Olhos Verdes

500 Palavras
Devo confessar á vocês que eu gostava dessas aparições inesperadas de Nate, no fundo eu até torcia para que ele aparesse e quando isso não acontecia o meu humor mudava. Sarah percebia, e um certo dia chegou a perguntar: - Parece que você está gostando do meu irmão, não é mesmo? - Que idéia Sarah. - Respondo envergonhada. - Eu já notei como você fica perto dele, ou simplesmente quando alguém o menciona em uma conversa. - Pode ser, talvez. - Sarah fica séria com minha resposta é diz: - Sei que não controlamos o que sentimos, mas toma cuidado Bel. Não quero que se magoe. - Você não têm com que se preocupar amiga, Nate nunca olharia para mim. - Eu não teria tanta certeza disso, ele vive fechando o cerco. - Ele faz isso para cuidar de você. Você é a irmãzinha dele. - Você está enganada Bel. Ele está fazendo isso por você. Poucas vezes Nate fez algo do tipo por minha causa, ele sempre deu prioridade á sua vida, muito mais do que para minha ou de nossos pais. Aquilo soava muito egoísta da parte dele, mas ele aparentava ser uma pessoa responsável e preocupada com todos à sua volta. Então me custou acreditar, talvez Sarah estivesse exagerando. Uma vez cheguei mais cedo a Parker's e encontrei Nate mexendo nas minhas gavetas: - Você está precisando de algo? - Pergunto ao entrar na sala, ele fica totalmente desconcertado: - Eu estava procurando um papel de um dos processos que estou estudando, pensei que talvez Pam tivesse deixado em sua sala. - Não teria sido mais fácil perguntar a ela? - Sim, sim! Você têm toda razão. Eu vou arrumar tudo para você. - Ele começa a recolher alguns papéis e eu o interrompo: - Não se preocupe, pode deixar que eu organizo as coisas por aqui. - Eu me aborreci com aquilo, eu não gostava que mexessem nas minhas coisas. Chego a pensar nas palavras de Brad quando dizia que Nate era estranho e pela primeira vez sinto que ele poderia ter razão. Ao final do dia, enquanto eu cruzava o estacionamento, senti um carro se aproximando de mim devagar e me viro para me certificar, era Nate: - Posso te dar uma carona? - Não é necessário, vou pegar o ônibus do outro lado da rua. - Ônibus? - Sim. - Por favor Isabel, deixe me levá la. Sei que está chateada porque me encontrou fuçando sua sala. A carona é meu pedido de desculpas. - Tudo bem. - Eu dou meia volta e entro no carro. - Podemos tomar algo antes de te deixar em casa? - A voz dele era suave e envolvente e os seus olhos verdes eram tão atrativos, eu não pude recusar: - Tudo bem! - Disse ainda chateada. Seu perfume era envolvente, marcante e me levava a quase flutuar. Jamais havia sentido algo parecido. Sua roupa formal combinava tão bem com aquele sorriso imensamente branco. Nate era um sonho.
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