Poucos instantes depois de estar naquele lugar, eu já me preparava para ir embora, definitivamente esse não era o lugar aonde eu encontraria a mulher que queria que fosse vista publicamente ao meu lado, tudo o que tinha aqui eram strippers, que vendiam seus corpos em troca de uns trocados, para se entupirem de droga depois, dessa vez, o meu sexto sentido falhou.
Estava prestes a ir, quando o palco se abriu, e surgiu uma mulher linda, deslumbrante, com um corpo perfeito, ela começou a dançar e algo em mim paralisou, me sentei próximo ao bar, pedi um drinque, e fiquei ali, apenas a admirando, reparando o como cada curva do corpo dela parecia ter sido desenhada exclusivamente por Deus, comecei a me perguntar o que uma mulher como ela fazia num lugar como esse? ela não tinha a mesma cara que a maioria das mulheres aqui, o olhar perdido, de quem virava as noites se afundando em carreiras, ela tinha um olhar puro, um rosto tão meigo, e ela dançava sob aquele pole, como se tivesse nascido para fazer aquilo.
Quando a apresentação acabou, aplaudi de pé, quando ela desceu do palco, logo me levantei, não podia perdê-la de vista, eu precisava ter aquela mulher, minha cabeça se perdia imaginando a imensa quantidade de coisas que eu poderia fazer com ela, a quantidade de posições em que eu poderia colocá-la, ah, o corpo dela se mostrava tão flexível.
Perdi tanto tempo perdido em meus pensamentos, que quando me dei conta, ela tinha sumido, fui até o palco, e não tinha mais qualquer sinal dela, apenas um homem, alto, que parecia ser o dono do lugar.
-Com licença, senhor, eu gostaria de saber sobre a dançarina que acabou de sair do palco, o senhor a viu?
-Gostou da Rosa? parabéns, acho que você é o único, tudo o que ela sabe me dar é prejuízo, não aceita conhecer os clientes e mancha a reputação da minha boate, então, nem perca seu tempo.
-Mas, eu não sou um cliente, eu sou o homem mais poderoso de toda a Nova York, e posso te jurar que se não me passar o endereço dela agora, eu fecho essa espelunca e você nunca mais conseguirá abrir nada nessa cidade.
-Calma aí rapaz, pedindo com jeitinho né, quem não consegue?-Ele disse, me entregando um papel com um telefone.
Peguei o papel da mão dele, e voltei para o carro, Nataniel cochilava enquanto me esperava, e tomou um susto assim que entrou no carro.
-Me desculpe senhor Fitzgerald, pensei que o senhor demoraria mais.-Ele disse, envergonhado.
-Vamos para casa, tenho uma ligação a fazer.
Ele assentiu com a cabeça, e fomos para casa, chegando em casa, corri direto para o meu quarto, afim de ligar logo para a tal Rosa, eu tinha pressa, queria tê-la no meu quarto do prazer o quanto antes, queria possuí-la, fazer dela minha.
-Alô? quem é?-Ela perguntou, atendendo ao telefone.
-Me chamo Anthony Fitzgerald, eu vi você na boate hoje mais cedo, gostaria de te convidar para um café.
-Olha, eu nem sei como você conseguiu o meu telefone, mas eu não saio com clientes, já deixei isso claro pro Andy, que saco.-Ela disse, desligando o telefone.
Quem aquela garota pensava que era? eu não era um desses homens nojentos que cercavam uma.mulher como carniça, ela deveria saber que ter me chamado a atenção era algo extremamente positivo, mas por outro lado, gostei da sua resistência, mostra que ela não é uma.mulher fácil, que é uma mulher respeitosa, exatamente como estou procurando.
Se ela não atendia minhas ligações, talvez eu devesse voltar lá amanhã, ela não teria como me ignorar frente a frente.
*Rosa*
Sai da boate correndo e fui direto para casa, eu odiava ficar naquele lugar, odiava com todas as minhas forças, ao chegar na porta do meu apartamento, percebi que havia uma carta, enfiada na porta, era da imigração.
"Cara senhorita Madrigal, lamentamos dizer que seu visto foi negado, a senhorita possui 3 semanas para deixar o país, ou será extraditada"
Ótimo, 3 semanas, o que eu conseguiria fazer em 3 semanas? eu precisava continuar aqui, o tratamento da minha mãe estava longe de acabar, e jamais conseguiríamos esse suporte no México, não fazia sentido ir embora daqui, eu cresci aqui, não era justo não poder permanecer simplesmente por que não tinha uma droga de papel, enquanto isso criminosos de verdade seguiam soltos nas ruas, enquanto nós, vivíamos lutando para provar que também éramos dignos de morar aqui.
Eu estava atordoada pela raiva, não fazia idéia do que ia fazer, não tinha opções, e já estava ficando sem tempo, cheguei em casa, e minha mãe estava dormindo, como sempre, ela estava tomando remédios muito fortes que a dopavam completamente, sentei no sofá, esperando esquecer da minha humilhante vida por pelo menos uns 5 minutos, quando o telefone tocou, era um número desconhecido.
Alô? quem é?-Perguntei, já sem muita paciência.
-Me chamo Anthony Fitzgerald, eu vi você na boate hoje mais cedo, gostaria de te convidar para um café.
-Olha, eu nem sei como você conseguiu o meu telefone, mas eu não saio com clientes, já deixei isso claro pro Andy, que saco.-Eu disse, desligando o telefone.
Ah, agora o Andy tinha ido longe demais, qual é, dar o meu telefone pros clientes? eu já tinha deixado claro mil vezes pra ele que eu não saia com clientes, e mesmo assim ele insistia em me empurrar para eles o tempo todo, ah mas amanhã ele ia ouvir, onde já se viu? clientes me pertubando no único momento de paz que eu tenho? ah vai pro inferno, eu precisava resolver a minha situação, só assim conseguiria sair daquela droga de trabalho e finalmente poderia trabalhar com algo digno, mas como eu faria isso? só se acontecesse um milagre.