Primeiros sinais

521 Palavras
- Tiiim dooom! - Soa a campanhia. - Sarah, que surpresa! - Vim ver como minha cunhada está. - Sarah estava tão bonita, seu cabelo ruivo iluminou todo ambiente. - Que bom que veio, se tivesse chegado vinte minutos antes, pegaria Nate em casa ainda. - Não queria que estivesse aqui, queria conversar entre mulheres. - Ela sorri com desconfiança. - E o quer conversar? Quer saber como é a vida de casada? - Pergunto com bom humor enquanto lhe sirvo uma xícara de café. - Mais ou menos, na verdade queria saber o porquê de Brad está trabalhando no seu lugar? - Dou um gole em meu café procurando a maneira de responder a pergunta de Sarah: - Nate não quer que eu trabalhe. - Como assim, seu sonho é ser advogada e foi por isso que nos aproximamos, e te apresentei para ele. - Ela fica horrorizada com a resposta. - Eu sei, mas por enquanto não vou exercer a profissão, pelo até que as coisas estejam organizadas na casa e tudo mais. - Ouça bem Bel, não deixe que meu irmão tome todas as decisões, não deixe de fazer o que gosta para agradá lo. - Sarah está um pouca irritada. - Ele é meu esposo Sarah, não posso fazer o que eu bem entender. - Não entendia o que Sarah tinha contra o próprio irmão, parecia até que ela era contra o nosso casamento. - Não se preocupe Sarah, isso é só a princípio, depois voltarei a minha rotina normal. - Finalizo tentando tranquilizá la. - Tudo bem, eu só quero que você seja feliz Bel. - Ela diz também com mais calma. - E como foi a lua de mel? - Ela muda o rumo da conversa. - Foi excepcional, seu irmão é um cavalheiro. - Sarah respira fundo e sorri com o canto da boca. Eu deveria ter dado ouvidos a ela, entendido os sinais, porém eu estava mergulhada em ilusões e mentiras. Conversar com Sarah naquele dia me fez muito bem, ela sempre ria das confusões em que se metia, ela sempre tinha uma boa história para contar. Nate me controlava vinte quatro horas por dia, sabia quem tinha ido me visitar e o que fiz durante o dia. Agora eu entendia o porquê de tantas câmeras. - Preciso de dinheiro para comprar algumas coisas para mim. - Digo a ele. - Faça uma lista e eu trago na volta para casa. - Ele responde tomando o seu café da manhã. - Eu queria ir, desde que chegamos da lua de mel e ainda não saí de casa. Também não fui ver meus pais - Os visitaremos no fim de semana. - Mas eu quero ir hoje Nate, o que há de m*l? - Chega! - Ele bate na mesa com raiva e eu estremesso. Ele percebe sua falta de controle e recua: - Tudo bem, você pode ir. Eu passo para te buscar na casa dos seus pais. - Ele retira da mesa ainda nervoso. Era a primeira vez que o via com raiva e fora de controle. Era a primeira de muitas.
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