Amargo presente de Natal

909 Palavras
Brad com todo sua sagacidade encontra uma maneira de entrar na sala de Nate enquanto ele me mantém presa no pequeno quarto. Brad abre arquivos no computador, procura em gavetas até que seu instituto lhe mostra um relevo estranho no chão. Ele tem a ajuda de um canivete para levantar a pequena tampa e encontra uma pasta. Há registros de processos contra ele feito por algumas mulheres e olhando com mais cautela ele finalmente encontra um com o nome de Kaya Montgomery. Ele usa o celular para fotografar tudo que pode e sair dali o mais rápido possível. Naquele momento Brad confirma suas suspeitas: Nate era um homem perigoso. Nate não tinha se dado conta, mas meu celular acabou ficando comigo, estava com pouca bateria, silenciei o aparelho e o escondi num vão entre a parede e vaso sanitário. Havia apenas uma foto de Nate com Kaya na Internet, era uma publicação em que dizia que o caso está sendo arquivado e que a causa da morte dela teria sido o suicídio. Ele precisava saber mais sobre aquilo e vasculhando mais um pouco, encontra um endereço e um número de telefone com sobrenome Montgomery. Brad não se dá por vencido e entra em contato, aqueles dados eram da irmã de Kaya, ao que parecia ela era a única que não acreditava nessa causa morte e na época implorou por justiça. - Loren Montgomery? Muito prazer, sou Brad Riccio. Nos falamos por telefone. - Diz ele ao ser recebido na porta. - Entre Sr. Riccio. - Diz Loren sem entusiasmo. Brad a segue até uma pequena cozinha onde ela lhe serve uma xícara de café. Há fotos de Kaya por toda casa, fotos de quando ela era criança, outras de viagens e várias em noites de Natal. - Ela era incrível, estava sempre sorrindo e amava o Natal. - Comenta Loren apontando para uma foto em que Kaya está com orelhas de rena e Brad sorri levemente. - Fomos criadas somente por nossa mãe, até que ela veio a falecer de um câncer no pulmão, mamãe fumava muito. Kaya havia acabado de completar dezesseis anos e desde então eu assumir o papel de mãe, amiga e irmã mais velha super responsável. - Completa ela. - Como foi que Nate chegou em sua vida? - Brad pergunta com cautela e a expressão de Loren muda rapidamente. Agora ela fala com desabor. - No começo Kaya era pura felicidade, vivia cantando pela casa, fazendo vários planos, mas depois...depois ela foi ficando cada vez mais deprimida. - O que você acha que estava acontecendo? - Eu não posso afirmar com toda certeza Sr. Riccio, é difícil ter certeza de algo assim. Porém, ele acabou com a alegria de viver da minha irmã. Ela faz uma pausa e diz: - Venha! - E Brad a segue para o segundo andar da casa onde ficava o quarto de Kaya. Ele pára na porta com receio de entrar, enquanto Loren vasculha uma caixa. - Aqui está? - O que é isso? - Pergunta Brad segurando um tipo de caderno. - Era aí que Kaya escrevia os seus desabafos. - Brad respira fundo e pergunta mais uma vez: - O que você acha que aconteceu entre eles? Tenho uma amiga que está casada com ele e estou percebendo uma mudança no comportamento dela, como se ela estivesse com medo, não sei. - Nesse momento parece que Loren recebe um choque de realidade. - Sua amiga precisa sair de perto daquele monstro. Nate é perigoso e manipulador, ele vai sugar até a última célula do corpo dela e quando acabar vai descartá lá como lixo. - Me explique melhor. - Pede Brad tentando fazer com ela se concentre nas respostas. - Nate fez da vida da minha irmã um paraíso, com presentes, viagens, estava sempre cuidando dela, protegendo como se fosse o homem dos sonhos de qualquer mulher. Mas ele tem uma outra face, ele não passa de um psicopata. - Enfim Loren parece organizar as idéias e ela continua: - Nate é um agressor. Kaya aparecia com vários hematomas pelo corpo, muitas vezes tentou esconder e até que chegou ao ponto que era visível. Ela já não podia ter amigos ou conviver com a família e ele a fez se mudar para sua casa, lembro dela ter ficado doente nessa época, aliás era próximo ao Natal. Não deu tempo para que ela viesse abrir seus presentes. Sabe Sr. Riccio, nossos tios nos tratavam como crianças e nós mandavam muitos presentes no Natal. Kaya adorava abri los. - Loren se emociona. - Mas o que houve nessa época? Porquê ela estava doente? - Ele a matou aos poucos com toda sua obsessão, com todo seu excesso de controle. Ela o amava muito para perceber isso, ele a manipulava demais. Acho que minha irmã era emocionalmente dependente dele e isso a matou. - Entendo. Posso ficar com o diário?-Pergunta Brad. - Sim, claro. Se isso for ajudar a sua amiga, só tome cuidado para não perdê lo. - Brad promete. - Eu vou indo, e agradeço por me receber. - Loren olha com cuidado para Brad e diz; - Sr. Riccio, tome cuidado. Aquele homem vai usar a forma mais baixa e suja para se livrar de qualquer culpa dirigida a ele. - Terei cuidado Loren, obrigado outra vez. - Salve sua amiga! - Diz ela com olhar perdido em lembranças e Brad estremece como se previsse algo r**m.
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