Capítulo 5

1147 Palavras
*Rosa* Acordei cedo hoje, acho que é por que não consegui dormir direito, aquele homem que me ligou ontem a noite, me tirou do sério, fiquei incrédula com a cara de p*u dele, até onde vai um homem pra conseguir comer uma b****a? meu Deus! esses homens só querem saber de sexo? -Rosa, minha filha, nem vi você chegando ontem, você tem chego muito tarde.-Disse minha mãe. -Estou fazendo umas horas extras mãe, com o salário puro, a gente não consegue cobrir nem metade das despesas, semana que vem tá na hora de comprar mais remédios e eu não tenho um tostão. -Eu não entendo como você trabalha tanto, e não ganha quase nada, minha filha, talvez você devesse procurar um emprego melhor. Minha mãe não sabe sobre a nossa situação, pra ela, ainda sou garçonete no mesmo lugar aonde ela trabalhou, não quis arriscar preocupá-la e piorar a situação dela, eu ia dar um jeito de resolver tudo, resolvi tudo até aqui, e dessa vez não seria diferente. -Eu vou conseguir um emprego melhor, mamãe, é só questão de tempo, mas, por enquanto não vamos reclamar do que temos, né? bem ou m*l, esse trabalho paga o seu tratamento, põe comida na mesa, agora, deixa eu ir, preciso ir pagar umas contas.-Eu disse, me despedindo dela com um beijo na testa. Na verdade, eu não tinha que pagar contas, eu estava indo até a imigração, ver se conseguia resolver meu problema na conversa, eu era boa de lábia, graças a esse talento tinha conseguido me manter aqui por todos esses anos, quem sabe agora isso não me ajudaria? Chegando na embaixada, uma fila kilométrica, não podia passar o dia inteiro aqui, daqui a pouco tava na hora de trabalhar, e eu não teria conseguido nada. -Com licença, senhor? eu só preciso resolver uma coisa rapidinho, e eu tenho que estar no trabalho daqui a pouco, será que o senhor não pode me deixar entrar, bem rapidinho?-Perguntei a um homem que estava na porta. -Ah, claro, é só você virar para todas essas pessoas aí atrás que dormiram por aqui, e dizer a elas que quer passar na frente por que o seu problema é mais importante.-Ele disse, em tom de irônia. -Okay, entendi o recado.-Eu disse, me virando para voltar pra fila. Enquanto caminhava até a fila, fui interrompida por um homem, branco, alto, com os olhos castanhos, intimidadores. -Querendo furar fila, Rosa? que coisa feia...-Ele disse. -Quem é você, e como sabe o meu nome?-Perguntei assustada. -Me chamo Anthony Fitzgerald, falamos por telefone ontem. -Meu Deus, você é alguma espécie de maníaco? eu já te disse, não saio com clientes!!!! -Não, não sou um maníaco, aparentemente, sou a única solução para os seus problemas, e não sou um cliente. -Estou ouvindo... -Não vai conseguir nada nessa embaixada, me deixe te pagar um café. Tudo bem, eu não costumava tomar café com estranhos, mas, eu realmente não acreditava o suficiente que minha lábia serviria para alguma coisa aqui, não serviu nem pra furar a fila, e, além do mais, eu não tinha tomado café da manhã. Fomos até uma cafeteria do outro lado da rua, Anthony encarava cada pedaço daquele lugar com um olhar de desprezo. -O que foi? nunca frequentou uma cafeteria de esquina né? tá acostumado com o que? Starbucks? -Pelo contrário, frequentei durante longos anos da minha vida, só não esperava ter que frequentar outra vez. -Está perdendo, essas cafeterias costumam ter sempre os melhores cafés, não aqueles cafés aguados com copos chiques. -Nisso eu tenho que concordar com você, são realmente horríveis. -Mas não me trouxe aqui pra discutir sobre café, então me diga, o que você quer de mim? -Quero que seja minha esposa, com algumas ressalvas, claro. Não aguentei, comecei a rir descontroladamente enquanto ele me encarava com toda a seriedade do mundo. -Moço, isso é algum tipo de pegadinha? por que se for, eu realmente não tenho tempo pra isso agora, tenho muitos problemas e eu preciso mesmo resolvê-los, então, eu vou indo. -Por que acha que é uma piada? eu estou falando sério, preciso de uma esposa e acho que você é a mulher ideal. -E você descobriu isso só me vendo dançar? o que é isso, um filme? -Olha, eu tenho uma empresa, sou dono de 70% de todo o petróleo da América, mas posso virar dono de 90%, e para isso, preciso de uma esposa, e para algumas outras coisas também que vou te explicar mais a frente, tudo o que você precisa fazer é sorrir e acenar para alguns acionistas, e estar pronta quando eu precisar de você, e em troca, posso te oferecer a solução de todos os seus problemas. -Você não faz idéia de quais são os meus problemas. -Ah, faço sim, pesquisei bastante sobre você, Rosália Marigaldi, imigrante do México, Las palmas, para ser mais exato, você veio pra cá com 5 anos, sua mãe, garçonete, faxineira, até que descobriu um câncer, e agora, você trabalha como stripper por que vai ser extraditada e precisa pagar o tratamento dela. -Olha, eu realmente vou chamar a polícia, por que não faço ideia de como conseguiu todas essas informações sobre mim. -Tem certeza que vai chamar a polícia? é uma atitude meio burra, mas fica tranquila, eu não quero te machucar, pelo menos, não dá forma que você está pensando.-Ele disse, lambendo uma colher. Preciso confessar que aquilo pareceu muito sexy. -O que você tem pra me oferecer, homem estranho? -Um Green card, a solução de todos os seus problemas com a imigração, sou um legítimo cidadão americano, um dos mais influentes, inclusive, se casando comigo, você ganha passe livre pra viver aqui, para sempre. -Não é o suficiente... -Sério? não pensei que você fosse oferecer qualquer resistência, é uma proposta irrecusável. -Você tá brincando? eu nem te conheço! e você tá me pedindo pra casar com você, e tudo o que você me oferece é o direito de morar na sua amada América? ah, eu não tô tão desesperada assim.-Eu disse, me levantado. Na verdade, eu estava bem desesperada sim. -E o que você quer? -Eu quero o tratamento da minha mãe todo pago, quero que ela more comigo, num apartamento bom, que você vai comprar pra gente. -Você vai morar na minha casa, está no acordo pré nupcial, e, sua mãe não pode morar conosco, odeio hóspedes, mas posso comprar um apartamento próximo para ela, e você pode visitá-la em dias combinados. -O que? como assim, acordo pré nupcial? -Bom, como você disse, nós nem nos conhecemos, não posso me casar com você sem ter as minhas ressalvas antes, quero ter controle total sob os seus passos, quero que você fique o mais afastada da mídia possível, e quero ter certeza de que não terá filhos. -Tá, você é realmente maluco, essa conversa pra mim, acaba aqui.-Eu disse, me levantando e saindo.
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