Naquela tarde eu conheci um Nate mais despojado, eu diria até mais humano. Ele me fez mil e uma perguntas, as primeiras foram de âmbito profissional, depois ele foi chegando aonde realmente queria:
- Você têm um namorado Isabel?
- Não, eu não tenho tempo de pensar nisso. - Respondo com vergonha, minha vida amorosa nunca foi motivo de orgulho para mim. Eu sempre fui a caladona no fundo da sala de aula, as poucas vezes que saí com garotos foram um desastre total.
- Como uma garota tão linda e inteligente pode estar solteira? - Ele segura a minha mão.
- Eu não vejo m*l nenhum nisso. - Me justifico.
- Você têm total razão. Às vezes é melhor ficar só do que m*l acompanhado. - O olhar de Nate fica sombrio como se recordasse de algo.
- Está tudo bem? - Pergunto.
- Sim, já terminou seu suco? - Ele volta a si.
- Já.
- Então vou pedir a conta e te deixo em casa.
Nate estaciona em frente à minha casa e parece pensar nas palavras que quer me dizer. Esse tipo de pessoa sabe dizer exatamente o que queremos ouvir.
- Olha Isabel eu devo te confessar uma coisa.
- Pode dizer. - Eu demonstro atenção.
- Eu estou de joelhos por você. Desde o primeiro instante em que te vi cruzar a porta da minha sala, eu sinto uma grande necessidade de estar perto de você. - Eu sinceramente fico chocada, mamãe tinha razão ao dizer que ele tinha interesse em mim, eu só não sabia que ele seria tão direto.
- Eu sei que a gente se conhece à pouco tempo, sei que posso estar te assustando nesse momento, mas eu precisava te dizer. - Continua ele.
- Eu nem sei o que dizer Nate. Eu estou surpresa.
- Eu sei, eu sei! Não precisa me dizer nada agora. A gente se vê amanhã na agência certo? - Ele tenta ser o mais natural possível.
- Certo! Obrigada pela carona. - Eu desço do carro e o observo partir.
Aquilo foi estranho, mas eu fiquei feliz em saber que despertei o interesse de alguém como ele, o acontecimento havia alimentado o meu ego e eu também sentia algo por ele.
Mas Nate usava várias máscaras para conseguir o queria, ele era mestre em fazer isso, por esse motivo muitos não acreditavam em mim e muito menos levavam em consideração todos os indícios de que algo não estava bem.
Nem Brad e muito menos Sarah ficaram felizes em me ouvir contar o que tinha acontecido.