91- Franciele

1227 Palavras

Franciele Narrando Continuação: O tempo dentro daquele hospital parecia diferente. Cada minuto era arrastado, pesado, como se eu estivesse presa em um lugar onde tudo girava em câmera lenta. Minha mãe continuava ao meu lado, chorando baixinho, enquanto os enfermeiros ajeitavam o corpo do meu pai para levá-lo. Eu ainda segurava o celular na mão, sentindo a ligação com o Alexandro terminar, mas sabendo que ele já estava vindo. Só de saber disso, meu coração encontrou um pequeno alívio no meio de toda aquela dor. Levantei, respirei fundo e olhei pra minha mãe. O rosto dela estava inchado de tanto chorar, os olhos vermelhos. Mesmo depois de tudo, era visível o amor que ela tinha pelo meu pai. — Eu preciso sair um pouco — murmurei, tentando não desabar ali mesmo. Ela assentiu, apertando

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