Pessoas Normais

508 Palavras
— Interrompendo? Não, não está interrompendo nada... — eu guinchei rápido demais. Por que eu estava irritada. Comigo mesma. — Nós estávamos apenas... — Eveline estava me contando um pouco mais sobre a cidade. — inacreditavelmente, Eron já estava recomposto, sorrindo para Ivi um sorriso que a fez ficar abobalhada por alguns instantes — A propósito, eu sou Eron, você deve ser Ivileine, certo? Ivi se deixou cair ao meu lado, numa cadeira vaga. — Sim, sou eu — ela sorriu dopada, piscando de uma forma que me deixou ainda mais desconfortável. Como ele conseguia mudar tão rapidamente de expressões? Primeiro era o bad boy que achava graça em tudo, depois, era o garoto que me metia medo apenas por ter endurecido o olhar, e agora, era o garoto novo completamente amável que sorria para minha melhor amiga. É sério, eu estava começando a ficar maluca. — Bem, eu tenho que ir indo... — ele disse se levantando — foi um prazer conhecê-la — ele disse para Ivi, e depois se dirigiu a mim — Nos vemos por ai, Eveline. Eu espero que não. Mas ele já havia sumido pela porta da biblioteca, e eu e Ivi o acompanhamos com o olhar enquanto ele sumia pelo corredor. E então, eu soltei o ar, não percebendo qual fora exatamente o momento em que eu o havia prendido nos pulmões. — É sério. Eu não consigo entender o que você vê de tão r**m nele... — Ivi disse enquanto se abanava com o livro que tinha nas mãos — Dá um calor só de lembrar daquele sorriso... Eu não ousei discordar, por que eu sabia que era verdade. Só que o tipo de calor que eu sentia era diferente. Ivi não fazia ideia de como estava certa quando dizia como ele era quente. Mas resolvi não dizer nada. Por que ela não ia acreditar em nada do que eu falasse mesmo. Não enquanto estivesse tão abobalhada. — Afinal de contas, sobre o que vocês estavam falando? Oh céus, Eve, você simplesmente tem que me contar. Eu suspirei enquanto guardava minha agenda. — Não era nada de muito importante. Caminho das Estrelas 1 FALANGE Christyenne JottaA [99] — SEI. — ela chiou enquanto me encarava, irritada — vocês estavam muito absortos numa conversa para não estarem falando de nada muito importante quando eu cheguei... Eu sorri para Ivi como se estivesse tudo bem, e como se eu fosse uma garota normal que também o achava simplesmente um gato. Isso faria com que Ivi parasse de perguntar. — Foi como ele disse. Eu estava lhe contando um pouco sobre a cidade. E quer saber? — eu persisti na farsa — Você tinha razão... ele não é tão r**m assim... O sorriso de Ivi clareou, enquanto ela erguia as mãos para cima. — Puxa, finalmente! Parece que minha amiga finalmente vai começar a agir como uma pessoa normal... Eu sorri para Ivi, como se estivesse envergonhada. — Claro. Mas só depois que eu descobrir que m***a é essa que está acontecendo por aqui.
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