Eu me recomponho e digo: Vou para a casa de campo. Mas antes disso, acho que tenho uma viagem para Seattle. A minha voz é monótona, provando a ele que ainda sou a dona da casa, mesmo que ele testemunhasse o meu lado desprezível.
— Em que momento? Ele ainda está reverente, não mostrando nenhum sinal de qualquer retaliação dos meus últimos atos m*l-intencionados da noite.
— Um… Eu fico com os pensamentos confusos sob os seus os olhos cor de whisky olhando para mim com firmeza. Deus!
— Em três horas.
— Ok, senhora. Ele acena com a cabeça e caminha em direção à saída.
— Red. Eu o chamo gentilmente.
Ele gira instantaneamente. — Senhora?
— Obrigado. Murmuro, falando sério do fundo do meu coração. Perplexidade é evidente nos seus olhos, provavelmente ponderando a conotação por trás da minha gratidão. — Por salvar a minha vida. Eu esclareço, subitamente dominada pelo medo. . . O mesmo
medo, que estou fazendo tudo o que for preciso para abandonar.
— Estou apenas fazendo meu trabalho. Ele responde friamente. Cansada, eu aceno. — Com licença. Ele caminha pelo corredor.
— Eca! Eu gemo mentalmente, revirando os olhos. — Ele nunca aceita um elogio? Eita! Estou apenas fazendo meu trabalho. Imito a sua voz, rindo sozinha. — Que pedaço de trabalho! Eu me levanto sem graça. Pronta para lutar por comida, que é o que eu preciso mais depois da minha xícara de café.
Lucas retorna de onde estava escondido. — O café da manhã é servido no sala de jantar, minha querida. Ele diz com os seus modos mundanos. O velho tem sido todo sobre as cidades chiques do mundo, e Paris foi onde eu o roubei.
Ele é como um avô distante.
Sorrio docemente para ele enquanto preparo uma xícara de café. — Você sabe que eu não gosto de comer lá. Aqui na cozinha a comida é mais gostosa. Tomo um gole com indiferença.
— Hum… Eu precisava tanto da cafeína. Não sou muito boa em fazer café ou cozinhar, então...
— Bem, então. Permita-me trazer o seu café da manhã aqui mesmo, minha querida. Lucas oferece.
— Certamente. Eu sorrio com gratidão.
....
O meu cabelo está preso num coque bagunçado, o meu corpo está num vestido camisa azul-claro com uma faixa branca e botas pretas de cano alto sustentam lindamente as minhas longas pernas. Eu coloquei óculos escuros enquanto pego a minha bolsa de ombro.
Dentro da cozinha Red está terminando o seu café da manhã, levantou-se com uma caneca de café enquanto ouvindo as risadas da empregada por causa de algo que ele acabou de dizer. Existem outros duas empregadas domésticas, mas a que ri me faz franzir a testa.
— Oh, eles são super fortes! Você tem namorada, Red? Ela esfrega o bíceps do meu guarda-costas, e ele tenta sair desconfortavelmente. Mas ela não se move.
Eu bufo baixinho com uma disposição aparentemente irritada. O meu perfume fresco é forte o suficiente para anunciar a minha presença, disso eu tenho certeza.
Todos eles se viram.
— Hum, senhora, eu... A empregada rindo gagueja.
Sofia? Ana? Não consigo lembrar o nome dela, mas acho que não importa. Loiras? Elas são o tipo dele?
A minha atitude astuta continua enquanto Red segura o meu olhar. Ele estava se divertindo cercado de meninas, não estava?
Hah! Todos os homens são iguais e ele não é exceção.
Não digo nenhuma palavra. Eu me viro e vou em direção à porta principal. Demora alguns segundos e Red está atrás de mim quando nos aproximamos do Lexus LS azul. O meu carro de viagem favorito.
— Bom dia, senhora. Bill, meu motorista, me olha segurando a maçaneta da porta de trás.
Ele é um moreno forte e alto, mais ou menos da idade de Red. Ele abre a porta para mim.
— Bom dia. Respondo rispidamente, jogando a minha bolsa no banco de trás e entro lentamente.
Ele fecha a porta em seguida.
Bill liga o carro e Red fica ao lado dele no banco do passageiro. Silenciosamente, o carro sai dos enormes portões de metal da minha mansão e o passeio começa.
A viagem de Portland a Seattle costuma ser emocionante. Eu consigo ver a linda paisagem do Oregon e me animar enquanto ouço música country. Mas esse é não é o caso hoje, porque estou me sentindo inquieta.
Estou a caminho de selar o destino da minha carreira, é por isso. Tenho que conhecer pessoalmente o Sr. Thompson e convencê-lo a manter a parceria com a MK, minha marca de moda.
Ele é meu último cartão.
A minha barriga está apertada porque ele pode ser um idio*ta como os outros. Se ele também me deixa de lado, então serei forçada a desistir de fazer roupas, a menos que eu peça ajuda a Patrick.
E eu não quero isso, embora saiba muito bem que o meu marido estaria encantado se eu me tornar dona de casa, ele finalmente poderá realizar o seu sonho. Imaginando isso, eu fico doente.
O horizonte de Seattle aparece cerca de três horas depois. Gosto desta cidade. A água, as montanhas e as suas florestas. Tudo é encantador. Eu bocejo, me espreguiçando.
— Chegamos, senhora. Anuncia Bill depois de parar bem na frente de O maior outlet de moda de Thompson.
Red abre a porta dos fundos e estende a mão grande na minha direção. Eu naturalmente aceito o seu gesto e me levanto do assento. Uma respiração profunda escapa dos meus pulmões enquanto os meus olhos repousam no prédio alto diante de mim.
— Aqui vou eu. Eu respiro, reunindo toda a minha coragem enquanto oro a Deus por algum milagre.
Eu franzo a testa quando uma atrevida senhorita de batom vermelho sorri amplamente no balcão de recepção. E como sempre, a presença de Red atrás de mim não deixa as bobas indiferente.
Ela está olhando para ele enquanto me cumprimenta: Oi, senhora. Como posso ajudá-la?
Quero revirar os olhos, pois ela está definitivamente corada, vermelha.
— Olá. Tenho um encontro marcado com Thompson. Posso vê-lo? Diga a ele que é Mia Kingston. Tento não parecer desesperada.
O rosto da senhorita de batom vermelho cai se desculpando. — Sinto muito, senhora, mas o Sr. Thompson está fora de Seattle a negócios.
— O que? Eu suspiro, os meus olhos se arregalaram.
— Ele voou para Miami esta tarde. Eles estão abrindo uma nova loja lá e amanhã é a inauguração. Ela diz.
Pu*ta me*rda! Quero dizer, que pó*rra está acontecendo! O meu batimento cardíaco acelerou e é como se o oxigênio estivesse sendo bombeado para fora dos meus pulmões, deixando as minhas pernas gelatinosas.
Eu rapidamente vasculho a minha bolsa e pego o meu celular. Eu ligo para ele, apenas para esbarrar no seu correio de voz. — Não. Penso em voz alta, minha voz consternada.