Doce Brad

449 Palavras
Brad foi quem Nate contratou para me substituir no escritório, não sei se ele queria alguém realmente competente ou se queria ficar de olho em Brad. Ele nunca se simpatizou muito com Nate, mas aceitou o trabalho como um ponta pé inicial em sua carreira de advogado. - Algum dia vou me tornar um juiz renomado. - Dizia ele virando uma lata de cerveja de uma vez. - Então terá que deixar de beber em público em nome de sua reputação. - Aconselha Sarah o admirando com ternura. Brad Riccio era o filho do meio de Tizianna e Giancarlo Riccio, imigrantes italianos que sempre presaram a boa formação dos filhos e por isso, se mudaram para os EUA. Salvatore, o irmão mais velho era engenheiro e Dario estava terminando o colegial. Era uma família muito amorosa e acolhedora, sempre davam os melhores jantares da vizinhança e faziam questão que os meus pais e eu fôssemos. Como eu não tinha irmãos, me apeguei a família Riccio e Brad se tornou meu amigo e protetor de todas as horas. As meninas da faculdade eram loucas pelo seu jeito doce, cuidadoso e inteligente. Sempre havia alguma querendo suas anotações ou que lhe explicasse a matéria. Mas eu só o via como irmão e depois que me apaixonei por Nate nos distanciamos, nos víamos pouco e Nate sempre estava por perto e isso impedia uma conversa mais aberta. Uma das poucas vezes que podemos conversar com tranquilidade ele demonstrou preocupação: - Você está bem? - Sim. - Respondo sem encará lo. - Você está um pouco pálida e até mais magra. Deveria ver um médico. - Ele sugere com preocupação. - Eu estou bem não se preocupe. - Dessa vez respondo com firmeza. - Tudo bem. Sabe não confio em Nate e você parece triste. - Brad, por favor não quero ter essa conversa com você. - Ele não diz mais nada respeitando o meu pedido, dessa vez tenho meus olhos nos dele que em silêncio, entende tudo. Brad era um bom ouvinte, mas naquele momento não me sentia a vontade para lhe contar que sim, eu estava triste. Que minha vida de casada não era nada do que eu pensei, que tinha saudades de trabalhar e principalmente sentia saudades de sua companhia. Eu não disse nada disso a ele, mas sei que ele entendeu tudo. Brad era discreto com seus sentimentos, sua forma de demonstrar afeto era sútil, era nos pequenos gestos, como tirar o cabelo do meu rosto ou abrir um lata de molho de tomate para que eu não estragasse a unha que acabei de pintar. Seu olhar terno sempre foi meu cais, me doía muito não ter notícias dele.
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