ouço uma notificação no w******p; é Thiago. “Tá aí, Alexandre?” “Fala, macho! Estou sim. Cheguei da universidade tem alguns minutos.” “E como foi o primeiro dia, no geral?” “Foi bem tranquilo. Mais até do que eu esperava.” Ainda não contei a ele sobre Alice. Aliás, nem tem muito o que contar. “Não consigo dormir, cara. Quero logo voltar para casa. Não vejo a hora. Não sei como você conseguiu passar tanto tempo longe de casa.” “Necessidade, meu amigo. Necessidade. Eu precisava ir e me adaptar de qualquer forma. Muitos problemas por aí?” “O de sempre. Nada que eu não dê conta, mas tem horas que tenho vontade mandar todo mundo ir se f***r!” “Relaxa! Pensa que quando você chegar aqui iremos sair para comemorar e tomar todas.” “Cara, não vejo a hora. Ando muito estressado. Já sabe quando vai se mudar?” “Essa semana ainda. Se tudo der certo, até sexta-feira já estarei no apartamento novo.” “É uma pena que eu não esteja aí para te ajudar...” “Não se preocupa com isso. Tenho poucas coisas e vou ter de comprar tudo de novo. Não vai ser uma mudança trabalhosa.” Ficamos conversando ainda até uma hora da madrugada quando me dei conta que precisava dormir pois tinha aula no dia seguinte, pela manhã, Meu organismo ainda estava se acostumando com tudo nessa nova vida que eu estava conhecendo. Me adaptar novamente ao clima de Manaus estava sendo um verdadeiro desafio e isso contribuiu muito para que eu demorasse uma eternidade para dormir. Isso e o fato de ainda estar com o pensamento em Alice e a novidade de ela ser minha aluna. A lembrança de Alice não saiu da minha mente nem por um segundo depois que o dia amanheceu. Não vou negar que estava ansioso por vê-la novamente à noite. *** O restante da semana passou e não encontrei novamente com Alice e me questionei se ela só seria minha aluna em um horário; o que significava que só a veria no horário de segunda-feira a noite. Senti um pouco de tristeza e alívio. Na sexta-feira, só haveria aula no turno da noite e aproveitei para desenrolar as questões ainda pendentes do apartamento como a mudança. Aproveitei a manhã livre e passei em uma loja; fiz a compra do necessário para finalmente mudar: cama, geladeira e ar condicionado. O restante ia comprando aos poucos. Isso seria suficiente para sobreviver sozinho. Peguei a minhas coisas e levei para o apartamento. Se a loja cumprisse o combinado, naquela noite ainda eu dormiria no apartamento novo. Que alívio! Por fim, durante a tarde fizeram a entrega da minha compra e finalmente estaria devidamente instalado em meu novo apartamento. A noite chegou e segui em direção à universidade para dar a única aula da noite. Assim que cheguei no campus me deparei com Natasha e a cumprimentei de longe com um aceno. Era muito estranho ser colega de trabalho de alguém que havia sido minha professora no passado, mas vou conseguir acostumar. Quando fui saindo da sala dos professores após pegar a lista de frequência, encontrei Natasha no corredor e ela me parou um instante: -           Olá, Alexandre! Tenho um convite para te fazer e você não pode dizer não. Um amigo meu faz aniversário hoje e eu não estava a fim de ir sozinha; então pensei que já que voltou a pouco tempo para a cidade, está mesmo precisando sair um pouco e distrair, não é mesmo? Vamos? Sim ou com certeza? -           Er... Obrigado pelo convite, Natasha, mas acho que não vai rolar. Mudei hoje para o novo apartamento e está uma bagunça só. – Menti. – Podemos combinar um outro dia, quem sabe? -           Mais um motivo para sair com amigos e se distrair, não acha? Amigos? Até o começo da semana ele nem sabia da  minha existência. - Vou pensar e te respondo até o final da aula, ok? -           Tudo bem. Se mudar de ideia – Disse ela tirando um papel do bolso – Aqui está o meu número. Me liga. Podemos fazer outra coisa também. se você quiser. -           Pode deixar. Qualquer coisa eu te ligo. – Dei um sorriso sem graça e coloquei o papel no bolso. *** Terminou a aula e eu não tinha visto a Alice. Deduzi que eu só a veria nas segundas, mas ela poderia ter simplesmente faltado por estar doente ou coisa assim. Estava no estacionamento quando meu telefone toca. - Onde você está? – Thiago falou do outro lado. - Boa noite para você também. Estou saindo da universidade, por que? - Cara, acabei de chegar. O que vamos fazer hoje? Já se mudou? Já posso levar as gatas para o novo apartamento? – Claro que ele estava brincando. Thiago não é assim e muito menos eu. - Como assim? Não seria só na semana que vem? Mudei hoje à tarde e tá tudo revirado por lá. Não sei você, mas o que eu tenho para hoje é arrumação. - Beleza. Me passa o endereço certinho pelo w******p. A gente pede comida e vou levar um vinho. - Perfeito! Já estou te enviando o endereço. *** Uns vinte minutos depois eu já estava no apartamento. Liguei para minha mãe para saber como estava, conversamos um pouco e ela estava muito bem, apesar de eu não estar mais na mesma casa que ela. Assim que desliguei, o interfone tocou; era o porteiro pedindo autorização para deixar Thiago subir. Não demorou muito e ele já estava entrando pela porta do apartamento. Era muito bom reencontrar meu velho amigo. Nos abraçamos assim que ele chegou. Thiago é mais que uma amigo para mim; é um irmão.   -           Cara! Esse apartamento tá incrível! Próximo de tudo o que você precisa. Foi um verdadeiro achado, viu? -           Não te falei? É próximo inclusive da sua casa, não é mesmo? -           Sim. Segura aí. – Ele me passou a garrafa de vinho. – O que vamos jantar? Comida chinesa ou japonesa? Passamos alguns minutos decidindo o que seria e por fim, resolvemos pedir comida japonesa que amo demais. Thiago me ajudou a arrumar as poucas coisas que havia no apartamento e seguimos conversando sobre as novidades. Não demorou muito e terminamos tudo. Contei a ele sobre Alice e Thiago não gostou da ideia de eu alimentar sentimentos por uma aluna minha. Poderia ser um grande problema no futuro. - Alexandre, precisamos sair. Quero sair e ver gente! Você também precisa sair e se distrair. Esquece essa tal Alice, ela é problema. - A essa hora, Thiago? – Questionei, pois já passava das onze da noite. - Claro! A princesa agora sai cedo e volta para casa as dez da noite? – Zombou. - Não. Achei que você estivesse cansado e quisesse descansar um pouco. - Que nada! Descanso quando morrer. Agora vai tomar um banho. Vou dar um pulo em casa, trocar essa beca e ficar cheiroso! - Combinado. Vou te esperar aqui porque não faço ideia de onde sejam os melhores lugares para frequentar atualmente. - Volto em uns quarenta minutos. - Beleza. *** No tempo combinado, Thiago voltou e eu já estava pronto para sairmos. Pedimos um uber e partimos em direção à estrada do Turismo que é o point noturno da galera. Vários barzinhos apinhados de gente. A noite prometia. Por fim, escolhemos uma boate para começar a noite. Não tinha fila na porta, apenas três moças estavam entrando. Quando chegamos a porta, o segurança disse que não poderíamos entrar porque se tratava de uma festa particular; só poderíamos entrar com o convite ou com o nome na lista. - Que merda! – Exclamou Thiago, -           Algum problema. professor? – Disse uma voz doce atrás de mim. Quando me virei, quase não acreditei; era Alice. Mais linda que nunca dentro de uma calça jeans meio rasgada, uma regata branca quase transparente, a blusa era meio curta o que deixava sua barriga um pouco amostra. Ah, meu Deus! -           Eles estão comigo. – Falou para o tal segurança. – Venham. -           Quem é essa? – Thiago sussurrou. -           Não precisa. Já estávamos indo embora. Vamos, Thaigo. -           Na verdade, acabamos de chegar. – Disse Thiago, segurando na mão de Alice. – Prazer, sou o Thiago, melhor amigo do Alexandre. Não sei de onde vocês de conhecem, mas já gostei de você. -           Prazer, sou a Alice. – Disse e olhou para mim. Fiquei calado e apenas acenei com a cabeça. - Então essa é a Alice? – Thiago novamente estava sussurrando de forma que ela não pudesse ouvir. Assenti. -           Venham. A gente entra por aqui, o aniversariante é amigo do Miguel. Miguel, o mesmo cara que deu o bolo nela no bar outro dia. O mesmo que ela dizia que não era seu namorado, mas que pelo jeito tinha sido desculpado pelo bolo. -           Essa é a tal Alice que você me falou? – Perguntou Thiago, falando baixinho. -           Sim, ela mesma. Em carne e osso. -           Agora eu entendi o seu desespero. Ela é gata. Como que eu vivi aqui a minha vida toda e não cruzei com ela por aí? Você m*l chegou de volta e já deu uns pegas nela. Alice nos levou para dentro da boate como prometeu e logo sumiu. Thiago m*l entrou e já direto para o bar, pegar umas bebidas. Voltou com dois uísques. -           Acho que já bebi demais por hoje. – Falei com olhar perdido na multidão. -           Você tomou vinho. Não conta. Para de ficar procurando a Alice. – Ele me repreendeu. -           Não estou procurando por ela. – Parei e olhei para ele tomando um gole da bebida. –Nunca fui penetra em uma festa na minha vida. -           Sua vida é muito chata, Alexandre. Muito certinha. Relaxa, cara. Aproveita um pouco e deixa a chatice de lado. – Disse ele me entregando um dos copos. – Agora bebe.   -           E se pedirem o convite? - Falei e Thiago riu muito nessa hora. Eu estava tenso e preocupado com essa situação. Com trinta e dois anos e nunca entrei de penetra em uma festa. Fui um garoto muito estudioso e na época em que meus amigos estavam de balada em balada, eu estudava até altas horas da madrugada. Sempre entrei onde fui convidado e agora, depois de velho, fazendo esse tipo de coisa; entrando de penetra numa festa que não fui convidado e a pior parte é que é do fulano que é ou não namorado da mulher por quem sinto um desejo violento. Em menos de meia hora Thiago estava muito bêbado. Vi Alice passando umas duas ou três vezes de braço dado com um homem e deduzi que deveria ser o tal Miguel. Até que ela notou a minha presença e veio com ele em minha direção. -           Professor Alexandre, está se divertindo? -           Meu amigo está, com certeza. – Falei apontando para Thiago que agora dançava no meio do pessoal na pista de dança. -           Ah, deixa eu lhe apresentar, esse aqui é o Miguel – Falou apontando para o cidadão ao seu lado. – Este é o Alexandre, meu professor na universidade. Ele me cumprimentou sem nem olhar na minha cara e um outro rapaz o puxou. -           Desculpa, Alexandre. Ele não é sempre assim. – Disse ela se referindo a aparente falta de educação do tal Miguel. -           Pelo menos você parou de me chamar de “Professor Alexandre”. -           Adoro chamar você assim. “Professor Alexandre”. Mostra que você tem muito a me ensinar. Puta que pariu! -           Talvez eu tenha mesmo. – Respondi com mais malícia que esperava. -           Vamos beber? Hoje é por minha conta. – Disse ela rindo, por que a festa era open bar. -           Vamos. – Respondi rindo também.   Ficamos sentados no bar, bebendo e conversando, até que o tal Miguel voltou e gritou para o amigo dele. -           Falei pra você que eu tava com a Alice, cara. Olha aqui ela. – Terminou a frase e a beijou por uns dois minutos, deu pra ver até a língua dele entrando na boca dela. Quando terminou a cena, saiu de perto de novo. -           Muito sutil o seu namorado. – Falei -           Ele está bêbado. – Disse ela – Alias quem não está, não é mesmo? Acho que não consigo nem levantar daqui. -           Estou sóbrio. -           Claro. – Disse ela abrindo aquele sorriso perfeito. Aquela cena ridícula tinha sido demais para o meu estomago e para a minha cabeça. Voltei a tomar meu uísque e quem sabe assim eu ficasse bêbado de vez e esquecesse tal episódio medonho. Pedi mais uma dose e Alice me olhou meio de boca aberta. Tomei de uma vez só. -           E eu aqui achando que o Alexandre era todo certinho. – Era Thiago falando quando se aproximou de mim. -           Alexandre é muito chato, sabe, Alice? – Agora ele estava agarrando o meu pescoço, evidentemente bêbado. – Sabia que ele não queria ficar aqui porque nunca entrou de penetra em uma festa antes? Estava com medo. -           Sério? – Alice olhou para mim e riu. -           Não era medo. Só não gosto de ficar onde não fui convidado. – Justifiquei. -           CA-RE-TA – Gritou Thiago. -           Acho que ele só é extremamente educado. – Falou Alice piscando o olho para mim. Thiago voltou para a pista e em menos de dois minutos já estava se agarrando com uma morena linda. Quando olhei para Alice, lá estava o tal Miguel com a boca grudada na dela de novo. Fiquei me perguntando: O que ela viu nele? Eu poderia perguntar, mas preferir ir ao banheiro antes que a minha bexiga explodisse. Havia uma fila enorme no banheiro; ao lado do banheiro tinha um outro ambiente da boate que eu não lembrava se já existia antes. Era um lugar com três mesas de bilhar, um bar e algumas mesas e cadeiras. Um ambiente mais tranquilo. Quando saí do banheiro, vi Alice parada e fumando encostada na parede de frente para a porta do banheiro feminino. Senti vontade de falar a ela que não devia fumar lá dentro, mas me controlei. Só ia fortalecer a ideia de que sou um chato como Thiago havia dito antes. -           Quer um trago? – Perguntou ela. -           Se você inclinar sua cabeça um pouco para cima, vai ver uma placa onde tem escrito “proibido fumar”. -           Acho que o seu amigo tem razão, você é muito certinho. – Disse ela jogando o cigarro no chão e pisando em cima. -           Eu só não gosto de infringir leis... -           Cala a boca Alexandre! – Disse ela me interrompendo e me empurrando para dentro do banheiro de novo. – Eu vim aqui tirar uma dúvida, – Trancou a porta atrás de si e eu simplesmente não conseguia falar nada. – A gente se beijou no dia que nos conhecemos, não é mesmo? -           Você lembra? – Eu estava começando a ficar nervoso de verdade. -           Muito vagamente. Lembro que seus lábios são macios – E lá estava ela tocando meus lábios com o dedo indicador. -           O que mais você lembra? – A essa altura eu já não consegui controlar a minha respiração ofegante e só pensava na sua boca deliciosa. -           Lembro que você pegou na minha b***a. – Disse ela e mordeu o lábio. – Quer pegar agora de novo? – Pegou a minha mão e colocou na cintura dela. -           Eu não posso, eu sou seu professor. – Falei, mas continuava com a mão na cintura dela. -           Isso não é sexy? – E já estava mordendo o lábio de novo. -           Isso é muito errado. – Falei. Mas por dentro, estava cheio de desejo por ela. -           O errado também pode ser muito gostoso. – Disse ela colocando a minha mão na b***a dela. Ela colocou as mãos em volta da minha nuca e me beijou; senti o gosto de bebida e cigarro no seu hálito. Ela me beijava com vontade e mais desejo do que da primeira vez, nossas línguas se entrelaçavam e as minhas mãos passeavam na b***a dela e apertei; senti o quão firme aquela b***a, que mais cedo eu admirava, era. Nosso beijo foi interrompido quando alguém, fora do banheiro, bateu na porta. Ela me olhou e tentou limpar o batom que tinha sido borrado. Mordeu o lábio e disse: -           É muito mais gostoso do que eu me lembrava. – E então saiu do banheiro me puxando pelo braço como se não fosse incomum um homem dentro do banheiro feminino; tentei acompanhar com a mesma tranquilidade que ela tinha. - Vamos beber mais? – Perguntou. Eu precisava beber e muito, para acalmar os ânimos o quanto antes. Essa mulher é maluca e me enlouquece da mesma forma. Fomos até o bar e ela pediu algumas cervejas. Bebemos mais ou menos umas cinco latinhas. Por sorte, o tal namorado não apareceu mais para estragar o momento e devido a quantidade de líquido, precisei ir ao banheiro algumas outras vezes e claro que sempre torcia que Alice viesse atrás de mim e repetisse a cena que fez mais cedo. Infelizmente não tive a mesma sorte. Já estava caminhando para as cinco horas da manhã e a boate estava começando a esvaziar. Thiago ainda estava com a morena com quem se engatou assim que chegamos. A moça estava sentada em seu colo e trocavam carinhos. Procurei em volta e não a encontrei. -           Procurando a Alice? – Falou Thiago. – Ela acabou de sair com aquele cara que passou a noite chupando a língua dela. Mas deixou um beijo para você. – Senti um certo deboche em sua voz mas não ia criar caso com isso. -           Certo. - Falei -           Alexandre?! - Oi. -           Ela realmente é tudo que você tinha falado. Acho que um pouco mais até. – Para quem estava bêbado, Thiago estava raciocinando bem. - Sim. Ela é. Porém, é proibida para mim. Sou sua professora, lembra? E qual a lição que eu tiro de tudo isso? Que o Thiago estava certa e eu só fico a fim de mulher problemática. Estou começando a achar que Alice será mais uma. Me beija em um minuto e no outro vai embora com o i****a do tal namorado dela sem nem ao menos se despedir. E sabe qual é a pior parte disso? Até hoje não se ao menos o número do seu celular. O que significa que pode ficar nessa lenga-lenga por um bom tempo. Com Alice não sei exatamente o que esperar. Ela é um furacão. Uma mulher incrível e deliciosa. Sabe o que quer, é sexy do jeito que eu gosto. O problema todo é que ela é proibida para mim, graças ao fato de eu ser seu professor na universidade. Isso é uma merda! *** Caros leitores e leitoras, Siga meu perfil aqui na Dreame e siga também minhas histórias. Isso me incentiva muito a continuar escrevendo. Obrigada por lerem minhas histórias!  ***
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