Mergulhando em amor

617 Palavras
Nate viu em mim uma presa fácil, pessoas como ele gostam de garotas mais introvertidas, com uma vida social pouco movimentada e auto-estima abaixo da média. Ele havia descoberto muito sobre mim, no dia em que o flagrei em minha sala ele tinha checado minhas redes sociais. Ele facilmente pôde concluir o tipo de garota que eu era. Meus amigos nas redes era colegas de faculdade e parentes distantes que quase nunca via, também haviam quatro fotos postadas: Uma com meus pais no dia de Ação de Graças, uma foto minha criança pescando com o vovô, uma foto de Laguna Beach e uma foto do baile de formatura do colegial ao lado de Brad, ele foi meu par. Naquele dia ele descobriu até coisas como: minhas bandas favoritas, meus livros favoritos e etc... Não foi à toa que na volta para casa ele colocou Coldplay para tocar no som do carro. Quando Nate me perguntou se eu tinha namorado ele obviamente já sabia a resposta. O Nate era o cara mais gentil que conheci em toda minha vida, ele prestava atenção nos mínimos detalhes. Elogiava a cor do meu esmalte, como prendia o meu cabelo, ele perguntava pelos meus pais e se interessava pelas minhas notas da faculdade, se prontificava a me ajudar em alguma matéria que eu estivesse com dificuldades. Nate era acima de qualquer suspeita. Não demorou muito para começarmos a namorar, ele fez tudo como manda o figurino, organizou um almoço de família na casa de seus pais, eu levei os meus e ele pediu a minha mão ao papai. - Senhor Mori e com grande respeito ao senhor e a sua filha que lhe peço permissão para namorá la. - Bom meu rapaz, é ela quem deve decidir, pois eu não vejo motivos para me opor. E eu com toda certeza aceitei. Eu estava radiante de felicidade, meu namorado, meu primeiro amor era simplesmente o cara mais incrível do mundo. Bom, foi isso que eu pensei. Todos ficaram super felizes com a nossa relação, exceto Brad que fazia questão de revirar os olhos a cada beijo que dávamos, e Sarah. Ela nos olhava com certa desconfiança e às vezes até tristeza: - Sarah você não está feliz por nós? - Pergunto à ela. - Claro que estou Bel. Espero que sejam felizes e que meu irmão tome jeito dessa vez. - Ela responde com um sorriso forçado. - Dessa vez? Como assim? - Esqueça Bel. - Ela faz um carinho em minhas costas e agora sorri com um pouco mais de sinceridade. Sarah já sabia o que me aguardava, ela havia presenciado os relacionamentos anteriores de Nate e nenhum deles passaram ilesos. Ela costumava a visitar em segredo uma ex namorada do irmão chamada Olívia. Olívia tinha sido a primeira relação séria de Nate, uma relação que terminou com ela numa ala psiquiatra de um hospital no centro da cidade. Sarah se sentia na obrigação moral de tentar reparar os danos causados por seu irmão. Visitar Olívia mesmo sabendo que ela permaceria imóvel num canto do quarto trazia um pouco de paz para Sarah, que sempre levava rosas vermelhas para ela. Era o único momento em que ela reagia, dava um meio sorriso e parecia se lembrar de algo bom. Talvez ela pensasse que foi Nate quem as enviou. Amar Nate custava muito caro, mas eu ainda não enxergava assim. Almoçávamos juntos todos os dias e ele sempre me deixava em casa ao final do expediente. Ele nunca me forçou a nada, disse que esperaria até a nossa lua de mel por nossa primeira noite juntos. Realmente um príncipe. Nós estávamos cada vez mais envolvidos, apaixonados e parecia que nada poderia nos deter.
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